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Evaristo Magalhães é Doutor em Psicanálise pela UFMG, Psicanalista Clínico e possui dois livros publicados: Crônicas para amar e A vida dói?

Por que a psicanálise é tão angustiante?

 

A psicanálise quer de nós uma missão quase impossível. Ela quer que nos reconheçamos em nossas palavras e atos. Ou seja, ela quer que nos ocupemos do que mobiliza o fato de que falamos e agimos. 

A verdade não está no comportamento. Falamos e agimos para fugir da loucura, da finitude, da mortalidade, do desamparo e do fato de que temos um corpo e de que estamos em um processo de degradação. 

Habitamos a mentira quando falamos e agimos. Viramos escravos de uma ilusão que não consegue tamponar as verdades da vida. 

Autoconhecimento, para a psicanálise, não é dar nomes, não é contar histórias, falar e agir sobre a vida. 

Isto que não reconhecemos, são os fantasmas que nos amedrontam. Quanto mais falamos, mais reavivamos isso que nos atormenta. 

Sim, a psicanálise quer nos angustiar. Ela quer nos fazer reconhecer o que em nós é sem palavras para nos libertar do sofrimento que criamos -exatamente – porque falamos. 

Evaristo Magalhães – Psicanalista

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