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Dani Costa é jornalista por profissão e mãe de pets por amor. Sempre antenada para trazer notícias quentinhas sobre a bicharada. Ativista contra os maus-tratos a animais domésticos, silvestres e exóticos.

Febre maculosa: capivaras não são as vilãs. Saiba qual é o ciclo de transmissão da doença

Contágio ocorre por meio da picada do carrapato-estrela infectado pela bactéria Rickettsia

Além das capivaras, outros animais também podem se tornar reservatório da febre maculosa, entre eles bois, cavalos, cães, aves domésticas e roedores. Foto: reprodução/internet

 

São muitas as doenças causadas por mosquitos ou parasitas. O problema é que animais como cães, macacos e capivaras acabam sendo considerados os vilões. Exemplo disso é a leishmaniose canina, transmitida pelo mosquito-palha, além da febre amarela transmitida pelo Aedes aegypti  e a febre maculosa transmitida pelo carrapato-estrela. Em todos os casos, os animais também são vítimas tanto dos vetores quanto da falta de informação da população em geral. Não raras as vezes, ao contrário de combater efetivamente os causadores da doença, as autoridades optam pelo sacrifício dos bichos, o que não soluciona a questão.

No caso da  febre maculosa, a transmissão em seres humanos ocorre por meio da picada do carrapato-estrela infectado por bactérias do gênero Rickettsia , mas somente após ficar por quatro horas fixado na pele. Quanto mais rápido o carrapato for retirado do corpo, menor será o risco de contrair a enfermidade. A grande questão é sobre a presença ou não das capivaras nos espaços públicos, tendo em vista que elas acabam se tornando reservatório da doença. Contudo, o mesmo ocorre com  bois, cavalos, cães, aves domésticas e roedores. Segundo os especialistas, é preciso respeitar a fauna urbana que apesar das adversidades próprias dos grandes centros, é muito rica e precisa ser preservada. Para isto, basta adotar algumas medidas preventivas.

Em Viçosa, o projeto coordenado pelo professor Tarcízio Antônio Rego de Paula, do departamento de Veterinária, realizou a esterilização das capivaras para evitar a superpopulação,  o  combate ao  carrapato-estrela, além de exames laboratoriais para verificar se, de fato, os animais estavam contaminados. Já na capital mineira, das 52 capivaras capturadas pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) em setembro de 2014, na gestão do prefeito Márcio Lacerda e do vice-prefeito e então secretário municipal do meio ambiente Délio Malheiros, apenas 14  sobreviveram. Segundo o Ministério Público Federal, por falência imunológica, por terem sido retiradas de seu habitat e encaminhadas a um ambiente inadequado.

SINTOMAS

A febre maculosa pode demorar até duas semanas para se manifestar. Os sintomas mais comuns são febre alta, dor no corpo, dor no fundo dos olhos,  dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos, diarreia, insônia e manchas na pele.

A progressão da doença varia. Nem todos os pacientes desenvolverão todos os sinais ou sintomas. Por isso, o mais importante é examinar o corpo após entrar em áreas silvestres.

TRATAMENTO

Diagnóstico precoce é importante para dar início ao tratamento porque a taxa de letalidade da doença é elevada.

A febre maculosa brasileira tem cura desde que o tratamento com antibióticos (tetraciclina e clorafenicol) seja introduzido nos primeiros dois ou três dias. O ideal é manter a medicação por dez a quatorze dias, mas logo nas primeiras doses o quadro começa a regredir e evolui para a cura total.

 

 

 

 

 

 

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