Bariloche: nevasca é previsível e não exclui direito de informação ao passageiro

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No mês de julho, muitos brasileiros optaram por realizar viagem para Bariloche (Argentina) com o intuito de conhecer a neve, já que esta cidade dispõe de uma estação de esqui. Assim, várias famílias contratam esse destino para aproveitarem as férias e o período de inverno na aconchegante cidade turística.

O deslocamento aéreo é realizado por empresa argentina e, também, por companhias aéreas nacionais, o que inclui uma breve conexão em Guarulhos (São Paulo) e Buenos Aires (Argentina).

Apesar da previsão de frio no mês passado, a cidade recebeu uma nevasca no dia 14 de julho, que impôs a interrupção, de forma temporária, dos serviços aéreos no aeroporto local, Teniente Luis Candelaria.

Centenas de brasileiros não obtiveram qualquer informação ou assistência por parte da empresa aérea contratada, seja no próprio aeroporto de Bariloche ou mesmo em Buenos Aires, enquanto aguardavam o embarque. Segundo relataram, muitos passageiros, além de viveram momentos de angústia e tensão, tiveram que pernoitar nos próprios aeroportos ou procurar hotéis nas cidades (Bariloche e Buenos Aires), além de arcarem com alimentação e contatos telefônicos para seus familiares no Brasil.

A justificativa das empresas para tal procedimento era de que o cancelamento fora ocasionado por problemas climáticos. Em virtude da ausência de informação, muitos tiveram que recorrer ao auxílio do consulado brasileiro em Buenos Aires.

Não questiono a necessidade de fechamento do aeroporto, de forma temporária, devido às más condições climáticas, pois tal situação é previsível por se tratar de uma cidade com estação de esqui. Entretanto, reitero a obrigação das empresas aéreas de fornecer a devida assistência aos seus passageiros e, sobretudo, informação clara e precisa, como forma de atenuar os danos a eles causados.

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