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Evaristo Magalhães é Doutor em Psicanálise pela UFMG, Psicanalista Clínico e possui dois livros publicados: Crônicas para amar e A vida dói?

POR QUE NÃO TENHO TINDER?

 

Não condeno os aplicativos de relacionamento. No entanto, penso que é necessário localizar o significado dessa nova modalidade de encontrar parceiros e parceiras.
Hoje, tudo no amor parece fugaz, frágil e inexistente. Contudo, precisamos nos perguntar o que quer dizer quando uma pessoa nos chega afirmando que não quer mais envolvimento com ninguém, e que, agora, só quer pegação e sexo fluido.
A compulsão por relacionamentos casuais é só o contraponto da compulsão por relacionamentos intensos, vorazes e loucos. Qual o ponto comum entre essas duas formas de relacionar? Ambas são sem limites – e não existe amor sem limites. Aliás, nada é possível sem alguma lei.
O amor fugaz devasta porque coloca a pessoa à procura de algo que nem ela mesmo sabe de que se trata, mas que a invade forçando-a à buscar cada vez com mais angústia e ansiedade.
No amor louco acontece a mesma coisa. Como seres faltosos que somos, queremos alguém para nos preencher. Quem não reconhece que qualquer tentativa de amar será sempre suplementar dessa falta, enlouque na busca de um amor que não seja suplemento e, sim, o objeto concreto de sua falta impossível.
Portanto, não é nenhuma novidade essa compulsão que muita gente tem hoje por aplicativos de relacionamento. Ela é apenas o outro lado daqueles que só conseguem amar de maneira ensandecida.
Qualquer amor precisa ser incompleto para fazer sentido. Seguramente, não terminará bem está sensação de achar que é possível amar tudo e todos que desejar – e no tempo e na forma que desejar.

Evaristo Magalhães – Psicanalista
Atendimento por vídeo chamada pelo WhatsApp: 31 986171882
Instagram:@evaristo_psicanalista

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