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Compromisso público. Essa é a mais apropriada definição para a Universidade Federal de Minas Gerais, instituição de ensino superior que, em 2017, completa 90 anos de existência. E, por que não dizer, 90 anos de excelência, de solidez, de inovação, de relevância, de transformação, de resistência.

Para comemorar seu aniversário, a UFMG preparou uma agenda que evidencia o que ela tem de melhor: o respeito à sua história e à memória de servidores – professores e técnico-administrativos - e estudantes que construíram e constroem a Instituição; a vocação para a proposição do debate e da reflexão que analisam o presente e apontam para o futuro; a valorização do ensino, da pesquisa, da extensão e da cultura, que garantem sua relevância social.

Acompanhe neste blog parte dessas histórias e visite também o site www.ufmg.br/90anos

Mercedes Baptista inspira espetáculo e discussões sobre o corpo negro na UFMG

Espetáculo Caminhos até Mercedes. Foto: Grupo Emú- divulgação Facebook

Primeira negra a atuar profissionalmente no Corpo de Baile do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e ativista do protagonismo do artista negro na dança no Brasil, a bailarina e coreógrafa Mercedes Baptista (1921-2014) inspira o espetáculo Caminhos até Mercedes, que será encenado pelo Grupo Emú, do Rio de Janeiro, logo mais, às 19h30, na Sala Preta da Escola de Belas Artes, no campus Pampulha da UFMG.

A apresentação faz parte do II Encontro EnegreSer: descolonizando o corpo e a arte, iniciativa dos estudantes do curso de licenciatura em Dança da Escola de Belas Artes da UFMG. “Quando falamos em descolonizar a arte, significa olhar mais criticamente para o nosso próprio corpo e perceber o que nós temos dessa colonização, do povo indígena, do povo negro, de outras etnias também”, explica Júlia Martins, que protagoniza a performance Diria, em entrevista à TV UFMG. Assista ao vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=XD4PSSw3Hno

Reflexões

Para outra estudante, Anne Vaz, não há uma “receita pronta” para promover esta descolonização. Assim, o encontro busca propostas de reparação de uma série de erros históricos. “As perjúrias, desde o período da escravidão até hoje, são muito salientes no inconsciente social. É daí que nascem os preconceitos, o racismo, inclusive”, afirma.

Nesta sexta, às 20h, também está prevista a roda de conversa Corpo-território: ocupações estéticas e formação. A programação do EnegreSer segue até amanhã, com uma oficina sobre poéticas do corpo negro, restrita a participantes previamente inscritos. As demais atividades são gratuitas e abertas ao público.

O encontro EnegreSer conta com apoio do Colegiado de Dança e da Diretoria da Escola de Belas Artes, da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Prae) da UFMG e do Festival de Artes Negras de Belo Horizonte (FAN 2017) .

 

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