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Ivan
Barista (desde 2010). Q-Grader (desde 2011). Instrutor SCA (desde 2015). Gerente de Qualidade da Academia do Café e Sócio proprietário da Academia do Café Savassi.

 - Julia
Quinta geração de uma família produtora de cafés especiais. Barista (desde 2006), Q Grader (desde 2013) e instrutora SCA (desde 2015). Responsável pela cafeteria e marketing da Academia do Café e sócia proprietária da Academia do Café Savassi.

A Terceira Onda do Café

Para o melhor entendimento do mundo do café que eu quero mostrar, preciso explicar as “ondas” do café.

Atualmente estamos na Terceira Onda do café. A primeira onda do café se passou na Europa onde a cafeteria (logo que o café foi descoberto) era ponto de encontro de pensadores, filósofos, políticos, navegadores, entre outros, além de serem pontos estratégicos onde os jornaleiros liam e distribuíam os jornais com as últimas notícias.

Ilustração de uma casa de café em Londres no final do século XVII

Depois dessa, a segunda onda veio com a Starbucks na costa Oeste dos EUA, na cidade de Seattle no início da década de 1970 onde criou o ambiente do “café” que contava com iluminação mais baixa, acentos confortáveis e música ambiente, com comidinhas apenas pra acompanhar o café, como o “Central Perk” do seriado Norte Americano “Friends”, onde os amigos se reuniam quase todos os dias pra conversar (na época onde não tínhamos os grupos do Whatsapp). A segunda onda não deixará de existir, como a primeira deixou, mas junto com a segunda, vivemos também a terceira onda, que é onde atuo junto com a Julia.

A terceira onda vem com a cafeteria trazendo o torrador de café pra dentro da loja, o que faz com que a cafeteria torre o próprio grão e vá atrás da própria matéria prima (o café cru), buscando sempre excelência em qualidade, negociando direto com os produtores e pagando assim, preços justos, alimentando toda a cadeia do café com a valorização do produto.

Nas cafeterias de terceira onda, este café é comercializado pelo nome do produtor ou da fazenda, onde são expostas várias outras informações como localização geográfica, modo como o café foi secado e até mesmo variedade das plantas e altitude da lavoura.

Bruno Souza, proprietário da Academia do Café.

Eu trabalho como Gerente de Qualidade na Academia do Café aqui em Belo Horizonte, onde meu papel é selecionar os grãos que torramos e traçar o perfil da torra de cada grão, atingindo o máximo de sabor em cada café. Eu trabalho em um laboratório de análise sensorial de café e em um laboratório de torra. Além disso, a Academia do Café também atua como escola, ministrando cursos profissionalizantes na área como o curso de Barista (profissional responsável pelo preparo do café), Torra e Prova de café e ainda alguns workshops sobre degustação e extração de cafés coados.

A Julia, além do marketing, também é a responsável pelo funcionamento da cafeteria, onde faz isso com excelência com cardápio inovador facilitando a escolha dos cafés (mesmo pra quem é leigo e nunca ouvir falar em café especial) e com baristas altamente treinados e preparados, principalmente, pra ensinar ao público sobre essa nova onda do café, com foco em qualidade.

É uma profissão gratificante, pois essa onda de café especial é ainda muito recente e uma vez que um cliente que sempre bebeu o café convencional (de supermercado) prova o especial (que, diga-se de passagem, é Muito diferente) gosta e aprova, temos a sensação de fazer a coisa certa e do jeito certo.

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