Skip to main content
 -
Dra. Bruna Andrade, Advogada, Empreendedora, Palestrante e Escritora! Mestre em Proteção dos Direitos Fundamentais, Especialista em Direito Homoafetivo e de Gênero. Co-fundadora e C.E.O. da startup Bicha da Justiça.

Homo Driver: app de transporte para público LGBTI+ é lançado em BH

Que a LGBTfobia está presente em todos os lugares é um fato. No entanto, um assunto que tem ganhado cada vez mais destaque é a recusa de alguns motoristas de aplicativos de transporte a atender casais LGBTI+. A discriminação e o preconceito vêm de toda uma trajetória de influências conservadoras. No entanto, hoje, no século XXI, estamos vivendo a era digital. Por isso, em decorrência dessa pluralidade de informações e acontecimentos que são corriqueiros, as práticas discriminatórias tendem a se tornar constantes nos apps de transporte, principalmente a Uber que tem sido o mais utilizado por toda a população.

Visto isso, o público LGBTI+ de Belo Horizonte ganhou um aplicativo de transporte inovador! Esse app conecta motoristas e passageiros LGBTI+, o que gera mais conforto para essa comunidade e inibe agressões e violações morais. De acordo com o sócio-próprietário, Thiago Vilas Boas, o Homo Driver foi lançado nesta segunda-feira (17) e, em menos de 24 horas, cerca de 800 passageiros e 200 motoristas já se conectaram.

A ideia de se criar esse app é justamente fazer observações e melhorar o transporte para essa comunidade nos centros urbanos. “Alguns pilares de melhorias sociais precisam ser feitos e desenvolver um aplicativo para essa comunidade traz mais segurança e empatia”, defendeu Vilas Boas. O executivo relata que o projeto começou a ser desenvolvido com base em pesquisas no mercado LGBTI+, contando com a participação do sócio Gerson Almeida.

O investimento inicial foi em torno de R$200 mil na criação tecnológica, mas com lançamento e campanhas de divulgação e publicidade acabou subindo para 500 mil. Em seis meses Vilas Boas espera atingir a marca de 10 mil downloads. “A gente sabe das dificuldades que os travestis e os transgêneros têm em conseguir emprego. O mais legal é a parte social, poder mudar na prática a vida da comunidade LGBT. Não se trata de segregação. É a personalização de um mercado porque existe uma parte excluída. É uma sementinha lançada para a mudança, para a aceitação da comunidade LGBT”, disse o executivo.

Segundo a idealizadora e coordenadora geral da Transvest de Belo Horizonte, Duda Salabert, o lançamento do app é necessário, pois gera empregabilidade para o público LGBTI+, uma vez que LGBTfobia está no mercado de trabalho expulsando as pessoas e coibindo a participação nos meios. Ainda de acordo com ela, 90% dos travestis e transexuais não conseguem empregos formais e precisam trabalhar na prostituição. Além disso, esse tipo de iniciativa oferece proteção a essa população que se vê ameaçada pela intolerância.

O aplicativo já está disponível para download em Android e, semana que vem, para IOS também.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *