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Evaristo Magalhães é Doutor em Psicanálise pela UFMG, Psicanalista Clínico e possui dois livros publicados: Crônicas para amar e A vida dói?

Matar não pode ser a regra …

 

Já nos demos conta de que existe uma parcela da população brasileira que vota em políticos que incentivam a misoginia, o racismo e a homofobia.

Agora, estamos constatando essa mesma parcela apoiando políticos assassinos. 

Caiu a máscara daqueles que dizem que é melhor matar que deixar viva uma feminista e que é melhor voltar à escravidão que deixar um negro em igualdade de um branco. 

O Brasil tomou o ódio como regra. É assustador! Parece que quanto mais o político mata, mais prestígio ele conquista. 

Isso não é política, isso é guerra. 

O ódio não pode ser a coisa mais importante de uma nação. Ninguém pode ser admirado porque dissemina a raiva e a perseguição.

Hoje, no Brasil, o poder descobriu que dá voto invadir uma favela atirando à ermo. 

O problema é que quanto mais esses políticos são admirados, mais se sentem à vontade para continuar resolvendo pelo extermínio. 

Não é só o gestor que é o monstro. O governador é apenas o reflexo de seus eleitores. 

Não ganha mais fama, no Brasil, quem defende a educação, a cultura, o emprego e a distribuição de renda como formas de construção de uma sociedade melhor para todos. 

Muito pelo contrário, descobrimos um Brasil doente. Descobrimos que pessoas próximas a nós, que antes considerávamos amáveis, no fundo, odeiam os negros, os pobres, as mulheres e os lgbts. São pessoas que odeiam, inclusive, quem defende essas minorias. Creio que não se importariam, nem um pouco, se fôssemos nós que estivéssemos sendo assassinados. 

É óbvio que ficarão revoltadas se jogarmos isso em suas caras. No entanto, sabemos que é assim que elas são porque se calam diante dessas atrocidades. É como se projetassem o que pensam nos monstros que elas mesmas elegeram. 

Quero ver como reagirão quando esses mesmos monstros resolverem bater em suas portas. 

Evaristo Magalhães – Psicanalista

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