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Dani Costa é jornalista por profissão e mãe de pets por amor. Sempre antenada para trazer notícias quentinhas sobre a bicharada. Ativista contra os maus-tratos a animais domésticos, silvestres e exóticos.

Saiba como socorrer o seu animal de estimação em casos de emergência

Saber o que fazer em casos de emergência é fundamental para salvar a vida dos animais de estimação. Tenha sempre em casa um kit de primeiros socorros. Imagem: pixabay

Quem tem animais de estimação em casa, especialmente em regiões distantes de clínicas veterinárias, nem sempre sabe como agir em casos de emergências. Situações imprevistas como fraturas, envenenamento e intoxicação podem levar o animal até à morte. O que a maioria não sabe é que,  na maioria das vezes, medidas simples podem salvar a vida dos pets. Para isso, tenha sempre em casa um kit de primeiros socorros. Confira abaixo dicas valiosas:

>INTOXICAÇÃO E ENVENENAMENTO

Sinais: vômito, salivação, tremores, diarreias com ou sem sangue

Socorro: deve ser feito o mais breve possível, no máximo em até duas horas após o incidente

Causa:

  • Ingestão de produtos químicos  abrasivos como produtos de limpeza, entre eles álcool e cloro
  • Ingestão de plantas venenosas
  • Ingestão de veneno como chumbinho (não abrasivo)

Como agir:

  • Em caso de ingestão de produtos que ‘não sejam abrasivos’, deve-se induzir o vômito do animal. Dar ao animal água oxigenada volume 10, ou água morna com sal (salmora) + carvão ativado
  • Em caso de ingestão de sustâncias abrasivas e corrosivas, ‘não se deve induzir ao vômito’. Nesse caso, dar clara de ovo para formar uma película protetora no estômago do animal e, na sequência, carvão ativado
  • Carvão ativado – comprado na farmácia, ajuda a segurar as toxinas da substância ingerida e a eliminá-las junto com as fezes

Após os primeiros socorros, o animal deve ser encaminhado em caráter de urgência ao médico veterinário

>CORTES E FERIMENTOS

  • Lavar o local do ferimento com água abundante para limpar e evitar a proliferação de bactérias e posterior infecção
  • Estancar o sangue com gaze, ou compressa de pano e até absorvente feminino
  • Em caso de sangramento intenso, colocar cubos de gelo sobre um pano e colocar sobre o local. Jamais colocar o gelo diretamente sobre a pele, pois provoca queimadura
  • Usar produto antisséptico como Polvedine ou Água Oxigenada
  • Se o corte for muito extenso, após a limpeza, usar plástico de cozinha para fixar a pele até o encaminhamento ao veterinário

>SUFOCAMENTO/ASFIXIA

  • Pode ocorrer com brinquedos, ossos de galinha, ossinhos sintéticos, entre outros
  • Sintomas: animal anda para trás, balança a cabeça, passa a pata pela boca
  • Se a língua ficar com cor roxa ou azulada é sinal de que o animal não está respirando

Como agir:

  • Colocar o animal na posição vertical, de forma que suas costas fiquem encostadas no peito do socorrista
  • Comprimir com as duas mãos, abaixo da costela do animal, com pressão seca, forte e para cima. De forma que a pressão feita no abdômen empurre o objeto pelo tórax até sair pela boca. Muito cuidado para não fraturar ossos da costela
  • Em filhotes ou cães menores, colocá-lo de cabeça para baixo e dar um tapa firme e seco em suas costas, para desobstruir as vias aéreas. Muito cuidado para não machucar a coluna dorsal do animal

>PARADA CARDÍACA

Massagem cardíaca:

  • Colocar o animal deitado de lado
  • Colocar uma mão sobre a outra e com braços estendidos, fazer pressão sobre o coração localizado abaixo do braço do animal
  • Cuidado com a pressão para não fraturar a costela
  • Fazer 25 movimentos a cada 15 segundos, em um total de 100 movimentos em 1 minuto
  • Em animais de porte muito pequeno ou filhotes, amparar as costas do animal com a palma da mão e comprimir com a ponta dos dedos debaixo dos bracinhos

Respiração boca focinho:

  • Envolver o focinho com as mãos e assoprar dentro da boca do animal. Levar pouco ar para não sufocá-los, especialmete filhotes, pois a capacidade pulmonar dos animais é muito menor do que a dos humanos

>FRATURAS

Causas: quedas, brigas, atropelamentos, entre outras

  • Identificar a fratura, observando o local para se colocar a tala
  • Caso a fratura não esteja visível, apalpar a região afetada com as pontas dos dedos de maneira bem devagar, até localizar aumento de volume ou ossos fraturados
  • A imobilização do local mantém o membro fraturado firme e evita dor
  • Como tala, pode-se usar jornal ou toalha enrolada. O material tem que ser bem firme para manter o membro fraturado estabilizado. Fixar a tala com esparadrapo
  • Um membro, como a perna, também pode servir de tala para outro membro afetado

FIQUE ATENTO

  • O animal em situação de estresse, com dor e medo, pode reagir de forma inesperada
  • Para evitar contratempos, observe se o animal está respirando normalmente
  • Em caso positivo, improvise uma mordaça que mantenha a mandíbula fechada, sem asfixiá-lo. Passe a mordaça ao redor do focinho e prenda atrás da nuca do animal, tomando o cuidado de não apertar demais

 

Fonte: Dra. Elaine Pessuto, diretora clínica do CETAC

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