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Uma dupla que curte aventuras e gosta de contar histórias: essa é nossa definição. Lucas Meireles, 27, e Tamara Lacerda, 25. Profissão? Mochileiros profissionais que nas horas vagas comandam o pub Trip Food Comida Mochileira. No currículo, mais de 30 países e uma vontade imensa de dividir o mundo com todos. É tanta coisa boa que não conseguimos mais guardar: os perrengues, as dicas, boas bebidas, boas comidas e boa gente. Isso é o que nos atrai e nos inspira em dividir nossas experiências, e a continuar sempre na estrada.

Tentando chegar na Hungria

Sim, o título do texto é assim mesmo, separado e não estamos loucos. Quando cheguei lá também me perguntei: WTF?!  Era assim e iremos descobrir em breve o porquê.
Vamos falar dá Hungria! Um país muito legal, bonito demais , rico em história (já rolaram umas guerras lá que não tínhamos a menor ideia) e, principalmente, um país de muita festa, muitos jovens do mundo inteiro (um dos países que tive mais facilidade de falar inglês com qualquer um) e PISCINA COM ÁGUA QUENTINHA NATURAL 😍😍😍😍

Mas vamos falar por partes OK? Primeiro como foi chegar lá.

Pra chegar em Budapeste na época não foi fácil, muito pelo contrário, foi difícil pra @#$%! Fui em 2015 e na época estava no auge dá triste realidade da imigração da Síria e a Europa toda estava tensa com a situação, muita fiscalização entre os países e adivinha qual país estava praticamente todo fechado pra entrar nele? Hungria.

Estava na Croácia e já tinha comprado todas as passagens aqui do BR antes de começar a viagem, e, apenas essa, dá Croácia para a Hungria, não consegui. Na época não sabia porque não estava conseguindo, mas pensei “Bom, uma passagem só não vai me apertar, resolvo quando chegar na Croácia”.
Chegando na Croácia fui entender o motivo de não ter conseguido comprar a passagem de jeito nenhum. A Hungria estava passando por uma crise dos imigrantes e tinha fechado todas suas fronteiras, nenhum meio de transporte estava indo para lá, aí meu amigo pensei: É, complicou…
Perdi 1 dia e meio rodando a rodoviária, estação de trem e aeroporto de Zagreb olhando como fazer para chegar em Budapeste e recebi de todas as pessoas a mesma respostas: “não tem como  e bla bla bla”; até que encontrei um iluminado de Deus que me deu a dica : Tem um ônibus levando uma galera meio que na ilegalidade, se animar, compra a passagem ali, pensei um pouco (bem pouco mesmo) e comprei, não tinha muito outra opção, lá era o último lugar do meu mochilão e meu voo de volta pra Lisboa e Lisboa BH saia de lá.
A passagem foi mega barata pra todo o aperto que eu tava passando e achando que ia morrer muita grana pra chegar lá, cerca de 15 euros na conversão dá moeda dá Croácia.
Cheguei na rodoviária com aquele olhar cabreiro e desconfiado, na passagem nem falava qual número de estação que o ônibus sairia, fiquei pensando como perguntar para alguém: “Ei, joia? Então… To querendo pegar o Busão que levar os imigrantes ilegais para a Hungria, sabe de onde ele sai mesmo? Drogas? Não tenho”. rsrs
Fiquei rodando a rodoviária até achar alguém com uma cara mais de boa e perguntei, a pessoa só me apontou onde e virou as costas, OK, já sabia onde era pelo menos.
Isso faltava 1 hora pro ônibus sair. Foi uma hora bem longa, diga-se de passagem, mas p.assou, e cadê o ônibus? Nada.
Meia hora depois? Nada.
1 hora depois ? Nada.
Pensei: Cai no golpe do Busão fantasma! Parabéns asno! Mas tinha mais umas 15 pessoas lá esperando o mesmo ônibus, então segui confiante.
Passou mais  meia hora e ele chegou, era até um ônibus bacana, confortável e com cara de legalizado.
Entramos eu e o bonde, todo mundo assinou uma folha e Go Go.
Pra variar dormi nos primeiros 3 minutos e só acordei quando o ônibus parou e começou a todo mundo sair do ônibus. Quando vi essa cena e olhei do lado de fora tinha policial. Pensei: é, agora vou o resto a pé.

Estávamos na fronteira do país e a polícia parou o ônibus para fazer a vistoria e conferir os documentos.
Olhou a mala de um por um, documento de um por um e chegou a parte triste: não sei ao certo onde ou qual país alguns vinham, mas uns 5 dos 15 ficaram pra trás e não puderam seguir viagem.
Entrei no ônibus que agora está mais vazio ainda com um sentimento de alívio mas ao mesmo tempo de tristeza, do que seria daqueles que ficaram na fronteira.
Cheguei em Budapeste depois de perder quase dois dias de viagem nesse perrengue. Mas nem só de fotografias, cervejas e comidas se faz um mochilão né…
Bom, acho que por hoje já foi muito, em breve contamos o restante 🙂

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