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Compromisso público. Essa é a mais apropriada definição para a Universidade Federal de Minas Gerais, instituição de ensino superior que, em 2017, completa 90 anos de existência. E, por que não dizer, 90 anos de excelência, de solidez, de inovação, de relevância, de transformação, de resistência.

Para comemorar seu aniversário, a UFMG preparou uma agenda que evidencia o que ela tem de melhor: o respeito à sua história e à memória de servidores – professores e técnico-administrativos - e estudantes que construíram e constroem a Instituição; a vocação para a proposição do debate e da reflexão que analisam o presente e apontam para o futuro; a valorização do ensino, da pesquisa, da extensão e da cultura, que garantem sua relevância social.

Acompanhe neste blog parte dessas histórias e visite também o site www.ufmg.br/90anos

Referência em divulgação científica, Boletim UFMG completa 43 anos

Foto: Raíssa César/UFMG

Em circulação desde 27 de setembro de 1974, o Boletim UFMG é a mais regular publicação jornalística editada por uma universidade brasileira. Com periodicidade semanal, veicula a produção científica e tecnológica da Universidade e informações sobre o cotidiano da instituição.

Primeira edição do Boletim UFMG tinha linguagem telegráfica, formato meio-ofício e o texto datilografado

Inicialmente, a proposta era atender exclusivamente ao público interno da Universidade: a primeira edição nasceu como “informativo da Reitoria”, com a missão de veicular “notícias das unidades e outras informações de interesse da comunidade universitária”. Assim estava expresso na ordem de serviço que determinou a criação da publicação, assinada pelo reitor Eduardo Osório Cisalpino, em 18 de setembro de 1974.

O ano de 1987 representaria um “divisor de águas” na história do Boletim, nas palavras do jornalista Flávio Almeida, editor da publicação há 20 anos e sucessor do jornalista Manoel Marcos Guimarães, de quem foi estagiário. A edição 701, que circulou em comemoração aos 60 anos da UFMG, marcou a primeira modificação visual: foi quando o formato jornal foi adotado, em tamanho maior e com composição tipográfica, fotos e ilustrações. A partir de então, e ao longo da década seguinte, o veículo passou a publicar charges do cartunista Luiz Oswaldo Rodrigues, o LOR.

Naquele mesmo ano, o Boletim fez um duplo movimento, para dentro e para fora: abriu espaço para artigos de opinião da comunidade universitária e se transformou em referência para a mídia externa, ao divulgar as pesquisas realizadas na UFMG. “Muitas reportagens de ciência veiculadas na imprensa brasileira ocuparam primeiramente as páginas do Boletim”, afirma Flávio Almeida.

Com tiragem atual de 4,6 mil exemplares, o alcance do Boletim ampliou-se ao longo dos anos. Na edição 1.200, de 2 de setembro de 1998, o jornal ganhou versão on-line. Em meados de 2011, passou a contar com perfis no Twitter e no Facebook. Mais recentemente, em 6 de setembro de 2017, com o lançamento no novo Portal UFMG, ganhou mais visibilidade na página principal.

Nos últimos anos, as imagens ganharam novo status no Boletim. “As capas passaram a estampar fotos e ilustrações mais abertas e impactantes, o que aproxima a publicação do formato revista”, afirma o editor.

90 anos na capa

O Brasil no Boletim

O Boletim mudou e, claro, não poderia deixar de espelhar as transformações da sociedade brasileira ao longo de seus 43 anos de história. Prova disso está na última edição, cuja capa destaca  “A nova empregada doméstica”: mais autônoma, mais velha e com maior poder para negociar salários e condições de trabalho, segundo tese de doutorado defendida na Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG.

Por outro lado, outras questões pouco avançaram, ou parecem cíclicas: o principal destaque da edição de 5 de abril de 1983 foi uma nota oficial do Conselho Universitário sobre a crise financeira que afligia a UFMG: “É absolutamente necessária e urgente a mobilização de todos os setores da sociedade contra o processo de destruição a que vem sendo submetida a universidade pública brasileira”, advertia o texto. Nada mais atual.

 

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