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Jornalista - Reg. DRT: 17.076/MG - Licenciado em Filosofia, Administrador, MBA em Marketing, estudioso de temas urbanos. Membro da Comissão Técnica de Transporte da SME . Membro do Observatório da Mobilidade. Consultor em Assuntos Urbanos. Articulista e Colunista das revistas MINAS EM CENA, MERCADO COMUM E EXCLUSIVE.

Asfalto é item caro e escasso, PBH usa critério para aplicação.

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A Prefeitura de BH compreendeu a importância de aplicar asfalto novo em vias que realmente necessitam de bom pavimento. O bairro Buritis passou três décadas esperando por um programa de recapeamento que incluísse a Av. Mário Werneck em toda a sua extensão. Recentemente ela recebeu asfalto e está de cara nova, melhorando a fluidez e a estética daquele importante corredor, no bairro mais populoso da capital. Embora tenha sido dado o primeiro passo, as ruas que atravessam a Av. Mário Werneck seguem esperando por atitudes do poder público.

O mesmo programa de recapeamento atendeu o Viaduto Oeste, cujo piso e as muretas “New Jersey” estavam destruídos. A via atende a milhares de motoristas, de todas as partes da cidade. Agora chegou a vez do bairro de Lourdes. Cartão postal e ponto de turismo, onde concentram a alta gastronomia e uma variedade de lojas de grifes, point de turistas nacionais e internacionais. Não é apenas por estar no miolo da zona sul, mas pelo significado que tem para a cidade como local frequentado por visitantes que gastam e formam opinião.

Quem não gostaria de ter asfalto novo no caminho de casa ou na própria porta? Não tem para todos e o pouco que é disponibilizado em programas de recapeamento deve ser bem aplicado. As autoridades municipais precisam ficar atentas para não permitir desperdício ou má aplicação do “betume”, tão necessário e demandado por toda a população. É pouco provável que exista um bairro onde todas as ruas estejam em boas condições.

Como o asfalto é item de relevância para as administrações regionais, caro, escasso e disputado, deve ser usado nos corredores de grande circulação e em ruas que tenham movimento de veículos e ônibus. Sua aplicação com o objetivo meramente estético ou para atender pedidos de vereadores, sem critérios e até mesmo para cumprir metas de empreiteiros, não é recomendável.

Os exemplos mais recentes citados acima revelam que pela primeira vez nos últimos 15 anos, está havendo critérios justos para a aplicação do asfalto. Contudo, em que pese o bom trabalho realizado pela prefeitura até aqui, com destaque para as regionais oeste e centro-sul, centenas de ruas esperam por melhorias no piso, em praticamente todas as regionais.

São milhares, mas algumas merecem atenção: Em Lourdes, a Rua Felipe do Santos entre Rua Espirito Santo e Rua São Paulo. Rua Thomaz Gonzaga entre Rua Curitiba e Rua Santa Catarina( se este trecho da rua não pode receber asfalto, que seja feita a recuperação do piso de pedras, a exemplo do que foi feito na Rua Tupis, entre Rua Espírito Santo e Av. Afonso Pena). Ainda em Lourdes, Rua Alvarenga Peixoto entre Rua Barbara Heliodora e Av. Álvares Cabral. No Alto dos Pinheiros, a Rua Frei Luiz de Souza, entre Rua Barão de Varginha até Rua Cata Preta. No João Pinheiro, Rua Mariano Procópio da Av. Cícero Idelfonso, até Rua Alcides Lobo. No bairro Coração Eucarístico, toda a extensão da Av. Dom José Gaspar, além da Av. Coração Eucarístico de Jesus.

No bairro Coração de Jesus, a Rua Gentios, entre Av. Prudente de Morais e Rua Alves do Vale. No bairro Castelo, a Av. dos Engenheiros. No bairro Inconfidência, a Av. Abílio Machado. Quem não conhece a Rua Rodrigues Caldas em frente à ALMG? Ela também precisa de asfalto novo da Rua Araguari, até a Av. Olégario Maciel no Santo Agostinho… Praticamente todos os bairros de BH possuem 2 ou 4 ruas importantes, se pelo menos elas estiverem em bom estado de conservação, a prefeitura estará cumprindo sua dura missão de administrar a escassez de um bem caro e necessário para toda a população. Afinal, asfalto é ouro negro! Fica a dica para a SUDECAP.

José Aparecido Ribeiro
Jornalista e blogueiro no portal uai.com.br – DRT 17.076 – MG
Colunista das Revistas: Minas em Cena, Mercado Comum e Exclusive
jaribeirobh@gmail.com – 31-99953-7945

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7 comentários em “Asfalto é item caro e escasso, PBH usa critério para aplicação.

  1. A “famosa” Petrobrás tem o nefasto monopólio exclusivo da produção de CAP – elemento principal na fabricação do C.B.U.Q., Concreto Betuminoso Usinado á Quente,o popular asfalto,e cobra o preço que quer e impõe condições absurdas de venda,extremamente desvantajosas para quem necessita utilizar este produto,sejam fornecedores e o próprio poder público que é o seu principal comprador/utilizador.Isto acaba por prejudicar a todos nós cidadãos pagadores de impostos duplamente,primeiro por sermos obrigados a pagar cada vez mais impostos para termos vias de circulação decentes e mesmo assim ainda não termos condições de utilizar um pavimento decente para circularmos.Porque ainda precisamos conviver com esse bizarro e desnecessário monopólio,que ao fim e ao cabo só prejudica o cidadão brasileiro,é a grande questão a ser respondida e resolvida.

    1. se trocar asfalto por gasolina dá no mesmo né? agora…para pagar o superfaturamento que pagam (no tempo presente, pq ninguém imagina que isso tenha acabado) os preços só podem ser esses mesmos…parece obvio que sem a corrupção a gasolina custaria talvez a metade do que custa não é?

  2. E as ruas do Bairro Floresta: Pouso Alegre entre Jacuí e Itjubá. Rua Santa Maria entre Praça Negrão de Lima e Jacuií. Todas as duas de trânsito intenso.

  3. Realmente, excelente iniciativa da PMBH. Em que pese o incômodo de algumas noites insones em virtude do barulho das máquinas no trabalho necessariamente noturno, o ganho aqui em Lourdes foi inestimável.
    Eu própria passei diversas vezes por dia em um buraco no único quarteirão da rua Bárbara Heliodora, caminho de casa. A este derem o benefício aos locais levantados no artigo, serei plenamente beneficiada. Tomara! Parabéns pela abordagem!

  4. Como moradora do bairro Castelo, agradeço a menção à av dos Engenheiros, uma via de grande fluxo de veículos com o asfalto em situação precária. Aproveitando o gancho, obras de reestruturação e revitalização foram feitas na mesma em 2015. Intervenções essas, que nada prestigiaram moradores, comerciantes e quem trafega pela região. Muito pelo contrário, a insatisfação é geral . A redução da pista com a construção de um canteiro central de 4m de largura, provoca constantes engarrafamentos, dificuldade de manobras para estacionar e também em fazer retornos. Para amenizar a situação caótica, não só aguardamos ansiosamente pelo asfalto “novo”, mas por uma sinalização eficiente, promessa feita à comunidade no tempo da obra até hoje não cumprida.
    Parabéns pelo artigo!

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