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Dani Costa é jornalista por profissão e mãe de pets por amor. Sempre antenada para trazer notícias quentinhas sobre a bicharada. Ativista contra os maus-tratos a animais domésticos, silvestres e exóticos.

Proteja o seu pet neste inverno: o frio aumenta as chances de doenças respiratórias e viróticas

 

O inverno nem chegou e as temperaturas já despencaram. Para não sofrer com as alterações climáticas, tanto humanos quanto animais precisam de proteção adequada, especialmente os mais frágeis. Apesar de a temperatura do ambiente ser a mesma para todos, a forma como o organismo de cada espécie reage é diferente. Animais homeotérmicos, categoria em que se enquadram todas as aves e mamíferos, entre eles cães e gatos, são os chamados de sangue quente. Assim como as pessoas, mantêm a temperatura interna constante, independentemente do clima externo. Contudo, precisam de cuidados redobrados.

Nas estações mais frias, o risco de hipotermia (quando ocorre a queda da temperatura) é grande. “O processo é fatal abaixo dos 28° C e moderado até os 35° C”, diz a veterinária Raquel Cheyne Prates, da Kawulo Bem-Estar Animal. “O ideal é que a temperatura fique entre os 38° C e 39° C.” Cães pequenos e com pelagem curta, como pinscher, dachshund e chihuahua, sofrem muito com o frio. É assim também com os animais com pelos longos tosados, bem como filhotes, idosos ou debilitados.  E todo cuidado é pouco. Entre as doenças mais comuns nesse período estão a tosse dos canis e a cinomose – altamente contagiosas -, bronquites e pneumonias. As doenças respiratórias e osteoarticulares também preocupam, entre elas artrite, artrose e doenças degenerativas dos discos intervertebrais. O engenheiro civil Fabrício Ramos Braick já aumentou o guarda-roupas do rottweiler Raul, com direito a mantinhas e touquinha. “Procuro mantê-lo bem protegido para não sofrer com as baixas temperaturas”.

A situação é ainda pior para os animais de sangue frio. Peixes e répteis, entre eles tartarugas, cobras e camaleões, são os chamados pecilotérmicos ou ectotérmicos, quando a temperatura corporal varia de acordo com o ambiente. E é aí que está o risco. “Isso significa que são incapazes de gerar o próprio calor e necessitam de fontes externas para regular a sua temperatura corporal”, diz a veterinária Marcela Ortiz, especialista em animais silvestres. A maioria dessas espécies precisa ficar exposta ao sol ou a equipamentos elétricos que gerem calor, como lâmpada e aquecedor com termostato. Quando perceberam que a tartaruga Clô estava mais quieta, a estudante Bárbara Peixoto e sua mãe, a fisioterapeuta Ana Paula Santos, investiram em um termostato para aquecer a água da banheira. “Ela ficou muito mais confortável e ativa”, diz Ana Paula. Além de influenciar o metabolismo, uma temperatura ambiental inadequada leva à queda de imunidade e a doenças. No entanto, é importante ter atenção com os aquecedores manuais, que podem elevar muito a temperatura da água ou ambiente e provocar a morte do animal.

Para todas as espécies é preciso ter cuidado com o excesso de alimentação no inverno. Como a atividade física acaba sendo reduzida, a perda calórica também diminui e pode resultar em obesidade. A dica é distribuir a mesma quantidade de ração dada aos pets quando está mais quente, ou acrescentar apenas 20% a mais, em três porções diárias, para que tenham mais saciedade.

Veja qual é a temperatura ideal do seu pet

Cão grande: 37,4 a 39,0 ºC
Cão pequeno
: 38,0 a 39,0 ºC
Gato
: 38,0 a 39,0 ºC

Dicas importantes para proteger os animais quando o clima esfria

  • Os banhos devem ser bem espaçados e em temperatura morna
  • Jamais deixe o animal com o pelo úmido, seque-os bem
  • Passeios devem ser feitos somente nos horários mais quentes do dia
  • Proteja sempre os animais de guarda que ficam ao relento com anteparos nas casinhas, como cobertores e colchonetes
  • Os animais de sangue frio também precisam de atenção redobrada, como uso de aquecedores nos terrários
  • Fique atento aos sintomas da hipotermia (queda da temperatura): arritmias, hipotensão, queda da frequência cardíaca, depressão respiratória, tremores, mucosas pálidas e pupilas dilatadas

Fonte: https://www.revistaencontro.com.br/

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