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Jornalista especialista em Produção em Mídias Digitais e mestre em Comunicação Digital Interativa. Atualmente, é articulista no portal Simi (Sistema Mineiro de Inovação), ligado à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e professor de jornalismo no Uni-BH e no MBA do IEC PUC Minas nas áreas de Inbound Marketing e E-commerce. Contato: VISITE MEU SITE: www.alyssonlisboa.com.br Whatsapp: 31 998316905. Email: alyssonlneves@gmail.com

Brasil vai enfrentar um abismo entre ricos e pobres na era das revoluções

Estamos vivendo um período de grandes mudanças e todas ligadas às inovações tecnológicas. Seus filhos estão preparados?

Segundo dados do Fórum Econômico Mundial, o crescente ritmo das rupturas tecnológicas não apenas está impactando os modelos de negócio, mas também mudando substancialmente o modo de pensar a educação e o aprendizado das nossas crianças e jovens. Movimentos disruptivos trazidos pelo crescimento da robótica e aprendizado de máquina vão exigir novas competências e pensamento dos nossos alunos e alunas. Mas estamos preparados para isso?

A revolução agrícola trouxe grande mudança no sistema de produção na Europa entre os séculos 18 e 19. Muito tempo depois, assistimos à uma nova revolução no mundo, a Revolução Industrial. Ela trouxe uma radical mudança nos processos de manufatura com a introdução de máquinas, maior eficiência da energia e o crescente uso dos motores a vapor. Esse período que compreendeu as décadas de 1820 a 1840 também foi fundamental para a evolução do planeta e inúmeras profissões surgiram para atender as demandas da época.

Em meados do século passado, começamos a assistir uma nova Revolução, a Digital – conhecida também como Quarta Revolução Industrial. Essa mudança que vem impactando as nossas vidas e muda radicalmente as relações de trabalho, exige novas competências tanto na mão de obra para a indústria como também um novo modo de pensar as escolas e faculdades. É visível o sem-número de instituições que ampliam o portfólio de cursos para conseguir dar conta da profusão de mudanças em um mundo digital.

O vertiginoso crescimento da internet mudou a forma como as pessoas obtêm informações e o compartilhamento se transformou em algo corriqueiro para mais de quatro bilhões de pessoas ao redor do mundo. Segundo a ONU, nascem por dia, em média, 327 mil pessoas e no mesmo dia 527 mil iPhones são vendidos. Isso demonstra como a tecnologia digital está inserida em nosso cotidiano.

As três revoluções citadas acima se distanciaram largamente no tempo o que permitiu não apenas a compreensão do fenômeno, como também a adaptação do mundo para direcionar as ações tanto na esfera governamental como também nas indústrias de base e em toda sociedade. As escolas puderam se adaptar para atender à demanda. Mas estamos perdendo agora essa guerra.

As revoluções serão a nova constante

O grande problema que se avizinha neste início do século 21 é que a nova constante serão as revoluções. Segundo a Pew Research Center, em 2023 estaremos atravessando, simultaneamente as revoluções da Nanotecnologia, Biotecnologia, Robótica e Inteligência Artificial. E o grande desafio será absorver todo essa demanda no modelo de sala de aula que ainda impera, principalmente no Brasil.

Novos empregos, novas profissões e novas competências serão exigidas em pouquíssimo tempo. Haverá uma diferenciação clara entre aqueles que se adaptam e aqueles que ficarão à margem de tais inovações. Velhas profissões e competência farão a maior diferenciação entre pobres e ricos da história. Como as máquinas substituirão serviços repetitivos – o que demanda hoje grande massa de mão de obra – caberá às pessoas a busca por qualificação. Mas o Brasil vem investindo em educação? Até que sim, mas…

Dados da Secretaria do Tesouro Nacional deste ano divulgou relatório que traduz o tamanho do problema que vamos enfrentar no Brasil. O país está entre os que mais gasta com a educação pública, mas está nas últimas colocações em avaliações internacionais de qualidade do ensino. Isso nos coloca longe da competição internacional, mais uma vez.

O problema é ainda maior para as mulheres

Quando tiramos um extrato mais detalhado sobre o cenário que vamos enfrentar nos próximos anos e olhamos para a situação das mulheres, os dados ficam ainda mais alarmantes. Segundo a Delloite/The Atlantic-EUA, em 1985, 37% dos estudantes de licenciatura em Ciência da Computação eram mulheres. Em 2010, isso caiu para 18%, e nas grandes universidades de pesquisa, o número foi de 14%.

Ciranda de Morais: “Existem várias barreiras invisíveis que afastam as mulheres da tecnologia que chamamos de Portas de Vidro”
Crédito: Simi

Ciranda de Morais, Fundadora do She’s Tech – movimento que se dedica ao fortalecimento da comunidade feminina empreendedora apresenta dados alarmantes. “Segundo o Fórum Econômico Mundial, serão necessários 95 anos para equiparar as condições econômicas entre homens e mulheres. Mas esse é um dado futuro. Se as mulheres que, atualmente representam entre 10 e 12% do mercado da tecnologia, ficarem fora da quarta revolução industrial a disparidade tende a aumentar.” Alerta a pesquisadora.

O desafio é enorme já que tínhamos mesmo antes da grande revolução digital uma presença tímida das mulheres frente às lideranças da grandes empresas. Apenas 6,5% dos CEOs das grandes empresas são mulheres.

Ainda segundo Ciranda: “Existem várias barreiras invisíveis que afastam as mulheres da tecnologia que chamamos de Portas de Vidro. Como não podemos mudar aquilo que não reconhecemos a existência, a conscientização sobre essas barreiras é o primeiro passo para mudarmos o futuro das mulheres na tecnologia”, finaliza.

O futuro pode ser incrível, mas também ameaçador. No Vale Do Silício, a meca da inovação do mundo, moradores de rua se dividem com empresários da nova geração de empresas baseadas em tecnologia. Precisamos trazer os jovens para o novo contexto do mundo e equipar as escolas para as novas demandas que não tardam chegar.

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vidadigital

Jornalista, blogueiro e consultor sobre novas mídias e marketing digital. Mestre em comunicação digital interativa e especialista em produção em mídias digitais.

Um comentário em “Brasil vai enfrentar um abismo entre ricos e pobres na era das revoluções

  1. O atraso sempre foi a opção da maioria da população deste lugar. Que se lambuzem. Da minha parte, tô fora. Queria estar literalmente fora.

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