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Jornalista especialista em Produção em Mídias Digitais e mestre em Comunicação Digital Interativa. Atualmente, é articulista no portal Simi (Sistema Mineiro de Inovação), ligado à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e professor de jornalismo no Uni-BH e no MBA do IEC PUC Minas nas áreas de Inbound Marketing e E-commerce. Contato: VISITE MEU SITE: www.alyssonlisboa.com.br Whatsapp: 31 998316905. Email: alyssonlneves@gmail.com

Crowdfunding para montar a hamburgueria Zebeléo. Você apoia?

Zebeléo precisa de dinheiro coletivo para nascer. Será?
Zebeléo precisa de dinheiro coletivo para nascer. Será?

Crowdfunding – conceito que vem da fusão de financiamento e multidão, em inglês -, se propõe a ajudar ONGs, artistas e qualquer iniciativa que tenha, principalmente, cunho social unindo projetos e pessoas dispostas a ajudar. A ação virou moda nos Estados Unidos e rapidamente chegou aqui no Brasil. Os sites Kickstarter e Kickante são algumas das plataformas com milhares de projetos que pedem a colaboração do cidadão para causas das mais diversas, que vão desde conseguir dinheiro para ajudar um artista, até a realização de sonhos maiores, como financiar estudos no exterior.

Na verdade, o conceito inicial de crowdfunding era arrecadar fundos para pessoas ou instituições que não detinham recurso para levar seus planos adiante. No entanto, uma avalanche de projetos apropriam-se do conceito para conseguir levar a cabo projetos empreendedores sem um objetivo social explícito ou por gente que realmente precisa de ajuda financeira. O mais recente e polêmico deles é o lançamento da hamburgueria Zebeléo por meio do site Kickante.

Com R$ 10 mil você viaja para o Peru e conhece os três jovens? Quem se habilita?
Com R$ 10 mil você viaja para o Peru e conhece os três jovens. Quem se habilita?

O projeto é capitaneado por Bel Pesce, multiempreendedora; por Zé Soares, autor do blog Do Pão ao Caviar; e pelo especialista em gastronomia, Léo Young, ganhador da última edição do Masterchef Brasil. Pelo currículo dos jovens, é fácil perceber que dinheiro não é algo que falte a eles para executar seus projetos. O Crowdworking do Zebeléo já arrecadou mais de R$ 16 mil e precisava chegar a R$ 200 mil para que o sonho dos empresários se concretizasse. No dia 26 último, a empresária Bel Pesce recuou e tirou o projeto do ar. Para ajudar na causa você precisava escolher qual valor estava disposto a desembolsar. Contribuindo com R$ 150 você levaria um hambúrguer, chaveiro e a oportunidade de conhecer os jovens “ao vivo” no dia do lançamento. Quem tivesse um pouco mais de generosidade poderia depositar R$ 10 mil e visitar o Peru em um fim de semana ao lados dos três empreendedores.

Uma outra história, um outro propósito

Guilherme Poulain é autor do blog Moldando Afeto. Ele queria compartilhar suas experiências gastronômicas e lançar um livro de receitas. Entrou na plataforma Kickante querendo arrecadar R$ 50 mil para imprimir seus livros. Conseguiu 138% a mais. O objetivo foi alcançado. As plataformas de crowdfunding existem para conectar pessoas aos sonhos de outras pessoas. Uma proposta colaborativa com grande foco em projetos para aqueles que realmente não possuem recursos próprios para executar seus planos. Para Poulain, a plataforma é muito interessante para ver se a ideia interessa a outras pessoas.

O bom senso e a movimentação nas redes sociais, com milhares de pessoas condenando a utilização do Crowdfunding para ajudar os ricos empresários com a hamburgueria Zebeléo, possibilitou o recuo e o cancelamento do coletivo, em tempo! Em nota postada no Facebook, Bel Pesce percebe o erro, indica que não houve intenção de obter lucro com o projeto e encerra seu comunicado dizendo: “ Valeu de coração a todos que estão próximos e apoiaram o projeto, e também a parcela de pessoas que nos abriram os olhos para algo que não faz de maneira alguma parte da intenção da gente, e queremos clarificar”.

O Crowdfunding surgiu para atrair pessoas na nova economia colaborativa e precisa ser entendido como tal, diferentemente do que propõe Zebeléo. Por que não abraçar causas sociais e que possibilitem àqueles que não têm recursos a realização de seus sonhos? A ideia não é crucificar os jovens paulistas que gostam de hambúrguer e podem mostrar uma moderna rede de fast-food. Fica a lição de que a energia da rede social tem poder, muitas vezes, de alinhar a moral e os bons costumes.

vidadigital

Jornalista, blogueiro e consultor sobre novas mídias e marketing digital. Mestre em comunicação digital interativa e especialista em produção em mídias digitais.

5 comentários em “Crowdfunding para montar a hamburgueria Zebeléo. Você apoia?

  1. Se a pessoa tiver o percentual em que ajudou em desconto vitalício, acho que vale sim. É justo quem pagou para construir não ter direito na construção?

  2. Eh valido sim. Geracao mimimi sendo mimizenta. O CROWDFUNDING eh uma alternativa para levantar recursos, nao precisa ser pobre pra precisar de recurso financeiro. Nos principais sites internacionais sempre houve musicos e artistas famosos recorrendo ao finnciamento, e bem sucedidos.

    1. nossa, só se vc for o Leo do masterchef. por 150,00 reais vc comer um hamburgues, ganhar um chaveiro e conhecer esses 3 do qual pelo menos 2 eram conhecidos… 10mil reais pra uma viagem pro peru? aquele lance da musica que vc diz, pelo menos se tem algo que vc pode ver ou ouvir ilimitadamente, no caso do kung fury por exemplo, que foi um filme criado por crowdfounding, mas ele taí vc pode ver de graça no youtube agora, na steam, vc pode mostrar esse filme pros seus netos, amigos, etc, o mesmo caso com as musicas.. o caso do krita, que é um editor de imagens estilo photoshop, sai, etc… agora vc pode baixar ele de graça pra qualquer sistema operacional. agora me diz. vc vai comer o hamburgues de 150 reais… vc vai fazer o que depois?
      vc que precisa rever seus conceitos sobre croudfounding.

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