A Prefeitura tentou, mas não deu conta de organizar o hipercentro de BH.

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Dezembro chegou, a Prefeitura de BH bem que tentou, mas não deu conta de encontrar soluções para o grave problema da desorganização no hipercentro da capital. Aos 120 anos, sem muito o que comemorar, com a economia em frangalhos, Belo Horizonte segue vacilante quando o tema é ocupação desordenada e ilegal de espaços públicos. E não é por acaso.

Os atores escalados para dar cabo ao problema são, ainda que bem intencionados, comprometidos ideologicamente com os que abusam e não tem compromisso com a legalidade na região mais conurbada da capital, o hipercentro. As justificativas, à principio até que podem ser razoáveis, em se tratando de “lei da sobrevivência”.

Contudo, fosse você amigo leitor, camelô, toureiro, hippie, índio, morador de rua, deficiente físico ou desempregado, disposto a montar uma barraca em algum ponto da cidade para vender seus produtos e sobreviver, onde seria o seu local preferido? Possivelmente, onde tem mais pessoas circulando, pois é lá que suas chances de sobrevivência aumentam.

Pois bem, eu também não pensaria duas vezes, ALUGARIA o tempo, o “pace” ou nome que o valha, de um deficiente físico ou de um hippie e montaria minha barraca na Praça Sete, ou adjacências, ao lado do Pirulito, no meio do passeio, no caminho de milhares de pessoas. Na condição de desempregado, ou qualquer uma das categorias citadas acima, e por sobrevivência, brigaria pelo meu espaço, legitimamente, mesmo que fosse ilegal.

Com efeito, é tarefa de quem goza de autoridade zelar pela organização da cidade dizendo não o que eu gostaria de ouvir, mas o que eu precisaria. E a coisa é mais simples do que parece. Não é onde eu quero montar a minha barraquinha, mas onde eu posso, e que não prejudicaria o direito de ir e vir do restante da população, os interesses de quem mantém a cidade viva, gerando emprego, renda, impostos e a vitalidade necessária para a economia: O COMÉRCIO FORMAL, ainda que a ação da autoridade legal não seja simpática e contrária à lógica do voto.

Portanto, se de fato deseja resolver o problema da ocupação desordenada no hipercentro de Belo Horizonte o prefeito terá que entregar a tarefa para alguém com pulso mais firme e menos leniente. Não se trata de ser contra a sobrevivência de quem precisa trabalhar, mas de ser a favor da cidade, da legalidade e até da estética necessária para a ordem, sem exceções ou privilégios. #Fernando Cabral!!!

José Aparecido Ribeiro
Jornalista, Consultor em Assuntos Urbanos
Blogueiro no Portal uai.com.br
DRT MG 17.076 – 31-99953-7945
jaribeirobh@gmail.com

7 comentários para “A Prefeitura tentou, mas não deu conta de organizar o hipercentro de BH.

  1. Trabalho no Centro e a coisa está cada dia pior, com o crescimento dos ambulantes na calçada, alguns nem disfarçam com a presença de deficientes, enquanto pessoas vestidas com guarda-pó azul, com simbolo da PBH e escrito Fiscalização nas costas, apenas contemplam. E não é só: os bares vão tomando as calçadas e até mesmo os quarteirões fechados dos pedestres, para atender sua freguesia. E os hippies e moradores de rua, utilizando as calçadas como WC, trazem a imundice e doenças. Por isso conheço muitas pessoas que não gostam e não vão ao Centro, em prejuízo dos que nele trabalham.

  2. Que saudade de como era a Praça Sete antes dos hippies (legais) e camelôs (ilegais). Prefeito não pode ser populista. A praça mais importante e mais central de BH entrou num processo de favelização que parece ser irreversível. Que pena termos prefeitos sem pulso e determinados. Preocupados apenas em seus discursos populistas. Até hoje se comercializa de tudo alí, até mesmo armas, aos olhos das cameras do olho vivo e dos agentes de segurança. Que triste fim está tendo o comercio do hiper centro.

  3. Mande a conta para o Ministério Público, pois o direito que engesou Belo Horizonte. Agora vamos fazer um levantamento para saber quantos moradores de rua são da cidade. E mande a conta para eles

  4. Infelizmente, o retrocesso vingou!
    O caos instaurado no centro de BH, reflete o desleixo com que a capital vem sendo administrada.
    Usar a crise, o desemprego, a miséria, para justificar a situaçao, só faz aumentar a indignaçao, de sermos tratados como ignorantes.
    Parabéns pela abordagem, José Aparecido!

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