BHTRANS não consegue apresentar plano de emergência para o trânsito de BH.

Passadas duas semanas do carnaval, o trânsito de Belo Horizonte segue à deriva de sinais, sem perspectivas de melhoras. O silêncio das autoridades conta com a passividade da população. O cidadão belo-horizontino está se acostumando com o caos, aceitando horas de engarrafamentos sem reclamar. Os prejuízos são incalculáveis para o bolso e em especial para o meio ambiente. O ano começou e até agora o gestor municipal não apresentou um plano de emergência para enfrentar o problema.

O que se ouve na maioria das rádios não representa a realidade. Repórteres sobrevoam a cidade em helicópteros para dizer o que todo mundo já sabe e onde estão eventualmente carros com defeito, emitindo sinais para as autoridades de que a causa do problema é do motorista e não da incompetência de quem cuida do assunto. A análise superficial do tema acaba virando um desserviço para a cidade. Melhor que não existisse.

O que a população precisa ouvir e não é dito, é o que a prefeitura esta fazendo para eliminar gargalos crônicos que provocam retenção de trafego impedindo a fluidez do trânsito na cidade inteira. A BHTRANS segue desnorteada, afunilando ruas com obras inúteis, tentando na marra tirar carros de circulação. Planos isolados a exemplo do que foi feito no bairro Castelo recentemente conseguem deixar a situação ainda pior. A alternativa ao carro, segundo o dicionário do gestor do trânsito é BRT e ciclovias. Nada além disso.

O sistema de transporte por BRT está saturado, é desconfortável e limitado. A segunda opção atende 0,6% da população, praticamente inexistente, embora insistam na tese de que bicicleta é meio de transporte em uma cidade de clima quente e montanhosa. Ou seja, duas ações que não tem apelos para provocar mudanças de comportamento. Prova inconteste de que existe um hiato entre as diretrizes da BHTRANS e o desejo da população. Só não enxerga quem não quer.

Para agravar, a cidade possui um passivo de 40 anos sem obras estruturais. Devo lembrar que carros não são dirigidos por et´s, mas por indivíduos que fizeram escolhas e que merecem respeito. Para os que criticam o blog, seguem algumas sugestões: Mapeamento dos pontos nevrálgicos do trânsito, com alocação de recursos humanos nas horas de picos visando intervenção no trafego com inteligência para permitir fluidez. São mais de 150 pontos que merecem atenção.

Mapeamento de rotas alternativas com asfaltamento e boa sinalização incentivando os caminhos alternativos; criação de corredores com poucas interrupções de tráfego, ligando as principais avenidas, usando o complexo da Lagoinha como eixo central de distribuição, com destaque para os binários, ruas Paracatú/Araguarí, ligando a av. Amazonas ao complexo da Lagoinha. Ruas Timbiras/Gonçalves Dias, ligando a av. Amazonas à av. Afonso Pena e a av. Brasil. Já em direção a zonal sul, a Av. Bias Fortes recebendo alça saindo do viaduto Oeste em direção a Praça da Liberdade, a Amazonas e a Savassi.

Eliminação de estacionamentos “faixa azul” nos principais corredores e nas rotas alternativas, aproveitando as totalidade de faixas de rolamento; inversão de tráfego pela manhã e no sentido contrário à noite nas av. Antonio Carlos e Cristiano Machado, liberando pista do MOVE para o fluxo inverso; interação de agentes por comando de operações e rádios; com sincronização de sinais e informações. Tudo isso tendo fluidez como meta principal.

Programa de recapeamento dando prioridade aos corredores e as rotas alternativas; eliminação de sinais substituição por passarelas, trincheiras ou viadutos nos corredores de acesso a zona oeste, (Via Expressa) leste, (Andradas). Norte (Cristiano Machado e Antonio Carlos). Obras nos cruzamentos da Av. Amazonas, transformando ela em um corredor sem interrupção até a av. Barbacena e à rua Araguari. Antes que me perguntem onde está o dinheiro para as obras? A pergunta deve ser feita para quem nos governa. Afinal, essa é a missão do gestor publico: Saber priorizar e aplicar os recursos com inteligência e eficiência. O Kalil deve ter a resposta, espera-se.

José Aparecido Ribeiro
Jornalista e blogueiro no portal uai.com.br
Articulista nas revistas Minas em Cena, Exclusive, Mercado Comum e Entrevias
DRT-MG 17.076 – jaribeirobh@gmail.com – 31-99953-7945

47 comentários em “BHTRANS não consegue apresentar plano de emergência para o trânsito de BH.

  1. Se a BHtrans fizesse pelos ciclistas 10% do que o ilustre consultor de mobilidade cita em praticamente todas as suas postagens, BH seria referência mundial no assunto!

    Acorde, caro consultor! A BHtrans pode até falar em ciclovias, mas fazer que é bom, NADA! Quem dera se fizessem…

    • Com todo o respeito eu discordo, BH está cheia de ciclovias inúteis que ligam nada a lugar nenhum e só atrapalham o comércio e o trânsito, não sou contra a implantação de ciclovias, mas eu acho que deveria haver um planejamento melhor para a implementação das mesmas e não essas obras ridículas que alguns vereadores aprovaram para aparecer. Vide as ciclovias nas regiões do São João Batista, Venda Nova e região, elas têm, mais ou menos, um metro de largura, e pasmem, são de dois sentidos. Ou seja, ninguém vai usá-las, elas impedem o estacionamento de veículos e prejudicam muito os comerciantes.

      • Olá, xará. Com todo respeito, também discordarei de alguns pontos (mas concordarei com outros)…

        Não acho que seja possível dizer que Belo Horizonte está “cheia de ciclovias”. A cidade possui hoje cerca de 80km de ciclovias e acredito que esse valor, se comparado ao tamanho da cidade, é praticamente insignificativo.

        Quanto a dizer que são inúteis, se pararmos nesse ponto, eu discordarei. Pelo caos do trânsito, as ciclovias são fundamentais para quem não se sente confiante. Se chegarmos em um utópico mundo em que as pessoas saibam fazer algo que hoje parece ser extremamente complexo, que é respeitar uns aos outros, as bicicletas poderiam compartilhar as vias de trânsito sem riscos, e então as ciclovias seriam realmente inúteis.

        Agora, se analisarmos que são inúteis por não ligarem nada a lugar algum, vou insistir que o ponto é esse: elas deveriam ligar os lugares e, por isso, os ciclistas demandam o aumento das ciclovias para cerca de 400km, pelos projetos já apresentados à prefeitura e BHTrans (para saber mais, procure por “PlanBici”).

        Concordo plenamente com você quando diz que deveria haver um planejamento melhor, uma implantação feita de forma decente, sem problemas como o que você citou, de largura inadequada, dentre outros problemas que vemos com frequência. Coisas feitas “a toque de caixa”, só geram prejuízos para a cidade e para os cofres públicos.

        De toda forma, o motivo de eu questionar esse assunto aqui no blog, é que o digníssimo consultor insiste, post após post, em criticar BHTrans e prefeitura (concordo plenamente em criticar ambos), mas sempre cita os ciclistas (como se estivessem realmente sendo priorizados, quando há anos isso não ocorre) e só faz propostas de resolver mobilidade pensando em uso de automóveis privados! É um pensamento retrógrado e insustentável. É impossível pensar numa solução de mobilidade a longo prazo que seja baseada nesse pilar. Qualquer obra poderá resolver temporariamente o problema de uma região. Entretanto, com o crescimento populacional, mais cedo ou mais tarde, as vias ficarão saturadas.

        Não sou utópico, também, de achar que bicicletas são a solução para o problema. Por mais que eu use uma no meu deslocamento de casa para trabalho (e olha que são 10km, com morros, contrariando a tese de que não dá para pedalar em BH), tenho para mim que qualquer solução a ser adotada deva ser feita pensando fundamentalmente em melhoria do transporte público, privilegiar transportes de massa. Melhorias em ciclovias ou em segurança para deslocamentos à pé (que correspondem a uma grande parcela dos deslocamentos da cidade) devem fazer parte desse planejamento, sem dúvidas, mas o foco precisa ser o transporte público. Acabar com essa mentalidade de que carro = status.

        • Concordo com vc, para mim a melhor opção seria a otimização do transporte coletivo. Veja o meu caso: Moro no bairro Itapoã (região próxima à Pampulha e trabalho no Bairro Santo Antônio. Se houvesse transporte coletivo, claro que eu o utilizaria ao invés de usar o meu carro, aliás, o carro para mim é apenas um utilitário e muito caro também.

        • Guilherme,
          Parabéns pelas suas colocações. Somente o autor desse blog ainda não entendeu (ou não quer entender ou nitidamente tem a opinião consumada pró-veículos) que a ampliação de ruas e avenidas (só pista de rolamento, veja bem!) consome muitos recursos (financeiros, humanos, transtornos com obras, etc.) e no fim, em muito pouco tempo, ficam ultrapassadas, novamente saturadas de carros. Se mobilidade fosse assunto simples, outras grandes cidades do mundo já teriam resolvido, não é verdade? Mas, o autor prefere apontar um culpado: a BHTRANS; e uma solução: mais ruas! Além de chato, não contribui para melhorar nada!

        • Tomei conhecimento da coluna hoje… e realmente… no seculo 21… o cara ficar defendendo mobilidade urbana baseado em carros… vê-se que o sujeito não sabe o que diz… Melhor procurar outro tema para ensinar filosofia…

  2. Exatamente, José Aparecido.
    Agora, a BHTrans não consegue apresentar plano de emergência e nem vai apresentar pois a tática deste prefeito “futebolesco” e toda a sua trupe, juntando com a quantidade de eleitores defensores, a maioria 99% um bando de alienados, é ignorar, como ignorantes que são.
    Lá na BagunçaHoméricaTrans não tem engenheiros de tráfego, estudiosos, pessoas com capacidade de entender as mensagens e os clamores da população como estas que você coloca aqui plenamente no blog. O que lá existe são BOÇAIS. Imbecis funcionais. RE-TAR-DA-DOS!
    Eu me lembro de Kalil, em seu stand-up eleitoral, dizer que BH não precisa de obras pois as que existem são suficientes. Mais original dele, impossível.

    • Concordo com o que você disse sobre a BHTRANS, não tem mesmo como ela apresentar plano para a mobilidade urbana em BH pois, isto necessita de projetos, no caso do prefeito, quando o Prefeito de Contagem, convidou os demais prefeitos da RMBH para uma reunião a fim de tratar de assuntos do “metrô”, trem metropolitano, o Kallil disse que metrô para ele não prioridade. Que dureza! Êta nóis sô! Como diria lá em Dores do Indaiá: “Vai se atrasado assim treeiiimmmm!!!

  3. Ter carro em BH virou crime,embora o veículo cumpre um papel social gerando empregos diretos e indiretos,além de abastecerem os cofres do governo com os seus impostos.

  4. O Kalil deve ter a resposta ?? rsss essa foi a melhor frase do texto inteiro. Aquele BOCUDO deve estar arrotando caviar na sua mesa o dia inteiro ! e juntamente com seus subordinados salafrários e bundões que devem ficar massageado seu saco o dia inteiro ! ACORDEM ! BH já era ! quem puder que vaze daqui !

    • Ele tem sim! Veja bem, para falar em mobilidade urbana, tem que se falar de metrô certo? O Kallil já disse que para ele metrô não é prioridade, então eis a resposta do Exmo Prefeito de BH, e quem sabe pré candidato ao governo do Estado em 2018. Que dureza!

  5. Muito triste saber que entra prefeito sai prefeito e tudo continua igual . Realmente o trânsito ficou caótico com vias estreitas e com muitos radares como se isso fosse a solução dos problemas. Piora com as chuvas que toda fez que cai , mostra como BH precisa repensar em duas vias pois além dos alagamentos também vem os buracos e os remendos mal feitos .

  6. E o pior de tudo isso é ouvir que o secretário de obras avisou hoje que as obras para mobilidade urbana deve acontecer dentro de 3 a 4 anos . Conclusão vai ficar para a próxima gestão. Acho que nossos governantes acham que estão brincando com a população.

  7. Cada esquina dentro da av. Do contorno um semáforo , cada esquina um afunilamento ! Até no meio de avenidas como a Nossa Senhora do Carmo tem semáforo ! Ignorantes na engenharia de trânsito em Belo Horizonte , parecem ter ódio ao fluxo contínuo , ódio a onda verde nos semáforos ! Não conhecem as soluções no Rio e em São Paulo pra fluir o trânsito melhor.

  8. E o motorista debelo horizontino , devia fazer um teste de direção no Rio ou em São Paulo , pra saber que a seta para a esquerda e a seta para a direita é um código de , vou mudar de faixa! Aqui o motorista que da seta e entra é perseguido pelo motorista de trás ou do lado como se fosse um bandido! Aqui se o motorista não bota a mão pra fora e pedir pelo amor de Deus passagem , o ignorante não da passagem ! Piscar farol e pedir passagem então é falta de educação nesta província de roda duros !Piores motoristas do Brasil!CDL, Fiemg , e outras associações deveria fazer uma campanha com outdoors: Motorista de BH , dê seta ao virar ao mudar de faixa , quando for estacionar! Pista da direita é para velocidade maior !

    • Concordo com você, quanto ao uso de setas pelos motoristas de BH, os que usam né, porque a maioria não usam, hoje mesmo tive pelo 03 a quatro em minha frente mudando de faixa e de direção sem nenhuma sinalização, isto em um percurso de menos de 7 km. Sem falar em estacionamentos em locais proibidos em cima de faixas e/ou sinalizações horizontais e etc, dá pra fazer um pequeno de livros de erros contro o código de trânsito aqui em BH, região metropolitana, pior ainda, principalmente onde circulam e estacionam caminhões e carretas de outros estados, fechar rua em mão dupla, isschi…. chega né!

    • Mineiro, parece que você apontou o problema mais sério do trânsito: o próprio motorista! Uma contradição com sua postagem anterior, não? Se Rio e São Paulo são exemplos de trânsito bom, sinceramente não gostaria que fosse copiado para BH!

  9. Apenas um caso: há anos no ponto de ônibus na via expressa sob a passarela de acesso ao metrô estação gameleira, eles conseguiram a proeza de colocar mais de 60 linhas parando no local – imagine como fica entre 17 e 19 em dias de chuva. No mesmo local o abrigo está se desfazendo há anos, e eles dizem candidamente que está em concorrência novo abrigo.
    Isso sem contar o abrigo de sem teto por eles criado em frente a rodoviária e a conversão dos taxis e ônibus para acessar a mesma. Tem dias que vira só uma pista.

    • Verdade, conheço bem esse problema aí, coisa de louco, tem outro ponto Pe Eustáquio, em frente à estação metrô Calafate, um ponto coberto, porém minúsculos e com o mesmo nr de linhas que o da gameleira, enfim as pessoas se espalham no terreno em volta desse ponto e é um tumulto daqueles. Más nosso atual prefeito já disse, metrô não é sua prioridade, se metrô não é mobilidade urbana idem, agora estádio de futebeol, para ele é prioridade, enquanto isto o Zé povim que o elegeu … que se exploda.

  10. Moro no Castelo, transporte público no Bairro é deficitário, onde os moradores são obrigados a usar os seus automóveise o transito fica terrível, não temos uma linha de ônibus que vai pela Avenida Pedro Segundo, ele da uma volta danada gastando quase 1 hora até ao centro, sendo que se passasse pela pedro II gastaria a metade do tempo. Foi construída uma ponte para a melhoria do transito no Bairro, só que piorou porque, colocaram mão única, e o congestionamento ficou fora de série.
    Estamos a mercês, não sabemos mais a quem recorrer.

  11. O nosso trânsito é simplesmemte lastimável. Vamos tentando, um dia alguma alma caridosa olha para nós e faz um plano para aa nossas diárias emergências.

  12. Esse consultor em mobilidade é o único que quer achar solução para o transito usando carros particulares… É fato publico e notório que mobilidade se resolve com transporte publico…

    Ainda mais quando a maioria dos carros trafegam pela cidade com uma pessoa só… Mas é a visão da classe média brasileira: transporte publico, coisa de pobre… então não reclame de ficar preso no transito.

    • A própria BHtrans parece querer incentivar o uso de veículos particulares em Belo Horizonte.É só ver a forma como ela administra o transporte público em nossa capital,aliás,a BHtrans não,os empresários,que deitam e rolam com a conivência desses tais gestores de meia tigela que não conseguem explicar a que vieram.Transporte de péssima qualidade,ineficiente,caro e ainda querem que o belohorizontino utilize e se conforme com uma porcaria dessa.Duvido que o cidadão que possa,abra mão do automóvel em troca desse transporte público que está aí,endeusado por esses funcionários públicos incompetentes.

      • Realmente os transportes públicos são de péssima qualidade. E esses ônibus “novos” vem com uma inscrição ao lado de “AR CONDICIONADO” e “SUSPENSÃO A AR”, como se essas duas características fossem alguma coisa vantajosa para o passageiro. É como dizer que o ônibus tem “ASSENTOS”, “VOLANTE”, “PARA-BRISA”, etc… kkk… Cambada de mercenários

    • Ari, ponderadas considerações! Se o blogueiro resolvesse criticar a BHTRANS e a Prefeitura por entender que o investimento em transporte público de massa deveria ser prioritário de fato, poderia até elogiá-lo. Mas, ele perde essa oportunidade a cada texto publicado aqui. A forte visão de apego ao carro, obscurece a sensatez!

    • Quem teve a curiosidade de acessar o link deixado pelo Paulo Almeida pode ver como o trânsito é coisa simples! Vejam os exemplos do primeiro mundo, como ele mesmo frisou! Quem viu as imagens (José Aparecido, dá um olhadinha lá!) deve ter notado um fato curioso em Istambul, na Turquia. Repararam como a pista do BRT estava livre? Não?! Então, retornem lá e olhem com atenção. O BRT está com caminho livre. Comparem com as pistas laterais. Agora, diga a verdade, você acredita mesmo que a solução está na ampliação das vias?

  13. Cadê o metrô de verdade?, cadê a expansão das linhas do atual trem? cadê vias expressas? cadê os ônibus bi articulados? só temos articulados, cadê o aumento das linhas dos atuais articulados em avenidas extensas como Av. Amazonas e via expressa até o centro de Betim, uma linha com bi articulados até Aeroporto de Confins? Vejam como é o sistema de Curitiba? KALLI, PIMENTAL, ENGENHEIROS DE TRÂNSITO, FAÇAM UMA VISITA Á CURITIBA, desçam no aeroporto e pague apenas uma passagem e vocês poderão atravessar toda a Cidade sem sair de um único terminal, na maioria nem terminal há, existem os tubos, onde você muda de ônibus sem sair dos tubos, são construções simples e baratas não havendo necessidade de emprieteiras, é feito por pequenas metalúrgicas ou serralherias. O que não podemos é continuar nesse atraso total que temos aqui, não simplesmente por incompetência, tem também o corporativismo dos donos de transporte público de BH, Contagem e Betim, que não deixa o metrô sair da divisa de BH, porque se isto acontecer, acaba a têta deles e eles é que injetam muita, más muita grana nas eleições que temos de 02 em 02 anos. E assim caminha a humanidade, sem na corrupção, vivemos há séculos em crises, más se não não houvesse uma única crise as demais seriam suprimidas, é a crise de Caráter do brasileiro. Deu por hoje!

    • Eduardo,o melhor é mandar essa turma de come e dorme embora e trazer a turma de Curitiba.Lá realmente funciona,existem alguns pequenos problemas porém nada se compara com o caos de BH.

      • Sim, Curitiba precisa melhorar também, fiquei 25 dias lá em janeiro e percebi que, em 01 ano o trânsito já mudou, como muda em todas capitais nossas, lá ainda não tem metrô más, mesmo assim o modelo de lá, é o mesmo de Bogotá e funciona.

    • Fico aqui me perguntando: por que empresários de ônibus são contra o metrô se eles também podem construir “trilhos”? Há pouco tempo, o governo federal (volta e meia ele faz isso!) queria privatizar o metrô de BH (aliás, do país todo!). Ninguém concordou. Não seria uma ótima oportunidade da iniciativa privada, incluindo aí os empresários de ônibus, mostrarem seu empreendedorismo e dinamismo, resolvendo de vez o problema de mobilidade da cidade? Alguém tem um palpite?

  14. Como usuária e com poucos conhecimentos, queria deixar uma comentário. Na virada da década de 70/80 foi construído um viaduto sobre a via expressa, na entrada/saída dos bairros Alto dos Pinheiros e João Pinheiro para a Av. Amazonas, ao lado do Expominas. Esta saída também era muito utilizada por moradores de outros bairros, inclusive do Califórnia (do outro lado da BR 262) e como alternativa para a Av. Amazonas, em caso de engarrafamento na 262/040. O que aconteceu? O transito para entrada/saída desses bairros foi desviado para a rua Conde Pereira Carneiro, do outro lado do Expominas, tumultuando e engarrafando o transito da única saída para outros bairros como Dom, Cabral, Coração Eucarístico e Minas Brasil, que constantemente apresenta retenções. O tal viaduto virou uma simples ponte/passarela, que serve apenas para cruzar a via expressa, morrendo na linha do metrô, levando a lugar nenhum (nem para pedestres nem para veículos), sendo que até a topografia da região favorecia um viaduto saindo na Av. Amazonas. Outro gargalo é o viaduto sobre a via expressa na saída da Av. Ver. Cícero Idelfonso, onde o transito se afunila em duas pistas e os veículos que se dirigem para a Amazonas tem que disputar espaço com os que seguirão pela via expressa. Tal problema poderia ser sanado com duas pequeninas obras sendo a primeira no final do viaduto (bairro-centro), abrindo passagem para a marginal (topografia ajuda), para que os veículos que se dirigem para a Amazonas possam entrar (fechando-se uma saída mais à frente que atrapalha o transito da via expressa), diminuindo assim os engarrafamentos na saída do viaduto para a via expressa. A segunda, seria corrigindo a saída da Av. Governador Benedito Valadares para a rua Conde Pereira Carneiro (que virou mão única nesse trecho) por ter sua saída construida de forma errada – em contra mão, impossibilitando os usuários de a utilizar como opção nos engarrafamentos da via expressa. Uma terceira possibilidade, acredito que remota, seria refazer o viaduto, dando a saída correta para a Av. Amazonas, que era o que deveria ter sido feito lá atrás em 1979/1980.

    • Concordo, e passei meses atrás nesse viaduto na altura do João Pinheiro, estava indo sentido centro e peguei esse viaduto para sair no anel, porque antes na Vila Oeste estava travado, percebi que é uma ponte que poderia ser rua de lazer, não cruzei com nenhum outro veículo, não havia nenhum outro à frente e não veio nenhum outro. Enfim, mais uma prova de incompetência dos responsáveis pela gerência (ingerência), melhor dizendo, do nosso trânsito bem como incompetência dos Prefeitos além de tudo, o mal uso do dinheiro público, porque esta obra, não foi dada por Papai Noel.

  15. Concordo com tudo que foi dito. A BH trans fez um péssimo trabalho no bairro Castelo, com duas novas pontes ela conseguiu piorar o trânsito na região, quem conhece a região está completamente revoltado com tudo que a BH trans fez no bairro. Além de não ter transporte público decente, imploramos para uma linha de ônibus que atenda as necessidades e sempre fomos ignorados!

  16. Adoro BH, vivo aqui desde meus 05 anos, tenho 55 más, infelizmente BH está muito mal administrada, muito mal organizada em todos os sentidos, moradores de rua e cracolândia invadindo tudo, “flanelinhas” extorquindo todos, uma cidade que já foi cidade jardim, hoje
    está feia, suja, parte de seu povo mal educada, não só com o meio ambiente, lixo pra todo lado más, no trânsito e mal educada com o próximo, alguns, disse alguns, atendentes não só do serviço público más, no comércio e/ou prestação de serviços, falta as vezes um pouco mais de atenção no atendimento ao público, percebe-se muito bem isto quando ficamos fora por um período maior e retornamos à nossa cidade que aprendemos a admirar e ficamos triste quando alguém fala mal dela

  17. Quem teve a curiosidade de acessar o link deixado pelo Paulo Almeida pode ver como o trânsito é coisa simples! Vejam os exemplos do primeiro mundo, como ele mesmo frisou! Quem viu as imagens (José Aparecido, dá um olhadinha lá!) deve ter notado um fato curioso em Istambul, na Turquia. Repararam como a pista do BRT estava livre? Não?! Então, retornem lá e olhem com atenção. O BRT está com caminho livre. Comparem com as pistas laterais. Agora, diga a verdade, você acredita mesmo que a solução está na ampliação das vias?

  18. Vamos lá, José Aparecido. Já que sua pauta sobre mobilidade se resume a criticar a BHTRANS e a Prefeitura, vou tentar esclarecer algumas coisas para você (perdoe-me, pois não quero parecer arrogante; longe disso!).

    A prefeitura não está resolvendo gargalos para carros há muito tempo. Ela não quer isso. Ela não tem intenção ou compromisso com isso. Sabe por quê? Porque já entendeu que além de não solucionar os problemas de trânsito ainda gasta milhões de reais incomodando muita gente por muito tempo com as obras. Pouca gente tem paciência com obras!

    E responda sinceramente se dá para competir com a multibilionária indústria automotiva? Se os carros poluem, por que você é tão favorável a sua disseminação pela cidade? Não é uma contradição? A prefeitura e sua empresa (BHTRANS) entenderam que não dá para trabalhar para carros. Ela precisa trabalhar pelas pessoas que em sua imensa maioria não são condutores, sabia disso?

    Não gosto de oferecer como exemplos São Paulo ou Rio, mas vou fazer uma concessão. No Rio, ao contrário do que você está propondo, a prefeitura está demolindo viadutos! Demolindo! Dá pra acreditar nisso? Você e outros comentaristas apreciam exemplos de cidade grande, certo? Pois é, seguindo seu raciocínio, BH deverá construir vários viadutos os quais daqui algumas décadas iremos demolir para construir uma cidade para gente e menos carros! Como podemos chamar isso: progresso? modernidade? ou evolução?

    Por fim, não tenho solução para todas as complexas implicações do trânsito. Apenas tenho a mente aberta, sem preconceitos e verdades constituídas. Construiremos sabedoria dialogando, sem certezas prévias.

    PS: uma ideia! Será que não é hora de revermos nossos conceitos (e mitos) sobre a indústria automotiva? Será que ela não tem contribuído muito para o atual “estado das coisas” e por isso mesmo não deveria ser chamada a oferecer contrapartidas? Essa pode ser uma boa pauta de discussão. Fica a sugestão.

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