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Jornalista - Reg. DRT: 17.076/MG - Licenciado em Filosofia, Administrador, MBA em Marketing, estudioso de temas urbanos. Membro da Comissão Técnica de Transporte da SME . Membro do Observatório da Mobilidade. Consultor em Assuntos Urbanos. Articulista e Colunista das revistas MINAS EM CENA, MERCADO COMUM, EXCLUSIVE e ENTREVIAS. JORNALISMO DE OPINIÃO,

Aniversário de BH. Pouco a se comemorar, muito a se pensar.

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Belo Horizonte completou 120 anos e ao contrário do que mostra a propaganda oficial, encomendada possivelmente a preço de ouro e afinada com as diretrizes da assessoria de comunicação da PBH, a cidade vive momentos dramáticos.
Um olhar atento é suficiente para constatar que o buraco é um pouco mais embaixo e que a BH que se vê na propaganda não é a BH que vivemos na prática.

O aniversário foi marcado por declarações de políticos, personalidades do mundo artístico, empresarial e até de populares. Uma festa do faz de conta que subestima a inteligência alheia. As mensagens de WhatsApp se multiplicaram, com destaque para um vídeo que revelou as belezas da capital, com direito a voo panorâmico de “drone”, trilha sonora e imagens espetaculares de pontos conhecidos, amplificadas pela magia da computação gráfica e do marketing visual que encanta. Ainda que nada disso represente a realidade como ela é.

Recebi de diferentes grupos e pessoas palavras amistosas, saudosistas, proferidas com otimismo e esperança. Causa-me espanto e certa tristeza perceber, no entanto, que nenhuma delas tenha sido de reflexões sobre os verdadeiros problemas que afligem a população diariamente, com destaque para a imobilidade urbana e o caos que domina o centro da capital. O que se viu é semelhante ao universo perfeitinho do Facebook, ou do Instagram, aquele forjado em poses e gente sorridente… Chego a desconfiar que a BH da festa dos 120 anos, não é nem de longe a que conhecemos.

Sempre ouvi dizer que a unanimidade é burra. Aqui, além de burra, ela revela-se preguiçosa. Na acomodação, vamos todos dançar a mesma musica, o tom quem dá é a prefeitura e sua equipe de comunicação. Evidente que as mensagens de felicitações e as que foram construídas para comemorar o niver não destacariam o que a cidade tem de ruim, mostrariam suas perfeições. Mas houve de certo um exagero entusiasmado desconectado do presente que nos cerca.

Reparei que até as favelas apresentadas pelos vídeos foram romantizadas, distante dos morros que a cidade possui e que escondem a incompetência de quem nos governa há décadas. Nada disso é culpa do atual prefeito, ele recebeu uma herança “grega”, que não veio a cavalo, mas que vem sendo construída por pessoas iguais a nós, desde Maurício Campos.
Ele foi o ultimo a compreender que a cidade é um organismo vivo em constante mutação, e que para governa-la é necessário uma pitadas de ousadia, conhecimento de causa e idealismo.

Foi o último prefeito a intervir com visão futurística em BH. Depois dele a cidade vem sendo espichada através de “puxadinhos” paliativos, via de regra, medíocres. Repito, por servidores preguiçosos e acomodados. Alexandre Kalil não é e nunca será gestor de cidade. O voto não tem esse poder. Tampouco um bom técnico para escalar um time de ponta. Pelo menos não demonstrou até aqui espírito visionário. Não podemos exigir dele o que ele não pode dar. Com efeito, recebeu a cidade com os cofres vazios, prometeu não fazer nada e está cumprindo exatamente o que prometeu.

Possivelmente vai entrega-la ao sucessor sem grandes intervenções e nenhuma marca. Colocará culpa na falta de dinheiro, ainda que não seja dos cofres minguados a culpa do atraso, e sim da mediocridade que abateu-se sobre os que administram a cidade e que não querem ter trabalho, a “turma do deixa disso”. A arte de governar em épocas de crise não é apenas a de administrar recursos escassos, mas de eleger prioridades, montar times que saibam traduzir o desejo da população, e não o que alguns pensam ser o certo.

O erro de interpretação do momento que vive a capital tem um alto custo para economia e para o meio ambiente, e ele terá que ser pago, cedo ou tarde. Quem viver verá. Mentiras sinceras não Men interessam, mesmo as politicamente corretas!

José Aparecido Ribeiro
Jornalista e blogueiro no portal uai.com.br – Estudioso de temas urbanos
DRT MG 17.076 – jaribeirobh@gmail.com – 31-99953-7945

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8 comentários em “Aniversário de BH. Pouco a se comemorar, muito a se pensar.

  1. Triste é ter visto as 6 pistas virarem 2 pistas,triste é ver que o BH shopping verticalizou numa area nobre da zona sul!!!!!!!!!!!!!! Nenhum shopping no BRASIL como Iguatemi,Barra Shopping,Village Mall ,(todos tem estacionamento com no nível da rua com arvores!! Triste é ver a AVENIDA AFONSO PENA ter sido transformada num funil nas esquinas da av.Carandai e rua Guajajaras,pela incompetente e provinciana BHTRANS!
    Avenida Afonso Pena que deveria ser tombada pelo patrimônio como a única avenida de seis pistas e calçadas largas da cidade!
    Pena que temos sucessivos prefeitos medíocres ,sem cultura ,interioranos que “amam BH radicalmente”! Ao contrario do RIO ,SAO PAULO E ATE CURITIVA (JAIME LERNER) QUE FORAM PREFEITOS QUE ERAM ARQUITETOS E URBANISTAS!
    Belo Horizonte,nem sequer tem quiosques nas praças padronizados como os da orla de Copacabana,Ipanema ,Leblon,Barra….
    Não adiantou Carlos Drummond de Andrade denunciar o TRISTE HORIZONTE ,que se transformava a capital mineira na decada de 70!! Agora aprovaram um HOSPITAL nas encostas da SERRA DO CURRAL!!Imaginem os cariocas aprovariam um HOSPITAL na Pedra do ARPOADOR e os paulistas aprovariam um Hospital no Parque do Ibiraquera! MAS somos mineiros bonzim ,não gostamos de discutir! Deixa pra lá né sô!

  2. Triste é ver Belo Horizonte sem Metro (subterrâneo ) na zona sul!
    Triste é ver Belo Horizonte sem um rodoanel!!
    Triste é ver Belo Horizonte sem asfalto liso !!
    Triste é ver que nem projeto de um monorail,um trenzinho ,um metro ligando o Belvedere até a Praça da Assembleia e de lå ligando a Savassi e a Cidade Nova!
    Triste é chegar de viagem do Rio de Janeiro ou Sao Paulo e ver que Avenida ANTONIO CARLOS no cruzamento com a Avenida Santa Rosa ter um semáforo depois que o incompetente do Prefeito patras bananas, ter feito uma trincheira em curva e o Pimentel construir de novo e o socialista Marcio Lacerda foi incapaz de perceber os gargalos na avenida ANTONIO CARLOS e Cristiano Machado…. Enquanto no RIO o metro liga da BARRA ao Aeroporto Santos Dumont,em SAO PAULO o túnel Airton Senna cruza debaixo de todo o parque do IBIRAPUERA,,,,em BELMONTE,o nome TRINCHEIRA é tido como a melhor solução para a provinciana BH!!Triste Horizonte!Triste é ver o pavimento deste MOVE estar afundando como afunda na mediocridade e incompetência,a maior capital provinciana do BRASIL!

  3. Triste é ver um terminal de omnibus na barragem da pampulha sem iluminação!!!!! ESCURO!!! Triste é ver a CURVA MAL FEITA NA ENTRADA E SAIDA DESTE TERMINAL DE ONIBUS da barragem da Pampulha !
    Triste é ver uma alcinha mediocre na said da BR 356 com um matagal digno de um pasto de fazenda,e sem iluminação!
    Triste é ver que nem exista um projeto de uma terceira pista entre o BH shopping e a entrada do Anel Rodoviário !
    Triste é ver a Rua Patagonia e Haiti ser mao dupla e nem projeto de um túnel ou avenida ligando a praça JK ate o BELVEDERE!
    TRISTE é ver que quem mora no Belvedere e no Vila da Serra não vão se locomover em menos de 5 anos!!!

  4. Cidadezinha triste essa BH. Feia, mal cuidada e suja. A violência tomou conta. Trombadinhas agem livremente nos mesmos pontos, moradores de rua infestaram os cartões postais, a cidade toda fede a urina e fezes humanas deixadas por essas pessoas e vários pontos se transformaram em lixão a céu aberto, como os entornos da Praça da Estação, viaduto Santa Teresa e da Rodoviária, por exemplo. Além da total falta de segurança, a cidade está mal cuidada. Calçadas esburacadas, péssimo asfalto e a precariedade nos transportes é notória. Uma cidade desse tamanho que até hoje não tem metrô, apenas um trenzinho suburbano que não oferece a menor qualidade aos seus usuários. Os ônibus são péssimos e a mobilidade da cidade é sofrível. As ocupações e o crescimento desordenado da cidade a tornaram confusa, criando gargalos e impedindo a circulação. E por fim, ressalto que o pior de BH, além dos seus administradores, são os seus habitantes. Gente passiva, quieta, mal-educada, não sabem respeitar os outros e as regras, jogam lixo no chão, enfim, péssimo povo. BH merecia uma das bombas norte coreanas para destruí-la nesse seu triste aniversário.

  5. Belo Horizonte está abandonada faz tempo e agora acelerou muito o processo. A cidade está, como se dizia, “À Deus-dará”. Votamos por mudanças, mea culpa, e conseguiu-se piorar a pior administração da cidade. A propaganda é para a clientela esperada e produzida nas escolas, cuja última missão é ensinar. Pobre cidade, pobre de nós, a esperar mais e anos para recomeçar.

  6. triste é ver a sujeira e a imundice da região dado centro , lagoinha e rodoviária. duplex de papelão crescem debaixo de viadutos que até tem estacionamento de carrinhos roubados dos supermercados. sem falar na sujeira do pessoal que la se instalou e que muitos deles vivem de furtos na região .. agora a moda é roubar a bateria de carro. somente esta semana na região do colégio batista 15 ou mais foram furtadas inclusive a minha. Essa é a Bh dos sonhos? lixo, descaso e falta de atitude de quem já falou que nao vai fazer nada e realmente cumpre o que falou finge que nao vê..somente piorou o que já era pessimo

  7. A favelização da cidade avança a passos largos. Estamos ferrados,afinal,os nossos representantes só defendem o seu lado e suas açoes são meramente “populistas”a meia boca é uma realidade nacional em todos os setores. Sem ordem,sem leis duras,sem moral e sem justiça,caminhamos rumo ao caos.

  8. Quem dera que pudessemos celebrar os 120 anos da nossa cidade, satisfeitos e alegres por ela fazer jus ao nome que tem. Mas infelizmente, só visualizando o horizonte, porque BH , a primeira cidade brasileira planejada, já conhecida como Cidade Jardim, está completanente abandonada, suja, carente de segurança, sem falar na “imobilidade” que continua piorando significativamente.
    Triste é aceitar que colhemos os frutos da escolha da maior parte da populaçao, que desatenta e alienada, vota sem responsabilidade.
    Parabéns! Mais um admirável artigo!

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