Skip to main content
 -
Jornalista - Reg. DRT: 17.076/MG - Licenciado em Filosofia, Administrador, MBA em Marketing, estudioso de temas urbanos. Membro da Comissão Técnica de Transporte da SME . Membro do Observatório da Mobilidade. Consultor em Assuntos Urbanos. Articulista e Colunista das revistas MINAS EM CENA, MERCADO COMUM, EXCLUSIVE e ENTREVIAS. JORNALISMO DE OPINIÃO,

A caminho de Confins, ou chegando de Confins, PACIÊNCIA é a palavra chave.

Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on Twitter

A maior reclamação em relação ao Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, não diz respeito ao Aeródromo em si, que aliás é motivo de orgulho e resgate da auto estima dos belo-horizontinos, desde que recebeu reformas e ampliação, mas o trânsito. Da gosto andar pelo Aeroporto na ida e na volta. Triste é chegar ou sair de BH pelas vias que dão acesso ao Aeroporto.

O martírio vale para quem chega e para quem vai: o tempo de deslocamento e o trânsito lento entre o Complexo da Lagoinha e a Linha Verde dependendo da hora, pode durar horas, valendo para o sentido contrário, neste caso com retenções a partir ou mesmo antes da Cidade Administrativa.

Gasta-se mais tempo no deslocamento do que na maioria das viagens entre capitais do Sudeste e também Brasília nos horários de pico. Embora os dois corredores em direção ao Aeroporto Internacional tenham calhas (largura) suficiente para receber grande volume de veículos, (50 metros), em 4 faixas de cada lado, o trânsito não desenvolve graças aos cruzamentos e interrupções de tráfego que poderiam ser evitados, fosse o gestor da mobilidade atento e comprometido com FLUIDEZ.(palavra que não existe no dicionário da BHTRANS).

Pasmem, amigo leitor, os dois corredores que ligam o Centro da Capital à Linha Verde tem mais de 50 interrupções de tráfego, sendo 12 na Cristiano Machado e 38 na Antonio Carlos, via de regra com os sinais em onda vermelha a cada dois cruzamentos. Com efeito, a cidade precisa de obras capazes de eliminar cruzamentos, os famosos gargalos. Porém, elas não bastam, é recomendável também aumentar a velocidade máxima de 60km/hs para 70km/hs, nos trechos onde não há circulação de pedestres em direção a Linha Verde.

E isso pode ser feito sem prejuízos para a segurança de motoristas ou dos próprios pedestres, já que estamos falando de 10km/hs a mais na velocidade, onde eles não circulam. Isso provocaria ganho de tempo e fluidez. O problema é que tal mudança faria a arrecadação da BHTRANS proveniente de “excesso” de velocidade despencar em 83%. Não é por acaso que existem nos dois corredores nada menos do que 40 radares espalhados em pontos estratégicos, com a velocidade limitada em 60km/hs. Quebrar paradigmas, fazer obras que eliminem cruzamentos deveria ser o foco da PBH, mas o que se vê é exatamente o contrário. Foco em retenção de tráfego e diminuição da velocidade, com consequente aumento na arrecadação.

Fluidez em direção à Confins, só quando a “turma do deixa disso” for substituída por mentes menos medíocres, arejadas e viajadas, profissionais que compreendam os prejuízos que a falta de fluidez provoca na economia e na saúde dos belo-horizontinos, seus visitantes e de que transita por ali todo os dias.
Você concorda? Faça esse post circular então. Quem sabe o Kalil entenda sem que seja necessário desenhar…?

José Aparecido Ribeiro
Consultor em Assuntos Urbanos – Jornalista e blogueiro no portal uai.com.br
DRT – 17.076-MG – jaribeirobh@gmail.com – 31-99953-7945
Colunista nas revistas: Minas em Cena/Exclusive/ Mercado Comum

Publicidade

23 comentários em “A caminho de Confins, ou chegando de Confins, PACIÊNCIA é a palavra chave.

  1. Ola José….. Na discussão entre Pampulha x Confins, jogo no time de Confins e ainda corro pra torcer na arquibancada. Voce costuma fazer mesmo, mas no sentido contrário. No entanto, notei uma flexibilização de sua posição neste artigo. E pra não ficar diferente, vou flexibilizar tb. Concordo com voce. Confins é pra deixar qualquer belorizontino orgulhoso pelo aeródromo que tem. Mas o transito ( muito mais do que a distância ) realmente é um “pé no saco” e joga por terra toda boa intenção de terem deslocado a principal movimentação aeroportuária do estado para aquelas instalações.
    Se bem me lembro, havia um projeto de um veiculo “não ônibus” para facilitar o acesso….. já se falou em metro, trem e vlt…. mas nada – como sempre – “decolou”. Se viesse, eliminaria por completo boa parte da discussão acima citada – ficando só pros preguiçosos e/ou saudosistas a utilização da Pampulha para voos além dos regionais.
    Eliminar cruzamentos na Cristiano Machado até o início da Linha Verde parece a solução óbvia, assim como a manutenção de, pelo menos, 3 faixas de rolagem para cada via ( um absurdo que, quando mais perto do Shopping Estação, as vias passem de 3 pra 2 pistas em cada sentido, numa região com espaço – ou na lateral ou no canteiro central – para até haver um alargamento, e ninguém fala nada….. ), mas pouco ou nada é feito neste sentido.
    Assim, de fato, o trajeto do centro até o aeroporto passa a ser motivo de stress mesmo se planejado com uma certa antecedência.
    Mais uma vez, o que vemos é a falta de vontade política, aliada a vontade de não fazer nada além de faturar – típica da BHTrans – e a “turminha dos onibus” segue feliz da vida, sem concorrência. Que se dane a população…..
    E assim vamos vivendo……

  2. Chato pra cacete esse cara…
    Só sabe reclamar. Porém no fundo ele está certo.
    Eu vou pra confins de conexão aeroporto e acho a melhor coisa do mundo, me programo pra chegar em tempo hábil, mas você é um chato, que sabe mais do que os engenheiros e arquiteto urbanista petistas que administrando assunto em BH. Reclama com razão. Acho até que seu sonho deve ser ocupar a presidência da BHTRANS, alias, deveria ir lá passar uma semana com a equipe de preguiçosos acomodados que comandam a bhtranstornada pra saber como que funciona as coisas… a mediocridade la é a palavra chave…

  3. E veja o descaso com esse acesso.À noite em vários trechos cerca de 1 km todas a lâmpadas queimadas,demonstrando descaso com a entrada e saída da cidade,causando uma péssima impressão ao turista,ao empresário que visita BH pela primeira vez,

  4. É muito difícil ver alguém fazer uma critica “inteligente” a respeito de mobilidade urbana.
    Você foi o primeiro que já vi…. Parabéns.

  5. Lembro que quando lançaram o projeto da linha verde, diziam que iriam tirar cruzamentos e semáforos de toda a via, mas não o fizeram e com o passar do tempo adicionaram todos de volta.

  6. A distância do Aeroporto de Confins até o centro de BH, não favorece os viajantes. E aliada a todas questões colocadas por você, José Aparecido, como a necessidade de obras , alteração de limite de velocidade nos trechos onde for prudente, a falta de boa vontade, competência e comprometimento dos que deveriam zelar pelo trânsito da cidade e bem estar da população e visitantes, fazem deste deslocamento, uma situação insuportável, absurda!! Que traz consequências drásticas para BH, em vários aspectos.
    Não consigo entender, como um órgão repudiado pela maioria da população, por razões óbvias e legítimas, continua na ativa…Enquanto isso, aguardamos estressados e ansiosos pela destituição deste órgão inútil, possibilitando que o trânsito da nossa cidade seja gerido por quem tem competência para fazê lo!

  7. O trecho 500 metros da Antonio Carlos próximo ao corpo de bombeiros tem 7 semáforos… sendo uns 4 de pedestre, sendo que em uns 2 ninguém usa.

  8. Pampulha na situação. Ninguém pode se sentir inseguro ou constrangido por capricho de uns. Sempre existiu o aeroporto da Pampulha. Aquilo lá foi feito mais pelos interesses americanos do que prá adequação do transporte aéreo aqui na grande bh. Aí, aparece uns travestidos de playboy e acham que tem que perpetuar nome de alguém que a nova geração nem ouviu falar e da nisso aí.
    Enquanto essa laia decidir os destinos do país com cochichos e tampa boca e boatos pelos meandros sorrateiros e corredores do poder, dá nisso aí. Aja ministros dos cochilos e dorminhocas para serem homenageados. Os verdadeiros reis do congresso e da câmara.

  9. Cruzamentos e sinais de trânsito, aliados à falta de educação/senso de cooperação/urbanidade dos motoristas nestes cruzamentos, ausência dos funcionários da BhTrans em horários de pico e de obras de mobilidade urbana inteligentes e bem planejadas. Este é o resumo do caos no trânsito que se tornou Belo Horizonte. Quanto à Confins, já tive cenas dignas de filme de ação para não perder um voo às 21h em que inocentemente sai de carro na região oeste às 18h (sem chuva). Na última segunda-feira, ao levar uma tia na rodoviária, mais uma vez passei aperto porque demorei uma hora e vinte minutos para fazer um percurso que não demora mais de 20 minutos com o trânsito fluindo, sendo que 70% do trajeto não tinha engarrafamento, mas era necessário esperar de 3 a 4 sinais em determinados cruzamentos para cruzá-los, com cenas iguais ou piores que costumamos assistir na internet referente ao trânsito na Índia. Enquanto isso o falastrão “que não é político” não abriu a famosa caixa preta da BhTrans e o transporte público continua aquela coisa horrível de sempre.

  10. Parabéns!!! José Ribeiro, hoje você foi pontual , aliás sempre foi , por isso adoro seu portal, minha irmã sempre viaja pra europa, mas é um sufoco por causa do trânsito (BHtrans e nula em tudo e de total incompetência. Se for viajar as 6 da manhã , o último ônibus que sai da rodoviária e a meia noite, ou você vai este horário e dorme no aeroporto ou perde o vôo , isso é uma vergonha. Fora os taxistas e tbm de aplicativos que só trabalham só depois das 5 horas da manhã, como ir a um aeroporto longe e um transito horroso. Volto a dizer, BHtrans é um lixo, já fiz várias relações e nada fizeram.

  11. Nada vai mudar. Aproveitando a oportunidade, FIQUEI SABENDO que o motivo da interdição do viaduto da avenida Antônio Carlos para “reparos”, sem cobrança por parte da construtora responsável (que “gentilmente” irá arcar com tudo 7 anos após conclusão da obra do equipamento público), foi uma tal de “diferença de densidade” em sua estrutura interna, e que isto foi constatado com equipamento específico em sondagem realizada anteriormente. Será? O fato é que existem duas histórias, a verdadeira e a que nos contam. Fico imaginando os demais na mesma avenida e demais corredores que receberam obras do tipo (tem outro na altura de Vespasiano na linha verde sendo monitorado pelos órgãos competentes conforme noticiado recentemente). Ainda bem que raramente necessito passar por cima ou por baixo deles.

    1. Você ainda tem dúvida? Vejamos: um caiu antes de ser inaugurado; aquele próximo da Pampulha cedeu uma vez (precisou ser reerguido para nivelá-lo com a Ave Portugal); agora a reforma do viaduto Angola, próximo ao IAPI. Não resta dúvidas da qualidade pela qual o município pagou. Mas, vamos relembrar: era para a Copa do Mundo! Tudo se podia! O dinheiro era abundante, assim como a pressa. Dá uma volta ao redor do Viaduto da Rua João Samaha e adjacências. Não concluíram a sinalização, as calçadas e “otras cositas mas” até hoje! Nem a Globo deu conta de fazer a PBH agir!

  12. Palmas para uma mente pensante no meio de tanta mediocridade e atraso! Belo Horizonte continua à distancia das capitais modernas e desenvolvidas! Passo nesta via toda semana entre Vespasiano e BH. Se antigamente levava 40 minutos até o centro de BH, agora de 1:30 para mais. Tudo se tornou mais difícil para os moradores da Região Metropolina. Queremos medidas que tragam fluidez ao transito!

  13. amigo… já fico nervoso só de lembrar desse assunto que envolve o trajeto BH / Aeroporto.
    Só lembro que BH é o ÚNICO AEROPORTO DO MUNDO (dentre os que se situam em região metropolitana), que não detém um meio de locomoção descente até ele. Até no aeroporto Eduardo Magalhães em Salvador (mais de 40 km até o centro da cidade), estão terminando as obras do Metrô e aqui ainda estamos na idade da pedra, onde disponibilizam uma empresa de ônibus capenga pra carregar os passageiros até o local.

    1. Vamos lá: entendo e compartilho da sua (também minha) indignação em não haver outro modal de transporte disponível até CNF, mas chamar a “Conexão” de capenga é meio exagerado, não?
      Embora longe da perfeição, o serviço prestado é no mínimo honesto: pontual, oferta de horários bastante razoável e um valor justo (comparando com as demais alternativas de transporte, próprio, incluisve) pelo que entrega.
      Não?

  14. ” Habemos ” Aeroporto da Pampulha. A vida hoje é muito rápida e as respostas prá ontem. O Aeroporto da Pampulha é uma opção enorme de voô a vários destinos nacionais como sempre foi ao longo de sua atuação. De conexões em São Paulo e Rio. Hoje Confins está ligado ao mundo, seja para a Europa, Ásia, Estados Unidos. Tudo non stop. Mas o acesso a Confins a cada dia se torna difícil. Seu acesso mais rápido virou avenida. Com a inevitável urbanização, virou rua de trânsito lento. Aí que entra a grande utilidade dos voos executivos e prá quem urge pressa e tempo, A Pampulha responde bem com 1/3 do tempo gasto em deslocamentos e chegada de qualquer lugar, ou destinos no país

  15. Ah, não! Discussão desta semana está rasa e chata. Sem mais comentários! Antes, um desafio: José Aparecido consegue escrever só uma vez sobre mobilidade sem falar da incompetência da BHTRANS que é unanimidade? Chutar cachorro morto…
    Desculpe, não resisti. Outro desafio: capricha mais nas críticas porque seu companheiro de blog, o Ricardo e seus amigos, resolveu falar da BHTRANS também. Concorrência difícil, hein?

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


*