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Duda Lafetá é jornalista. Vive na Inglaterra há quinze anos e fica brava quando falam que ela trocou o Brasil pela terra da Rainha. Ela sempre diz que não substituiu um país pelo outro. Acrescentou mais um. Neste blog, ela conta de tudo um pouco sobre o que acontece na Ilha, que muita gente prefere chamar de Reino Unido.

Escocês Milionário

A garrafa de whisky mais cara da história acaba de ser vendida em Edimburgo, na Escócia. O comprador, que quer ficar anônimo, pagou 848 mil libras (R$4.244.434.09 na cotação de hoje) para ter o privilégio de ser o feliz proprietário de um ‘The Maccallan Valerio Adami, de 1926. O líquido ficou descansando sessenta anos num barril antes de ser engarrafado. Os entendidos dizem que ele é o santo graal dos whiskeys: é raro, excepcionalmente bom e a garrafa tem um rótulo que é uma obra de arte. Em maio deste ano, outra garrafa da mesma ‘safra’ foi vendida em Hong Kong por 814 mil libras.

Macallan encomendou a dois artistas pop, Peter Blake e Valerio Adami os desenhos de dois rótulos de uma edição limitada de 24 garrafas, doze por artista. A garrafa vendida hoje foi comprada em 1994, por um colecionador, também discreto, que pagou uma quantia jamais revelada. Ninguém sabe ao certo quantas garrafas das doze garrafas com os rótulos desenhados por Valerio Adami ainda existem. Sabe-se que uma delas foi destruída durante um terremoto no Japão em 2011 e que pelo menos uma foi aberta.

O comprador de hoje provavelmente nunca saberá que gosto tem o whisky mais caro do mundo. Mais de quatro milhões de reais! É quase impossível ler esta notícia e não pensar no valor que atribuímos às coisas. Quatro milhões, o que dá para comprar com este dinheiro? Quanta tristeza e quanta dureza esta fortuna poderia poupar a quem tem muito pouco? O que ela representa para o colecionador abonado que vai levá-la para casa? Como atribuímos valor às coisas que nos rodeiam? Para uma coisa ter valor é preciso que outras pessoas a reconheçam como tal? Assunto bom para discutir com os amigos, com um whisky, vinho, cerveja ou cachaça. Tim-tim.

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