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Dani Costa é jornalista por profissão e mãe de pets por amor. Sempre antenada para trazer notícias quentinhas sobre a bicharada. Ativista contra os maus-tratos a animais domésticos, silvestres e exóticos.

Nem coelho da páscoa, nem animal de caça. Saiba quais cuidados os peludos precisam

O coelho Fumaça, da raça Mini Lion, é obediente e adora passear de coleirinha. Foto: arquivo pessoal

A jornalista Geórgia Choucair não esconde o orgulho do seu pet, o coelhinho Fumaça, da raça Mini Lion. Com nove meses de idade, ele é a alegria da casa. “Me surpreendi em como ele é ativo e obediente, apesar de ser muito independente. Na hora de passear já espera para eu colocar a coleirinha”, diz ela. Após o  seu surgimento na Europa onde a espécie era criada em larga escala para subsistência humana, os coelhos conquistaram o posto de animais de estimação.

Com orelhas e patas compridas, e dentes que nunca param de crescer – os quatro incisivos frontais, dois de baixo e dois de cima possuem crescimento contínuo, o que é equilibrado pelo desgaste que ocorre na mastigação – não demorou muito e os peludos saíram direto da vida real para as telas do cinema com o famoso personagem dos desenhos animados produzido pela Warner Bros, o Pernalonga. O preço de raças exóticas como o Dwarf Hotot e o Teddy Dwerg varia entre R$ 300 e R$ 500.

No entanto, para terem uma boa qualidade de vida precisam de gaiolas com tamanho adequado, ração balanceada e água a vontade. Em geral um coelho faz aproximadamente 80 refeições diárias em quantidades mínimas e de forma constante. Os comedouros devem ser de chapas galvanizadas para não serem roídos. “Qualquer alimento com excesso de carboidrato para coelho é um veneno. O máximo que se pode fazer é encontrar fenos de boa qualidade em lojas especializadas para uma suplementação. Folhagens de hortaliças e capins devem sempre ser pré murchadas, nunca frescas, inclusive a cenoura que deve ser dada apenas como petisco”, explica o professor Walter Motta Ferreira, do Departamento de Zootecnia da UFMG.

Os coelhos possuem dentes que nunca param de crescer. Os quatro incisivos frontais, dois de baixo e dois de cima, possuem crescimento contínuo, o que é equilibrado pelo desgaste que ocorre na mastigação. Foto: arquivo pessoal

Para abrigar os dejetos e garantir a higiene do animal, uma caixinha de areia deve ser colocada embaixo da gaiola, que também deve conter um azulejo em sua parte interna para que o coelho possa descansar sobre ele. Os banhos não são necessários, mas a escovação do pelo é indicada, assim como manter os animais em locais arejados para evitar a proliferação de sarnas e micoses, comuns na espécie. Lembrando que é fundamental afastá-los de correntes de ar e permitir que tomem banhos de sol moderados, já que a incidência de doenças pulmonares é alta. Segundo Marcela Carvalho Ortiz, veterinária especialista em animais silvestres e exóticos, em geral as doenças mais comuns são relacionadas à alimentação inadequada. Outras patologias recorrentes são de origem dermatológica, má formação dentária e doenças infecciosas. “Por isso é fundamental realizar a prevenção junto a um especialista, fazendo um check-up periódico no animal para garantir a sua saúde”, destaca. A castração é indicada após os quatro meses de idade. A partir daí as fêmeas podem ter até sete gestações por ano, tendo de seis a oito filhotes em cada parto. A vacinação tão necessária às espécies canina e felina não é ministrada aos coelhos, que necessitam apenas da vermifugação. Irritá-los não é uma boa ideia. Para se defender utilizam os dentes e golpeiam com as patas traseiras, o que pode gerar ferimentos graves, especialmente em crianças. De hábitos noturnos, durante o dia o coelho é o chamado ‘come e dorme’, o que significa que à noite está a todo vapor.

SAIBA MAIS

Atualmente 66 raças são reconhecidas com mais de 150 variedades de cor e pelagem. Entre elas cerca de 15 espécies apresentam porte físico menor e são ideais para animais domésticos. O mini Lion Head – raça mais popular – não atinge mais que um quilo e tem a aparência de um leãozinho. Outras raças de destaque são o American Fuzzy Lop que ao contrário das demais espécies possui as orelhas caídas, e o Polish de pelo curto. Além da fofura que conquista corações, os coelhos surpreendem pela capacidade de interação com o ser humano, podendo ser muito receptivos.  Quem tem garante que eles não são tão carentes quanto os cães, nem tão independentes como os gatos. Além de possuírem a vantagem de ocupar pouco espaço e serem silenciosos. Quando bem cuidados, podem ultrapassar os 10 anos de idade.

Fonte: https://www.revistaencontro.com.br/

 

 

 

 

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