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Compromisso público. Essa é a mais apropriada definição para a Universidade Federal de Minas Gerais, instituição de ensino superior que, em 2017, completa 90 anos de existência. E, por que não dizer, 90 anos de excelência, de solidez, de inovação, de relevância, de transformação, de resistência.

Para comemorar seu aniversário, a UFMG preparou uma agenda que evidencia o que ela tem de melhor: o respeito à sua história e à memória de servidores – professores e técnico-administrativos - e estudantes que construíram e constroem a Instituição; a vocação para a proposição do debate e da reflexão que analisam o presente e apontam para o futuro; a valorização do ensino, da pesquisa, da extensão e da cultura, que garantem sua relevância social.

Acompanhe neste blog parte dessas histórias e visite também o site www.ufmg.br/90anos

Diversidade sexual e de gênero pauta debates e atividades culturais na UFMG

Praça de Serviços do campus Pampulha. Foto: Redes Sociais/UFMG

O final da tarde promete ser animado no campus Pampulha da UFMG nesta quinta-feira. A partir das 17h, o Bosque da Música irá receber o KaraoQueer: não se trata apenas de um karaokê, mas de um encontro promovido pela comunidade LGBTQI (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros, Queers e Intersexuais), aberto a todos. Mais do que um momento de descontração e entretenimento, a proposta é chamar a atenção para questões importantes, como a recente decisão liminar do juiz Waldemar Cláudio de Carvalho, da Justiça Federal do Distrito Federal, que admite a possibilidade de atuação da Psicologia em terapias de reorientação sexual, apelidadas de “cura gay”. “Não somos doentes!” afirmam os organizadores do KaraoQueer, na página do evento do Facebook.

Saúde

A atividade é uma espécie de aquecimento para a primeira Semana Integrada de Diversidade Sexual e de Gênero da UFMG, que começa no sábado, no campus Saúde (Região Hospitalar de Belo Horizonte), com o 1º Seminário de Saúde Integral da População Travesti e Trans. A ideia é promover o atendimento humanizado de travestis e transexuais nos serviços de saúde, ao abordar questões como o respeito ao nome social desses pacientes. Em razão de constrangimentos, 59% das mulheres trans e travestis deixaram de procurar um médico quando precisavam no ano de 2015, segundo dados do Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania LGBT da UFMG (NUH).

Educação

A programação da Semana segue, de 2 a 6 de outubro, com dezenas de debates e apresentações culturais no campus Pampulha e na Faculdade de Direito, no Centro, com o tema central “Escola sem Partido é Escola sem Diversidade”. Segundo Gustavo Ribeiro, um dos organizadores do evento, a defesa da “educação democrática e plural” se tornou o eixo norteador das discussões, especialmente em razão da polêmica em torno da ideologia de gênero nas escolas. “É no ensino básico que se forma o pensamento crítico das crianças e adolescentes. O projeto da escola sem partido quer cercear essas discussões e reforçar ideologias hegemônicas”, afirma. “A educação brasileira é pautada numa série de princípios cunhados na constituição, como a pluralidade de ideias, a liberdade de expressão, a formação de cidadãos para o exercício da cidadania”, completa.

Cultura

Na programação cultural, estão previstas performances e exibição de filmes, como o curta-metragem Ingrid (assista ao teaser, abaixo), com a participação do diretor Maick Hannder, na quarta-feira, às 21h, na Escola de Belas Artes. A programação termina na sexta-feira, a partir das 17h, com um Festival de Arte LGBTQI, apresentação musical, artes visuais e forró queer.

https://www.youtube.com/watch?v=–jkryiNPoQ

A Semana Integrada de Diversidade Sexual e de Gênero da UFMG é uma realização da comunidade Mobiliza LGBTQI UFMG, com o apoio do Diretório Central dos Estudantes da UFMG (DCE-UFMG), da Rede de Direitos Humanos e da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis da UFMG .

 

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