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Dra. Bruna Andrade, Advogada, Empreendedora, Palestrante e Escritora! Mestre em Proteção dos Direitos Fundamentais, Especialista em Direito Homoafetivo e de Gênero. Co-fundadora e C.E.O. da startup Bicha da Justiça.

Representatividade trans nos concursos de miss

Com anos de um cenário midiático excludente de representatividade, Angela Ponce fez história ao se tornar a primeira mulher trans a competir no Miss Universo 2018 – representando a Espanha. Apesar de não ter chegado à semifinal da competição, a sua representatividade abriu portas para outras modelos transgêneros acreditarem no seu próprio potencial de beleza, autoidentificação e aceitação.

No evento, Angela foi homenageada no palco e recebeu muitos aplausos dos que estavam presentes, até porque o cenário é memorável. E com certeza irá encorajar e inspirar futuras gerações e participantes. Vale lembrar que até 2012 candidatas trans eram proibidas de competir conforme regras da própria organização do concurso, o que torna o pioneirismo de Angela um marco importante não só para a comunidade LGBTI+, como para os próprios organizadores do Miss Universo. Em entrevista à imprensa espanhola, a candidata afirma que terminou sua mudança completa de gênero há quatro anos e que, com o título, quer “levar uma mensagem de inclusão, tolerância, respeito e amor”. Esse acontecimento tem impactado o mundo inteiro.

No Brasil, a modelo Náthalie de Oliveira, de 24 anos, foi a primeira mulher transexual a ser candidata ao concurso Miss Rio de Janeiro, que ocorreu neste sábado (26). A candidata já deixou o seu recado no Instagram há alguns dias: “Se preparem porque vai ter mulher transexual no Miss Rio de Janeiro sim”. Isso mostra o quão a globalização veio a agregar a abertura de espaço para a comunidade LGBTI+.

Diversidade e representatividade

Nathalie afirma que sofreu muito preconceito, pois, segundo ela, era preciso travar uma luta contra o próprio corpo e contra a sociedade que a julga, assim como todos os transexuais. Com isso, ficar em cima de uma passarela e ser avaliada por representantes privilegiados não deve ser fácil – e exige uma força psicológica enorme. A candidata alega que, no entanto, foi através dos concursos de beleza que ela conseguiu a cirurgia… E isso mostra que a mídia não tem só reconhecido a transexualidade como uma possibilidade, mas tem prestado suporte, condições e investimentos para que candidatas como Nathalie possam cada vez mais realizar os seus sonhos de representar as mulheres no mundo.

Tendo isso em vista, percebemos que a diversidade é um eterno instrumento de luta e deve marcar presença em todos os lugares. Reconhecer a importância desses fatos históricos que têm marcado a trajetória e a luta do reconhecimento social dos transgêneros é ver as portas que não irão mais se fechar para a comunidade LGBTI+ diante de um cenário de intolerância que elucida nossa atual política. É, também, chamar atenção para a importância da persistência pela representatividade!

 

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