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Dani Costa é jornalista por profissão e mãe de pets por amor. Sempre antenada para trazer notícias quentinhas sobre a bicharada. Ativista contra os maus-tratos a animais domésticos, silvestres e exóticos.

Cuidado com a vacina do seu pet: verifique validade e armazenamento

A vacinação feita de forma correta é a única forma de proteger os animais de estimação de graves doenças

Parece mentira, mas não é raro acontecer do dono levar o seu animal de estimação ao veterinário e ao apresentar a carteira de vacinação, as doses estarem trocadas. “Esses dias atendi um gato que tinha sido vacinado com V10 de cachorro”, conta o veterinário Gilson Dias Rodrigues, da ONG Bichos Gerais. A troca acontece quando os animais são levados para vacinar em locais em que os funcionários não estão preparados para realizar o procedimento, por isso a importância de buscar clínicas de confiança. “A maioria das pessoas não verificam a etiqueta da vacina para conferir a validade e para qual espécie é indicada”, diz o veterinário. Nesses casos, além dos riscos de reação alérgica e outros efeitos colaterais, cães e gatos não estarão imunizados contra doenças importantes.

Manter os pets com a vacinação em dia é fundamental para garantir a sua saúde. Durante a amamentação os filhotes recebem anticorpos prontos que são essenciais para os primeiros dias de vida, mas é importante que  sejam vacinados até os primeiros 45 dias. A indicação é de que as três doses de vacina múltipla sejam dadas com intervalos de 21 dias entre elas, e uma dose de vacina anti-rábica. Animais adultos devem receber uma dose anual de cada uma. Por não conter anticorpos suficientes para imunizar os animais, as vacinas de laboratórios nacionais não são consideradas boas. As importadas são as mais indicadas.

Contudo, a  avaliação do médico veterinário é importante para garantir que o animal não esteja com nenhum problema de saúde. Neste caso, a vacinação não é recomendada. As principais doenças que podem atingir cães e gatos são cinomose, parvovirose e leptospirose. Doenças de difícil tratamento e com baixos índices de cura nos casos de animais não vacinados.

Cuidados no armazenamento das vacinas

As vacinas são substâncias produzidas em laboratórios que carregam em sua composição microrganismos patogênicos, em maior parte, vivos atenuados. Por isso, é  de grande importância um manuseio e conservação adequados para uma imunização bem-sucedida.

Normas que devem ser seguidas para garantir a proteção animal:

  • No primeiro contato com os frascos da vacina, devem ser observados: data de fabricação, data de validade e número do lote;
  • O armazenamento deve ser feito em geladeiras monitoradas com termômetros para que a temperatura interna não ultrapasse 2º – 8ºC, evitando inativação da mesma, seja por congelamento ou por altas temperaturas. Em caso de transportá-las, utilizar caixas térmicas próprias ou, para pequenas distâncias em pequenos períodos de tempo, caixas de isopor com gelo;
  • É aconselhado o uso de seringas e agulhas descartáveis, caso isso não seja possível, devem ser esterilizadas. O uso de agentes desinfetantes não é permitido por deixar resíduos no material e estes reagirem com a vacina, alterando-a;
  • Para vacinas que necessitem de diluentes, conferir se é o correspondente da mesma e homogeneizar o líquido antes de aspirar para a seringa para não haver colabamento da agulha nem reação no local da aplicação;
  • Obedecer criteriosamente as vias de administração;
  • Não utilizar frascos abertos antecipadamente com sobras de produtos

Fonte: Revista Veterinária

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