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Dani Costa é jornalista por profissão e mãe de pets por amor. Sempre antenada para trazer notícias quentinhas sobre a bicharada. Ativista contra os maus-tratos a animais domésticos, silvestres e exóticos.

Papilomatose canina: você sabe o que é?

Pouco conhecida, a doença atinge cães de todas as idades e nem mesmo os animais vacinados estão livres do contágio. Saiba como o vírus pode atingir o seu pet

Verrugas com coloração e formatos variados podem afetar algumas regiões do corpo do animal, caracterizando a Papilomatose Canina . Foto: reprodução/internet

A doença causada pelo papillomavírus é caracterizada pelo surgimento de verrugas com coloração e formatos variados que afetam algumas regiões do corpo do animal, entre elas a genital, ocular e cutânea. No entanto, por possuírem alta irrigação sanguínea, os locais mais afetados são os lábios, mucosa labial, língua, palato, esôfago, faringe e epiglote. “É uma doença infectocontagiosa que pode acometer animais de qualquer idade, mesmo os vacinados. Porém, filhotes e adultos imunossuprimidos compõem a maior parte do grupo de risco”, explica o veterinário Andre Brey-Gil, do Centro Veterinário Referência Animal. Segundo ele, o vírus da papilomatose já foi encontrado em mais de vinte espécies de mamíferos e sua transmissão se dá por meio do contato direto ou indireto com secreções ou sangue provenientes dos papilomas de animais infectados. Em estágio avançado, a ulceração dos papilomas pode ocasionar infecções.

O problema se agrava ainda mais quando a proliferação dos tumores chega a obstruir a faringe do animal, que passa a não conseguir se alimentar. “Nesses casos a intervenção cirúrgica é indicada. Outro protocolo muito adotado é a vacina autógena feita com extratos dos papilomas retirados do próprio animal”, explica o veterinário Marthin Raboch Lempek, professor da UFMG. Estudos apontam que a homeopatia também surte bons resultados no tratamento da papilomatose. “Em alguns pacientes, apenas com sua administração, os tumores sumiram completamente em menos de trinta dias, e sem recidiva”, diz o especialista.

O tratamento é controverso e varia de acordo com o organismo de cada animal. Em alguns casos, a doença pode regredir espontaneamente após três meses de seu surgimento. Para que isso ocorra é necessário que o cão tenha o seu sistema imunológico fortalecido. “A doença está relacionada à baixa de resistência, por isso animais bem cuidados, com uma boa alimentação, dificilmente irão desenvolvê-la, exceto em casos específicos”, diz o veterinário Gilson Dias Rodrigues. Outra boa notícia é que apesar do aspecto desagradável, a doença não é transmissível para os seres humanos e, quando tratada corretamente, tem cura efetiva.

Fonte: https://www.revistaencontro.com.br/

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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