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Compromisso público. Essa é a mais apropriada definição para a Universidade Federal de Minas Gerais, instituição de ensino superior que, em 2017, completa 90 anos de existência. E, por que não dizer, 90 anos de excelência, de solidez, de inovação, de relevância, de transformação, de resistência.

Para comemorar seu aniversário, a UFMG preparou uma agenda que evidencia o que ela tem de melhor: o respeito à sua história e à memória de servidores – professores e técnico-administrativos - e estudantes que construíram e constroem a Instituição; a vocação para a proposição do debate e da reflexão que analisam o presente e apontam para o futuro; a valorização do ensino, da pesquisa, da extensão e da cultura, que garantem sua relevância social.

Acompanhe neste blog parte dessas histórias e visite também o site www.ufmg.br/90anos

UFMG forma 30 novos professores indígenas

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Educadores são das etnias Pataxó e Xakriabá. Foto: Gabriel Santana / TV UFMG

Cantos tradicionais dos povos indígenas ecoaram no prédio da Reitoria, no campus Pampulha da UFMG, na manhã desta sexta-feira, 22. A celebração foi pela formatura de 30 estudantes das etnias Pataxó e Xakriabá, que ingressaram na Universidade em 2013, no curso de licenciatura em Formação Intercultural para Educadores Indígenas (Fiei), na área de Ciências Sociais e Humanidades.

“Essa cerimônia mostra que a UFMG está formando professores indígenas”, lembrou Marina Tavares, coordenadora da Fiei. Ela conta que, de um total de 35 estudantes, além dos 30 que se formaram, outros dois ou três devem concluir o curso até o final de 2017. Na avaliação dela, isso significa um baixo índice de evasão, apesar das dificuldades. “Os professores têm mantido a ida às aldeias. Além disso, ter os espaços para acolher esses alunos na Universidade é uma grande conquista”, afirmou Juliane Corrêa, diretora da Faculdade de Educação (FaE).

Esta é a terceira turma de Ciências Sociais e Humanidades da Fiei. Resultado de uma demanda do próprio movimento indígena, o projeto da licenciatura indígena foi elaborado no final de 2004 e teve início em abril 2006 na UFMG. A formação também abrange os povos Maxacali, Krenak, Caxixó, Xukuru-Cariri e Pankararu.

Paraninfa da turma, a líder indígena Célia Xacriabá recitou alguns versos durante a cerimônia, como mostra o vídeo da TV UFMG:

O que muda com o conhecimento acadêmico?
Para responder a esta pergunta, eu tive um curto tempo.
Então, veio na cabeça uma certa opinião:
eu tenho medo da mudança, que eu prefiro transformação.
Quando vimos para este mundo e demos de cara com outra ciência,
mais importante de tudo é manter nossa essência.
Porque aqui está o perigo que a mudança acrescenta:
a mudança retira muito, mas a transformação acrescenta.

Célia Xacriabá

Ações afirmativas

Além do Fiei, a UFMG conta com o Programa de Vagas Suplementares para Estudantes Indígenas, instituído em caráter permanente desde agosto de 2016. A iniciativa integra as ações afirmativas para indígenas da Universidade, juntamente com as cotas, e destina vagas adicionais a membros de comunidades indígenas. Os estudantes também contam com acompanhamento pedagógico, acesso à Moradia Universitária e aos demais programas de assistência estudantil da UFMG. Em dezembro do ano passado, dois indígenas estavam entre os formandos da turma de Medicina.

 

Edição: Gabriel Araújo sob supervisão de Alessandra Ribeiro

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4 comentários em “UFMG forma 30 novos professores indígenas

  1. É muito bom e, da esperança, ver o povo com seus diferentes rostos tomando os espaços da sociedade. Pode parecer pouco, mas, para um país elitista como o Brasil isso é alvissareiro. Que continua cada vez mais ampliando a pluralidade desta nação

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