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Jornalista - Reg. DRT: 17.076/MG - Licenciado em Filosofia, Administrador, MBA em Marketing, estudioso de temas urbanos. Membro da Comissão Técnica de Transporte da SME . Membro do Observatório da Mobilidade. Consultor em Assuntos Urbanos. Articulista e Colunista das revistas MINAS EM CENA, MERCADO COMUM, EXCLUSIVE e ENTREVIAS. JORNALISMO DE OPINIÃO,

Anastasia e TCU desconsideram debates na CMBH e ALMG sobre Aeroporto da Pampulha

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Em despacho pouco antes da virada do ano, o ministro do TCU Bruno Dantas, a pedido do Senador Antonio Anastasia, determinou a suspensão da portaria 911 de 24 de outubro de 2017 que liberava voos interestaduais no Aeroporto da Pampulha em Belo Horizonte. A alegação do ministro é que o ato ocorreu de forma “aparentemente açodada e sem motivação idônea”, não sendo justificadas a relevância e a urgência das medidas.

Já o senador Anastasia considera a decisão uma “aberração sem motivos ou justificação”. Considera que a opinião dos que são favoráveis não tem qualquer valor, chama o ato de ante democrático. O ministro, bem como o senador, não devem ter conhecimento que o assunto vem sendo discutido com a sociedade belo-horizontina e mineira há pelo menos 3 anos, em sucessivas audiências publicas.

Como um dos articuladores de Confins e sem compreender, a principio o significado da Pampulha para a economia de BH, inclusive para a própria consolidação de Confins, o senador embora bem intencionado, subjuga aqueles que pensam diferente, e desejam a volta de alguns voos para o aeroporto central. Pampulha pode salvar a economia de BH que está em frangalhos, há tempos.

Anastasia, vale ressaltar é a reencarnação do advogado de Florença que virou filósofo e entrou para a história como aquele que compreendeu a lógica do poder, soube transitar e ficar ao lado de quem manda. Refiro-me a “Nicolau Maquiavel”. O filósofo foi injustiçado pela história e pelo povo que lhe atribui de forma errada termo pejorativo para qualificar uma ação sorrateira.

O termo agir “maquiavelicamente” não cabe no que se propõe no dito popular, mas cabe no ato de agir com inteligência, usando a lógica, a razão e o bom senso. Poucas pessoas em Minas Gerais gozam de tanto prestigio, sabem agir com inteligência “maquiavélica” como Anastasia. Por estas e outras que ele é quase uma unanimidade, respeitado e admirado até por adversários políticos.

Porém no caso do aeroporto da Pampulha, ao que parece não está conseguindo abstrair e enxergar seus beneficios para o conjunto da obra. Ele cita “falta de segurança, decisão anti-democrática e açodada”, fala de “garantias que o estado deu para a concessionária de Confins e clama pela credibilidade de Minas”. Fala ainda de “decisão monocrática e precipitada”. Será? Se existem garantias, elas não são explicitas e não estão escritas.

A reabertura do Aeroporto da Pampulha vem sendo discutida há mais de 3 anos, em sucessivas audiências públicas na CMBH na ALMG, e em associações, tendo muita gente a favor e outras tantas contra. Portanto, o tema divide opiniões, mas não é novo. Não sei se é ingenuidade, mas cabe perguntar ao senador: que interesses poderiam ter os políticos de MG em Brasília que defendem a reativação da Pampulha, se não a prosperidade de BH?

Dizer que há risco de segurança, significa que toda a diretoria da Infraero e da ANAC são incompetentes, uma vez que atestam as garantias de operação do aeroporto. Até recentemente Pampulha recebia 3 milhões de passageiros em pousos e decolagens feitos por aviões muito menos modernos. Quem não lembra do “sucatão da Vasp”, Boieng 727-200? O estampido das turbinas eram ouvidos na Savassi na hora da decolagem.

Nenhum morador das proximidades chegou antes, todos chegaram depois do aeroporto. Nunca houve um acidente grave que afetasse a segurança de moradores, por quê teria agora? A decisão de morar próximo ao aeroporto foi individual. Lembro ainda que as aeronaves de hoje não emitem ruídos comparados aos que existiam há 20 anos. Do contrário não poderiam operar em Congonhas ou em qualquer aeroporto central do país. Os cidadãos de lá não são diferentes dos de cá…

Com efeito, em que pese à boa intenção e a legitimidade do senador, o respeito que temos por ele, as motivações para o retorno das operações no Aeroporto da Pampulha jamais se confundem com o sucesso de Confins. Todos querem Confins próspero juntamente com vetor norte e ninguém será insano de trabalhar contra. O que está acontecendo é erro de tradução do que vai acontecer. Um certo sofrimento antecipado, desnecessário.

Confins e Pampulha em conjunto ganham força para o destino e 10% do volume de voos que tem BH como destino, não é ameaça para o Aeroporto Internacional. Muito antes pelo contrário, fomenta os negócios e garante a sobrevivência de todos, em especial dos negócios, dos eventos que estão deixando de vir para a capital. Por BH Senador, reveja sua decisão e faça justiça.

José Aparecido Ribeiro
Jornalista e blogueiro no portal uai.com.br – DRT MG 17.076
31-99953-7945
Colunista das revistas Minas em Cena, Mercado Comum e Exclusive
jaribeirobh@gmail.com

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17 comentários em “Anastasia e TCU desconsideram debates na CMBH e ALMG sobre Aeroporto da Pampulha

  1. “Pampulha pode salvar a economia de BH que está em frangalhos, há tempos.”

    Colocar o crescimento da economia de BH em uma espelunca como aquele aeroporto da Pampulha é, no mínimo, piada de mau gosto.

    Chega as vias do ridículo considerar que a 3ª Capital do país tenha como mola propulsora de desenvolvimento um aeroporto que não serve pra cidades médias. O Aeroporto de Porto Seguro(BA) é melhor estruturado que o Aeroporto da Pampulha, e olha que lá é um lixo!

    Meia dúzia e vôos pra São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília não vão fazer Belo Horizonte sair do lugar, só vai facilitar a vida de 300 ou 400 pessoas que viajarão diariamente por lá, em detrimento de milhares de pessoas que vivem nos arredores, de BILHÕES DE INVESTIMENTO que foram feitos pensando no crescimento da região metropolitana como um todo!

    O Brasil precisa respeitar as regras criadas por ele mesmo para atrair investimentos, não criar insegurança jurídica, fazendo com que planejamentos de longo prazo sejam mudados por caprichos de Prefeitos megalomaníacos e narcisistas.

  2. Parabens Jose Aparecido pela EXCELENTE MATERIA. Bem “construida” e DEIXA BEM CLARO A ARROGANCIA daqueles q dizem representar os ” interesses de Minas”. ESTE SENADOR ANASTASIA, propositalmente “esqueceu” que BELO HORIZONTE E A CAPITAL DE MINAS e precisa de seu Aeroporto Central – PAMPULHA. Conclui-se entao que os interesses defendidos por esse AINDA senador nao sao os de MINAS. A sua arrogancia senador ANASTASIA juntamente com seus “suditos” te atropela e a REABERTURA do Aeroporto da Pampulha sera a REAL consagracao dos interesses de Minas e de sua Capital Belo Horizonte. O egocentrismo do poder que este senador representa , e fragil e covarde e tera sua derrocada pela mediocridade de suas acoes .

  3. Excelente análise !
    Ainda é preciso relembrar a todos que a atual decisão do TCU perpetua uma ilegalidade: a manutenção de uma reserva de mercado pró-BHAIRPORT , obrigando, a todos os passageiros com destino a BH e região, o uso exclusivo do Aeroporto de Confins. É uma situação ilegal, imoral e absurda.
    Somos obrigados a usar exclusivamente o Aeroporto de Confins e ainda somos obrigados a suportar o ônus dos prejuízos do Aeroporto da Pampulha, que está impedido de operar e ser autossustentável.
    Infelizmente estamos “pagando o pato” duas vezes … literalmente … triste !

  4. Meu caro José Aparecido, respeito sua opinião ainda que desconheça os seus interesses, quero crer que sejam verdadeiramente em prol de Belo Horizonte, no entanto, permita-se discordar de vários, senão todos, os seus argumentos. Em primeiro lugar não acredito sinceramente que você ache de verdade que deve acontecer um acidente no aeródromo da Pampulha para que seja considerado o seu fechamento para aeronaves de grande porte. Não é porque nunca aconteceu que não haja perigo real e imediato. Se você fizer uma pesquisa entre pilotos que operam ou já operaram na Pampulha, descobrirá que a sua pista está entre as mais perigosas do Brasil, junto com o Santos Dumont, exatamente pela sua geografia. Não existe a menor condição de se compará-lo ao Congonhas, também muito perigoso, porém se ele for fechado o de Guarulhos já não comportaria a transferência dos voos ali operados. Vamos considerar ainda, além da segurança, o conforto dos passageiros num terminal ridiculamente pequeno, apertado, sem condições sequer de oferecer uma refeição decente enquanto se espera um voo. A economia de BH precisa ser revitalizada? Concordo em número, gênero e grau, o aeroporto da Pampulha poderia ser peça importante nessa revitalização? Talvez, e, caso seja, antes há que se pensar em aumentar sua pista (O que acho ser impossível), ampliar e melhorar as instalações do terminal de passageiros, depois sim, podemos discutir sobre. Abraços

  5. É difícil entender a ingenuidade de alguns ao subjugarem o aeroporto da Pampulha. Não conseguem enxergar o óbvio, ainda vem com esse a papo de insegurança jurídica, estado democrático de direito e outros chavões como se isso garantisse ou desse o direito a imposição de monopólio e reserva de mercado para determinado grupo. As questões de avanço e progresso ficam estanques com essa mentalidade atrasada e de retrocesso. Como já foi dito Belo Horizonte é a capital do estado e precisa de ter alternativa para o modal em questão. Parece que é cultural as pessoas verem uma solução atrapalhar a outra e não as duas trabalharem em conjunto. Analogamente comparado, como se não pudesse coexistirem o metrô e os ônibus, por exemplo.

    1. Cale a sua boca! Quantos anos o sr tem???? Vc não representa os mineiros esclarecidos, ao contrário. Recolha-se a sua casinha e volte a estudar

  6. Caro blogueiro, já viu aquele ditado “se passa um boi passa uma boiada”? Vc acha que as empresas de aviação vão querer ficar somente em algum voozinhos na Pampulha? Pura ingenuidade. Todas estão querendo e muito a volta para Pampulha do que for possivel (para eles). Não estão nem ai para a falta de conforto dos passageiros que estão sendo ludibriados neste papo. É uma total vergonha para nós expor ao mundo este aeroporto ridiculo. Não dá para comprar com Congonhas e nem Santos Dumond. Tudo por causa de hipotéticos 20 min de diferença de viagem ate o centro, que vão desaparecer com os constantes ou permanentes engarrafamento que existirão naquela avenidinha, além da demora na entrega das bagagens naquela ridicula e unica esteira. BH voltara a ser conhecida como a capital do pior aeroporto do país.

  7. Como você mesmo disse José Aparecido, uma questão debatida há anos, leiga que sou, não entendo uma posição contrária nessa altura dos acontecimentos, na contagem regressiva da reabertura do aeroporto. Ao meu ver, uma “brincadeira de criança”. Total falta de responsabilidade e respeito com a população, usuários, orgãos e empresas envolvidas no processo.
    Parabéns pela abordagem! Fico na torcida de que seu apelo seja ouvido!

  8. Ainda bem que prevaleceu o bom senso. Tenho amigos de São Paulo que desceram na Pampulha, e até hoje, quando conversamos, eles riem do aeroportinho, eles chamaram de “pouso ao pé da vaca”.
    Aeroporto pequeno, acanhado, sem conforto, feio, atrasado, o Aeroporto de Porto Seguro dá um banho nele. Confins está se tornando um hub da região, conectando vôos de diversos lugares, para aumentar as opções de vôos internacionais e domésticos, aumentando a importância de BH no cenário brasileiro, que nas últimas décadas vem despencando de maneira nunca antes vista.
    Vôos para São Paulo, Brasilia e Rio de Janeiro, se passarem para Pampulha, quebram esta força que Confins precisa para se consolidar como um dos melhores e mais movimentados do Brasil.
    Aí vem a turma que quer que volte a máquina de datilografia e Pampulha…
    Naquela área da lagoa e aeroporto, podia-se construir uma eclusa rotatória que só tem uma no mundo, na Escocia – veja link https://www.youtube.com/watch?v=2TksrZD71Ok com barcos descendo até um canal no nível do aeroporto, transformando-o em lugar de lazer, com um canal para os barcos navegarem com turistas até a Av. Cristiano Machado, e ao longo do canal, um imenso calçadão com teatros a céu aberto, para apresentações o dia inteiro de grupos musicais, orquestras, grupos de teatro, dança, feira de artesanato, etc…. Sonhei alto para BH, isso só é viável em lugares como Barcelona, Londres, Nova York, Dubai, Berlim, Madrid, Rio de Janeiro, Recife, e lugares que tem um povo inovador. Para BH, acho que é só o leite ao pé da vaca…. Se alguém se interessar, tenho um projeto lindo para a área da Lagoa e Aeroporto, BH vai atrair mais turista que Barcelona…

    1. Olá interessante a sua visão.

      Sempre pensei também que a Pampulha agora deveria servir para outro projeto que não fosse um aeroporto. Nos moldes dos mais modernos aeroportos de hoje, a Pampulha ficaria a anos-luz enquanto Confins está caminhando para um nível mais alto nos últimos nos.
      Poderia enviar contato?

  9. Pampulha não representa nada para BH , o nosso aeroporto é o de Confins e a atitude do senador Anastasia honra o voto que recebeu de milhões de mineiros .
    Quais são os verdadeiros interesses inconfessáveis desta que seria a reabertura da pampulha ?
    Vinte minutos a menos de trânsito …é pouco .
    Confins acaba de receber o título de aeroporto mais pontual do Brasil , ontem em 03/01/18.
    Está nos sites especializados em aviação esta notícia ( panrotas e outros ) .
    Confins está menos da metade da sua capacidade ocupada ( comporta 22 milhões de passageiros/ano ) e prestes a iniciar a obra da sua segunda pista ( prevista em contrato ).
    Enfim , Confins é um orgulho para Minas .
    Pampulha é uma página do passado .
    Parabéns Senador Anastasia .

  10. “Nenhum morador das proximidades chegou antes, todos chegaram depois do aeroporto”. “A decisão de morar próximo ao aeroporto foi individual.”

    A construção do aeroporto de Confins foi uma grande coisa para BH, e precisa ser levada mais a frente, inclusive trazendo a movimentação de carga mais intensa, até mesmo uma doca seca aqui em BH. Quem mora na região da Pampulha, como eu, sabe o transtorno que é conviver com o barulho irritante das aeronaves. somente o fato de se aventar a possibilidade do retorno dos voos para a Pampulha levou a uma explosão de venda de imóveis na região, com a consequente desvalorização dos mesmos.

    Tecnicamente falando, é de conhecimento público que o falado aeroporto não possui as condições mínimas necessárias de conforto (as instalações são péssimas, chega a ser pior que o de vitória, mas é melhor que o e de Juiz de Fora (!!)) e em termos de apoio ao tráfego aéreo não opera por instrumentos, ou seja choveu ele fecha, e as vezes até inunda!

    BH tem de crescer é investindo em transportes rápidos entre Confins e o Centro da Cidade, fazendo funcionar o Rodo-Anel, é melhorando o Anel existente, é desafogando o eterno engarrafamento em nossas avenidas.

    Não concordo com o comentário que o “aeroporto chegou antes…”, pois as coisas evoluem, melhoram e crescem e devem se adaptar, a mudança para confins foi neste conceito.

    Em resumo, como morador da região não vejo benefício nenhum para BH e para o público em geral em esvaziar um aeroporto de primeira linha tipo Confins em benefício de uma aeroporto “Mixuruca”, penso que existem outras coisas muito mais importantes e que irão impactar muito mais na nossa economia.

    Bruno Silva Lula.

  11. Respeito a opinião do articulista, mas vejo como um enorme retrocesso o retorno de voos comerciais de aeronaves de grande porte ao acanhado e obsoleto aeroporto da Pampulha. O simples fato de um partido como o PR ter feito pressão junto ao governo federal para a retomada de voos na Pampulha sinaliza o tipo de interesse que está por trás de uma maior utilização do aeroporto, em detrimento de todo um trabalho sério, e pensado no longo prazo, que já transformou Confins num grande e eficiente aeroporto, e indutor de investimentos de peso para a Grande BH e MG, como o Centro de Manutenção da Gol, o Hub da Azul (que voa direto de Confins para mais de 40 destinos), além de hotéis e diversas empresas que se estabeleceram no entorno do aeroporto, com forte geração de empregos na região. Além disso, o aeroporto em si foi concedido à iniciativa privada, o que gerou ainda mais eficiência e agilidade na realização de investimentos (basta ver o terminal novo, que nas mãos da Infraero talvez fosse feito em 20 anos), sem a interferência de maus políticos e partidos que necessitam de um aparato estatal inchado para a satisfação dos próprios interesses.
    No mais, causa-me estranheza o fato de que a segurança jurídica e que estudos técnicos da área, como um já realizado pelo MIT ( esse estudo indica que uma área metropolitana deve gerar pelo menos 25 milhões de passageiros/ano para que não haja concorrência predatória entre aeroportos e perda de conectividade do mercado servido), sejam ignorados pelo articulista.

  12. Interesante é que o movimento Decole Minas, que é contra a abertura de PLU e defende CNF, é apoiado por várias entidades ligadas ao turismo, como Belo Horizonte Convention e Visitors Bureau, Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Minas Gerais, Abrasel, Sindetur, etc.
    Ou seja, o pessoal do turismo sabe que CNF forte e com vários destinos, um HUB, é mais vantajoso para BH que a reabertura de PLU.

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