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Dra. Bruna Andrade, Advogada, Empreendedora, Palestrante e Escritora! Mestre em Proteção dos Direitos Fundamentais, Especialista em Direito Homoafetivo e de Gênero. Co-fundadora e C.E.O. da startup Bicha da Justiça.

Frente pró-LGBTI+ no Congresso Nacional já conta com 74 parlamentares

De tantos problemas já enfrentados pela comunidade LGBTI+, além da última eleição e inúmeros casos de violência, o Congresso Nacional tem tomado a frente com uma boa representatividade de integrantes da nossa comunidade. Isso porque, hoje, a Frente Parlamentar Mista pelo Respeito à Diversidade já conta com 74 parlamentares. Esse número corresponde a 12,45% dos políticos que fazem parte da casa.

Com 1.117.036 de votos, Fabiano Contarato (Rede), por exemplo, foi o senador mais votado do Espírito Santo. Casado e com um filho, Fabiano será o primeiro senador homossexual da história do Brasil. Ele se juntaria a Jean Wyllys (Psol-RJ), até então o único assumidamente gay do Congresso… No entanto, com o exílio de Wyllys (que foi substituído por David Miranda), a bancada tem se sentido cada vez mais ameaçada e reprimida pela oposição.

“Nestas eleições de 2018, numa primeira análise, houve um aumento das bancadas conservadoras e uma candidatura presidencial com discurso extremado. Por outro lado, dentro das casas legislativas também continuará havendo bancadas progressistas que defendem os direitos humanos e respeitam a diversidade, as quais serão nossa resistência”, avalia Toni Reis, colunista do Congresso em Foco.

É importante ressaltarmos que, embora a frente conservadora seja de maior ordem da casa, o crescimento do número de membros LGBTI+ na Câmara dos Deputados tem se tornado exponencial, o que gera um sentimento de esperança e força para a população que conta com a barragem de propostas absurdas e opressoras do campo legislativo.

Além de nomes como David Miranda e Fabiano Contarato, Tathiane Araújo também é uma forte representante e aliada ao movimento. É a primeira mulher trans a fazer parte do comando do PSB, que pretende dar prioridade à criminalização da LGBTfobia no Congresso. “A lei que criminaliza o racismo, por exemplo, é um instrumento para se fazer justiça ao discriminado. O homofóbico, por sua vez, não é tratado com a seriedade que merece”, afirma Tathiane.

A Câmara dos Deputados é especialmente conservadora e todos nós sabemos o quão somos subrepresentados há muitos anos, principalmente porque os principais avanços nas questões de gênero foram conquistados por meio do Judiciário e não por leis aprovadas no Congresso.

Por isso, é importante que o legislativo se fortaleça cada dia mais, com propostas viáveis e que garantam a nossa segurança e estabilidade social. O processo é lento, mas aos poucos estamos ocupando espaços de decisão políticas e garantindo os nossos direitos. Vamos por mais!

 

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