Aeroporto da Pampulha antes tarde do que nunca.

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Bastou o Ministério dos Transportes, Portos e da Aviação anunciar a liberação do Aeroporto da Pampulha para voos comerciais operados por aviões de médio e grande porte a partir de janeiro de 2018 para a polêmica começar, de novo. O Prefeito Kalil aproveitou para marcar um “gol de placa” ao dizer que é a favor do retorno dos voos, e que estão “subestimando a inteligência do povo” que ele governa.

E de fato, caríssimo prefeito, estão mesmo, pelo menos daqueles que conseguem enxergar na Pampulha, uma saída honrosa para a economia de BH. Kalil tem razão ao afirmar que a capital precisa para ontem do aeroporto funcionando, sendo acessível para quem pode e deseja embarcar dentro da cidade. É assim que funciona em todas as metrópoles civilizadas, autônomas e prósperas do mundo.

A economia de Belo Horizonte está em frangalhos, sua hotelaria acumula perdas históricas; o comércio arrasta-se como pode; os negócios sumiram e a Pampulha “ativada” pode também ativar aquecendo o mercado, trazendo o que a cidade mais precisa: negócios e eventos. Já há muito o turismo de negócio e os eventos estão sendo preteridos em virtude do custo Confins. Os diretos e os indiretos.

Custos financeiros que somam de cara R$260 no taxi, R$100 em média por viagem em caso da opção ser estacionamento; além do combustível, tempo de deslocamento em um trânsito caótico; desconforto de acordar junto com os galos, antes do sol nascer, provocando grande incomodo para quem precisa embarcar lá “nos confins”. Nem vamos falar do transito parado antes da Cidade Administrativa, todos os dias, consumindo pelo menos duas horas de tempo precioso até a zona sul na capital para quem chega.

Com efeito, nem todo mundo pensa que a reativação da Pampulha virá com benefícios até mesmo para Confins, já que ninguém é contra o aeroporto internacional. Aqui o bom senso tem lado, regra geral serve ao umbigo. Se o correto é simplificar, mineiro faz o contrário, é da cultura. Esperneios à parte, a Anac (Agencia Nacional de Aviação Civil) anunciou o pedido de 77 autorizações de operações das cias: Gol, Azul e Avianca. A decisão foi política e acertada, já que a questão técnica ficou para trás, há tempos.

E bastou o anuncio para os palpiteiros travestidos de “especialistas”, emitirem opiniões de que “a roda é redonda”, algumas ridículas, que desqualificariam a ANAC, o DECEA, a Infraero, o Ministério da Aviação, a Aeronáltica e a inteligência do pipoqueiro da esquina. Consideradas suas teses de segurança, as operações dos Aeroportos de Congonhas, Santos Dumond e Ilhéus, servem-se do dedo de Deus, e não da evolução da tecnologia aeroespacial. Vale tudo para tentar impedir a operação do aeroporto. Perda de tempo, atraso, coisa de mineiro acomodado e medíocre.

Lembro a eles e a turma do “deixa disso”, que vocifera em nome dos moradores, ainda que não os represente de fato, nem tampouco de direito, que até 15 anos atrás, Pampulha recebia os “sucatões” da VASP (Boiengs 727-200), cujo estampido das turbinas eram ouvidos na Savassi, dezenas de vezes por dia. Recebia também os Eléctras da Varig e os Airbus da TAM. Nunca houve um acidente sério no aeroporto, que operou em sua capacidade recebendo mais de 3 milhões de passageiros. As coisas mudam, mas a cabeça de alguns seguem cada dia mais bitoladas e guiadas por olhos míopes.

As aeronaves evoluíram e as turbinas já não fazem o barulho daquelas que desciam no aeroporto há 20 anos. Eu poderia, mas não vou provocar os pseudos defensores do “silencio, da segurança e do sossego”, em torno do aeroporto com uma simples e decisiva pergunta: quem chegou primeiro? O ovo ou a galinha? O aeroporto ou os moradores que vivem ao seu redor?

José Aparecido Ribeiro
Jornalista/Consultor em Assuntos Urbanos
Autor do BLOG SOS Mobilidade Urbana – Portal uai.com.br
DRT 17.076 – MG – 31-99953-7945 – jaribeirobh@gmail.com

57 comentários para “Aeroporto da Pampulha antes tarde do que nunca.

  1. Falou tudo! Pergunte a Paulistas e Cariocas se abrem mão de seus aeroportos metropolitanos.
    Mas nós mineiros adoramos o status-quo (exceções à parte – cidades do Triângulo Mineiro). O conservadorismo em valores que envolvem desenvolvimento são sempre vistos sob o prisma da nossa tradicional desconfiança.
    Além disso, credite aos interesses econômicos e sobretudo politicos dos que fingem lutar pelo progresso do Estado, e está montada a equação do atraso. Felizmente prevaleceu o bom senso, e temos de volta nosso aeroporto.

  2. Parabens pela EXCELENTE MATERIA SR JOSE APARECIDO! Que a cidade de Belo Horizonte tome conhecimento desse material rico, e q os contrarios ao desenvolvimento de BH, possam reciclar seus conceitos com relacao ao Aeroporto da Pampulha em BH MG.

  3. Mais uma vez puxando a sardinha para o seu grupo, José, tão palpiteiro como os que palpitam sobre Pampulha. Se por um lado, todo o investimento feito em Confins (assim como em Guarulhos, Viracopos e Galeão) serviram apenas para ganhos fáceis de consórcios onde todos eles há uma empreiteira, das tantas beneficiadas nesses últimos anos pelos desmandos do governo federal, por outro lado, reabrir Pampulha sem investimentos em infraestrutura no galpão, digo, terminal de passageiros, é pedir para dar, aos belorizontinos, desconforto em suas viagens, simplesmente por conta de 100 reais de táxi ou 30 reais de Conexão Aeroporto (ônibus esse que cobra 70% de sua tarifa em impostos). Um único Boeing 737 ou Airbus 320 é suficiente para lotar todo o terminal Pampulha, como acontecia antes de 2005. Para quê? Para atender aos engravatados executivos mineiros e de outras cidades. É até vergonhoso querer comparar Pampulha com Congonhas, esse último antigo e pequeno, mas com infraestrutura de atendimento milhares de vezes superior ao de Pampulha. Nem vou citar os moradores pois eu, morador da Savassi, em BH e também morador de Moema, colado ao aeroporto de Congonhas em São Paulo, conheço bem o ruído das aeronaves. Mas, tanto um quanto outro aeroporto chegaram antes dos bairros e não podemos culpar a infraestrutura do aeroporto por conta da abertura de pernas que ambas as prefeituras de BH e São Paulo permitiram em seus zoneamentos ao longo dos anos.
    A certeza é que, apesar de a CCR ganhar muito dinheiro com Confins, todo o investimento feito em um aeroporto moderno e confortável pode ser colocado em risco, em nome de um grupo pequeno de pessoas que esperneia pela abertura de Pampulha que, sabemos bem, foi apenas manobra do Temer, para atender aos interesses da INFRAERO (junto com a não concessão de Congonhas) e livrar sua cara no Congresso. Decisão política, sem embasamento técnico e, mais uma vez, o povo é deixado em segundo plano, pois Pampulha não vai atender aos interesses da população, se é assim que você imagina. Trabalhei em pelo menos 3 dos 5 maiores aeroportos desse país e posso dizer que a volta de PLU é um retrocesso. Não queiram comparar com São Paulo, cidade de 11 milhões de habitantes, centro da economia do país. BH é apenas uma roça grande, de 2,5 milhões.
    Viva as decisões políticas para atender às minorias!

    1. PLU tem plenas condições de atender aos vôos regionais, porém as empresas não se dispõem a dividir as equipes com CNF, até porque não há demanda suficiente em PLU. Por outro lado, voltar com vôos domésticos para PLU é loucura. Trabalhei na região por mais de 20 anos e conheço bem as limitações. O alagamento crônico em dias de chuva intensa jamais foi resolvido. É só um dos problemas.

    2. O mais interessante é que o público alvo da reabertura de PLU para vôos domésticos são os executivos para os quais, na opinião do blogueiro e consultor em assuntos urbanos, R$ 260 de táxi é uma insuportável despesa. Na realidade, nem seria isso, já que o passageiro teria que se deslocar até PLU de qualquer maneira, digamos a um custo (ida/volta) de aprox. R$ 100. Assim, a diferença contra CNF seria de aprox. R$ 160 e não de R$ 260 conforme apontado pelo nobre blogueiro.

      1. Sem contar que, quando os vôos nos dois aeroportos eram permitidos, as passagens na Pampulha custavam quase o dobro de Confins, o que anula o argumento econômico mencionado. Falácia, só vai beneficiar as empresas aéreas e executivos de grandes empresas.

    3. Parabéns pela resposta, Marcos Assunção! Penso exatamente como você. Moro perto do aeroporto da Pampulha, e antes da mudança para Confins, era um barulho infernal, num aeroporto sem qualquer infraestrutura. Se realmente mudarem, vou colocar meu imóvel à venda, com certeza mais desvalorizado. Isso somente atenderá à turma da zona sul que vive na ponte aérea.

    4. Tb acho um absurdo a volta de grandes vôos à Pampulha. Não nos esqueçamos de Congonhas e seu entorno, é bem parecida a situação. Decisão política, apenas, desse desgoverno Temer.

  4. Mais um que mora mora na Zona Sul e reclama que tem de siar cedo, que é longe blablabla. E com o mesmo argumento batido de quem chegou primeiro. Quem chegou primeiro? Foi a cidade, bairros dentro do cone operacional do aeroporto, que inclusive tem restrições de construção por causa dele, como o cachoeirinha já estavam lá antes do aeródromo. Quem veio primeiro, o ovo ou a galinha, a cidade do século 19 ou o aeroporto para aviões inventados no século 20? Quer chegar rápido no aeroporto? Muda para Lagoa Santa.

  5. A tão esperada liberação do Aeroporto da Pampulha trará desenvolvimento e prosperidade para a Capital mineira. Gerará empregos diretos e indiretos, oxigenará a região e irá nos proporcionar uma maior rapidez nas nossas viagens. Moro na região e apoio totalmente !!!!

  6. Prezado Sr. há equívocos em abundância na sua fala. Em primeiríssimo lugar, o deslocamento difícil ou ruim até Confins não justifica a retomada da Pampulha. Ora, são grandezas diferentes e, como tais, devem ser tratadas diferentemente. Confins, antes da Copa do Mundo receberia “lindo” metrô desde a Savassi. Metrópoles modernas, como o Sr diz, tem deslocamento privilegiado até os aeroportos internacionais. Logo, não use o deslocamento com justificativa. É tosco e infeliz, para dizer o mínimo.
    Por outro lado, o Sr tem razão quanto à evolução das aeronaves mas, e quanto ao próprio aeroporto? Já viu as filas de check-in saindo pelas portas do aeroporto e tomando a calçada? Já viu os puxadinhos dentro do aeroporto para acomodar os passageiros? Já viu as enchentes do saguão? Sem contar o ambiente externo. O Sr pode até economizar seus reais viajando pelo Aeroporto da Pampulha mas parece não ter consciência do preço a ser pago pelo crescimento da marginalidade no entorno do aeroporto.
    Quanto a culpar os moradores por preferirem um lugar melhor para se viver é de um egoismo exuberante alegando “quem veio primeiro o ovo ou a galinha”. O Sr deve ser daqueles que querem que imigrantes morram, deve ser contrário a ações afirmativas, etc. Pseudo defensores? Prezado Sr. somos defensores – queremos que o aeroporto da Pampulha se transforme em um Parque. Somos aguerridos defensores da preservação ambiental, livre iniciativa inteligente e do bem-estar social, “coisa de mineiro acomodado e medíocre” sim, por favor. À propósito, parece-me que o Sr é que é um preguiçoso já que não pode acordar cedo.

  7. Quem quiser continuar voando em Confins tudo bem … a opção estará lá para vocês … o que não podemos é ficar obrigados a voar somente em Confins, quando temos uma estrutura pronta de acesso mais fácil e rápido e que reduzirá o tempo de viagem para as capitais mais próximas pela metade ! O aeroporto precisa ter renda para pagar seus custos e também se modernizar. Quem vocês pensam que está pagando a conta de um aeroporto semi-fechado ?

  8. Pessoalmente, prezo primeiro pela LEGALIDADE. Antes da transferência de voos de PLU para CNF, o extinto DAC publicou a Portaria º 189/DGAC/2005, que restringia a operação na Pampulha a voos regionais em aeronaves de até 50 lugares. Eram tempos em que a autoridade aeronáutica detinha poder de controlar a capacidade e a oferta das empresas aéreas.

    Alguns meses depois a Lei nº 11.182/2005 (que criou a ANAC) determinou em seu art. 48, § 1º, que as empresas aéreas podem operar quaisquer linhas desde que atendidas três condições: 1) que haja prévio registro na ANAC, a quem compete autorizar horários de pousos e decolagens ; 2) que sejam atendidas as normas de prestação do serviço adequado expedidas pela ANAC (apenas regularidade e pontualidade); e 3) que haja capacidade no aeroporto. “Capacidade do aeroporto” entendida como as condições de um aeroporto de receber com segurança movimentos de aeronaves, passageiros e carga (ou seja, se há condições técnicas de pousar um B737, um A319 ou um E190, não cabe ao poder público dizer se é “conveniente ou não”, até pq quem tem competência para autorizar é a ANAC, não o Min. dos Transportes, Portos e Aviação Civil).

    A meu ver, a portaria do DAC já tinha de ter sido revogada quando da publicação da Lei nº 11.182/2005, por estar em claro conflito com a lei (que deve prevalecer). A ANAC resolveu revogar essa portaria por meio de sua Portaria ANAC nº 993/2007, que mantinha restrições muito parecidas. Só que aí essa Portaria era claramente ilegal, visto que em relação à 189 pelo menos havia a discussão de que precedia a lei (bobagem, na minha opinião). Resultado: em 2010, por meio da Decisão nº 49/2010, a Diretoria da ANAC resolveu ANULAR a Portaria nº 993/2007. Ora, ANULANDO essa Portaria, a Portaria nº 189/DGAC/2005 voltou a vigorar! E foi com base nisso que a ANAC manteve essa restrição.

    Quando se começou a discutir a possibilidade de voltarem os voos mais longos para PLU o Min. dos Transportes, por meio do Conselho de Aviação Civil (CONAC), resolveu publicar a Resolução nº 01/2017, justamente para dar uma interpretação distinta do que seria “capacidade do aeroporto”, como se esse conceito pudesse abarcar uma interpretação em que o Poder Público decide sobre o “interesse estratégico” de um aeroporto como forma de restringir sua operação. Não pode! Mas foi feito. Seguindo a orientação do CONAC (que na verdade não se reuniu para referendar a decisão de seu presidente, que é o Min. dos Transportes), o MTPA publicou a Portaria nº 376/2017 restringindo PLU. Ora, mas a competência de autorizar a operação de linhas aéreas é da ANAC; ela quem consulta órgãos e unidades responsáveis para definir se há “capacidade do aeroporto”. Como é que o MTPA poderia restringir as operações em PLU se não há previsão legal para isso??? Quem poderia é a ANAC, mas baseando-se apenas em aspectos TÉCNICOS! Se o avião desce no aeroporto seguindo as regras de segurança, a ANAC deve autorizar. Do contrário, não autoriza e pronto. Mas não dá pra vir com argumentos outros que não esse. Só que aí, por motivos vários, o MTPA resolveu revogar essa Portaria por meio da Portaria nº 911/2017. Uma portaria que não tem valor legal nenhum revogando outra que também não tinha, porque não é competência do MTPA tratar disso.

    E aí a discussão que tem que ser feita é: a Portaria nº 189/DGAC/2005, que durante muitos anos serviu para restringir PLU, é legal perante o art. 48, § 1º da Lei nº 11.182/2005? Minha opinião: não é. Então qualquer limitação de PLU que não seja técnica é ilegal!

    Podem não gostar da lei, mas é a lei.

  9. E insistem em falar de fila de check- in saindo pela porta da Pampulha…, tsk, tsk, tsk.
    Tomam de propósito como exemplo uma situação que não se repetirá mais, por uma simples e óbvia razão: o número de viagens programadas para Pampulha pela INFRAERO (que à propósito tem 49% de Confins) estará dentro de sua capacidade.
    Àquela época Pampulha foi vitima de um excesso de demanda, e até onde se saiba, Confins continuará existindo. Concorrência só beneficia o consumidor, que é a população de toda a cidade, que não pode ser sacrificada por uma minoria que luta por manter privilégios, posando de vítima.

  10. Belo Horizonte quer se comparar a Rio e São Paulo mas esquece que tem apenas 2.5 milhões de habitantes. Qualquer estudo sério aponta que a cidade não tem demanda para dois aeroportos. Com isso, Confins que é um aeroporto de padrão internacional, está seriamente ameaçado. Perderemos conexões, voos internacionais, e voltaremos a ser a roça com complexo de gente grande!

  11. A concessionária do aeroporto de Confins que se ferre? Simples assim? Realmente é melhor ficar com um aeroporto de 5a categoria e utilizar São Paulo de hub. Vôos intencionais para BH esqueçam. O grande consultor de mobilidade deve saber a distancia dos aeroportos de Paris, Londres, Nova York, Budapeste, Moscou, Roma, Santiago, etc do centro das suas respectivas cidades.

    1. À época da concessão (privatização) do Aeroporto de Confins o contrato que foi assinado não previa “reserva de mercado” para a BH Airport. Nunca existiu nenhuma impossibilidade contratual da retomada dos vôos em PLU.
      E à propósito, o maior aporte de investimento financeiro na reforma/modernização do Aeroporto de Confins saiu dos cofres públicos através da INFRAERO e de empréstimos do BNDES…

    2. Roma é longe, mas tem um trem direto. Santiago nem é tão longe assim. Já Paris, Londres e Nova York têm quantos aeroportos cada uma mesmo? Só Londres tem 5 aeroportos servindo a cidade concomitantemente, cada um com a sua vocação e todos (exceto Luton) com opções decentes de transporte público. Assim como Paris e Nova York, com cada aeroporto cumprindo uma função. E não, BH não tem a demanda destas grandes cidades, mas tem sim uma demanda de vôos executivos pela manhã e final do dia indo e vindo de Brasília, Rio e SP. Pq não ter 3 vôos vindo e 3 indo pela manhã cedo e fazendo o movimento inverso no final do dia? Qual a dificuldade, além do mimimi de quem se rasga de raiva de “executivos que pagam caro na passagem pra voarem pro centro das cidades”?

    3. Sra. Renata. Esta delirando. Releia as informacoes, Confins jamais sera ferrado! Quem esta SENDO FERRADO COMO DIZ A ILUSTRE E A MAIORIA DA POPULACAO DE BH q ANSEIA PELA REABERTURA DE PAMPULHA. Com relacao a sua preocupacao com Confins e um problema seu.

  12. Caro José Ribeiro, sou um leitor assíduo de seu blog e durante muitas vezes dei total razão às suas colocações mas desta vez sinto discordar totalmente desta colocação sobre o Aeroporto da Pampulha. Moro razoavelmente próximo do aeroporto PLU, utilizo o modal aéreo pelo menos umas duas vezes por mês, então seria um grande beneficiado por esta liberação, mas do ponto de vista econômico creio que isto está sendo um grande erro. A dinâmica de um aeroporto hoje em dia é muito mais que somente a questão de colocar aviões na pista, encher de passageiros e sair voando.
    Confins funciona como um hub de empresa importante no modal aéreo brasileiro e por esta facilitação logística, Confins oferece hoje uma série de opções de voos diretos e a um preço cada vez mais acessível para várias cidades do país. Quando esta demanda se tornar rachada e Confins perder passageiros muitas operações vão se tornar inviáveis e um terminal vai prejudicar o outro sensivelmente. Como um especialista em mobilidade urbana, esperava que sua opinião fosse voltada à criação de uma mobilidade com melhor custo benefício para Confins que poderia se tornar uma opção boa para quem utiliza um dos melhores aeroportos do país hoje em dia.
    E esta justificativa de que SP e RJ se utilizam de dois aeroportos é pura bobagem, é só comparar as populações de cada região metropolitana e as movimentações aéreas em cada aeroporto que chegarás a conclusão que dois aeroportos aqui em nossa região são por ora desnecessários. Deve-se olhar para a frente e o futuro agora é Confins, Pampulha teve um belo passado e só, pode se fazer um outro projeto no local enfim, aproveitar melhor o espaço, mas Aeroporto de primeiro mundo ali é impossível, qualquer pessoa com um pouquinho de bom senso vai entender isso.

  13. Blog tão ridículo quanto a infraestrutura do puxadinho da Pampulha. E a excelente ampliação feita em Confins vai pra onde? O novo terminal vai servir pra que??? Espero que você, que defende a volta da Pampulha, se lembre de levar o bote inflável em dias chuvosos.

  14. Com certeza o ilustre jornalista não mora perto do aeroporto da Pampulha, e deve ser da turma da ponte aérea da zona sul querendo maior comodidade. Antes da transferência para Confins, o barulho era infernal. Qual é o custo de se manter um “elefante branco” em Confins com o retorno dos voos para Pampulha? Será muito maior que essa continha que o ilustre faz. Gostaria de saber a quem interessa essa provável mudança agora? Está tudo muito estranho, principalmente depois de terem livrado o mandato temerário de nosso presidente.

  15. Que tal – nesta viagem nostálgica ao passado – voltarmos a utilizar o telégrafo e abolirmos a telefonia (móvel e fixa)?
    Podemos também exigir que os carros sejam no máximo da década de 50. BH vai ser uma cidade retrô !

  16. Só um comentário: “A decisão foi política e acertada, já que a questão técnica ficou para trás, há tempos.” E só por isso que cai viaduto, que tem essa crise econômica no pais… Deixar o técnico de lado e dar bola pra politico é igual ao Estado de Minas ceder espaço pra palpiteiro.

  17. Tem sempre o trouxa que é do contra. Se dizendo especialista por ter voado em mais de um aeroporto de SP e RJ e bla bla bla. E, como diz o Kalil, tratando a população de BH como idiota, achando que Pampulha ativado não vai render beneficios para a cidade. Os comentários abaixo ilustram perfeitamente o texto do blogueiro. Mineiros de visão míope, atrasada e excessivamente conservadores. Além de se acharem melhores que os outros por poderem pagar mais pra ir mais longe. Ridículos.

  18. Todas essas cidades que são as maiores dos seus países, possuem transporte público de qualidade ligando o centro da cidade com o aeroporto. O aeroporto de Confins é o mais longe da sua capital do país e não tem transporte público pra lá, cadê o metrô.

    Vocês parecem que são contra só para serem do contra. Deixa a população decidir. Dê opção a eles, que sejam executivos, pobres ou ricos. Quer ficar no aperto de PLU e alagado que vá. Quer gastar mais horas indo pra Confins do que no voo? Que vá por CNF!

  19. Colega jornalista José Aparecido, nesses poucos dias de anúncio já li bastante sobre a volta dos voos da Pampulha. Mas sempre a mesma coisa: um lado defendendo a volta e outro dizendo que vai ser ruim para o momento de crescimento de Confins. O que eu não vi até agora e acho que seria um divisor de águas pra que um lado “ganhe de vez” a opinião pública é uma abordagem com economista e gente do mercado da aviação comercial pra dizer se abrir a Pampulha pode ameaçar a grande oferta de voos (e de destinos inéditos) que Belo Horizonte passou a ter ao estabelecer este hub no Aeroporto de Confins. Em toda mudança, há perdas e ganhos. Acho que o que as pessoas precisam saber é se esta mudança vai voltar a fazer com que BH só tenha voos pra Rio, SP e Brasília e se os mineiros vão ter que voltar a voar fazendo conexão em outro terminal. Eu gostaria de ver a Pampulha ampliada e operando, como é em Congonhas e Santos Dumont. Isso já é possível HOJE sem ameaçar a grande conectividade atual de Confins? Ou seria mais adequado ampliar a Pampulha e, por enquanto, deixar tudo como está até que este terminal também esteja tão preparado para receber voos com conforto aos passageiros (e não os fazendo embarcar num canteiro de obras)? E, assim, nesse meio tempo Confins ganhar tempo pra consolidar o hub? Não estou afirmando, estou perguntando, acho que opiniões são válidas, mas especialistas em mercado aéreo podem ajudar a entender melhor a real situação. Obrigado. Abraço.

  20. Berlin teve um aeroporto na área central desativado em 2008 e transformado em um enorme parque para os cidadãos da cidade. Um novo aeroporto foi construído bem distante. Pensemos grande: Melhorar o acesso à Confins (Trem) e transformar a Pampulha num grande parque para os belo-horizontinos.

  21. Só quem acha que o Mineiro é otário em acreditar nesta conversa de que o aeroporto da Pampulha vai melhorar o transporte aéreo. Como podemos trocar uma dos aeroportos mais modernos por um da década de 50. Só pode ter interesses escusos que não levam em consideração a população de BH e região. Vai haver aumento de passagem com certeza. Temos que boicotar as empresas que irão operar na Pampulha.

  22. (só complementando o comentário anterior)
    recentemente, fiz reportagem sobre o setor aéreo e vi uma sensível melhora nos voos em Confins. Eu nunca vi BH com dois voos diretos e diários para Buenos Aires, um terceiro voo direto semanal pra Argentina, Tap estudando uma segunda frequência a Lisboa, terminal estudando um segundo voo para Europa, Copa com voos diários, voos domésticos diretos pra Porto Velho, Porto Alegre, São Luís, Belém, Cuiabá, Feira de Santana, Barreiras, Teixeira de Freitas e tantas outras cidades. Na minha reportagem, vi que o que sustenta muitos voos inéditos é a conectividade.
    BH tem uma localização ótima dentro do país. Será que a cidade poderia ter 2 Hubs? Pampulha e Confins? Se sim, seria ótimo.
    Acho pertinente avaliar também se, com um aeroporto zerado, gigante e tão confortável e bem avaliado (pelos PASSAGEIROS, o que realmente importa), é o momento de entupir a Pampulha da noite para o dia e levar pra lá o caos do aeroporto de Vitória. Isso é pertinente numa cidade com um aeroporto internacional novo e crescendo?
    Particularmente, eu gostaria de ver um projeto. E não um atendimento à voracidade das aéreas, que só querem o avião cheio e não dão a mesma importância às condições em que o passageiro embarca.
    Sugiro uma reportagem que questione a volta da Pampulha e, por que não, cobrar um plano antes? Projeto de ampliação, estudo de viabilidade de 2 aeroportos grandes em operação e a permissão dos voos quando este aeroporto estiver PRONTO, confortável, nível Confins pra receber as pessoas. Do jeito que está, ele não dá conforto. E, sinceramente, ficar embarcando em canteiro de obra, com um aeroporto novinho disponível, acho que é um retrocesso momentâneo.

  23. É voltar no tempo sim. É covardia comparar Pampulha com Santos Dumond ou Congonhas. Se BH é 5 vezes menor que São Paulo e 3 vezes menor que Rio de Janeiro, o aeroporto da Pampulha é no minimo 10 vezes mais acanhado que estes aeroportos centrais das cidades citadas. Gente é ridiculo a volta das grandes aeronaves para o acanhadíssimo e obsoleto aeroporto da Pampulha. O dia que descer um A380 ou 757 teria que interromper qualquer outra descida, já apenas 1 destes aviões lotaria todo o terminal. E o transito ali, como ficaria hein, genios? A fila de Taxis talvez chegue perto do Mineirão. Toda a bela e moderna megaestrutura de Confins se tornaria um gigantesco elefante branco. Todo o esforço para o crescimento do vetor Norte ficaria comprometido. Pessoal, prestem atenção, quando os aviões de grande porte foram transferidos para Confins (já alguns anos), a Pampulha já não estava mais suportando o crescente movimento. Hoje o movimento aumentou muito mais ainda. Querem colocar um gordo dentro de um terno de um magro. Vamos falar mais um pouquinho dos problemas: Com relação as esteiras de malas. A hora que os passageiros perceberam a demora para sua malas aparecerem nas esteiras obsoletas, vão lembrar como eram felizes em Confins. E o que se gastou na rodovia que liga a Confins e os Hoteis que foram construidos, os estacionamentos, as locadoras, os investimentos das empresas, as oficinas de aviões. Realmente BH pareceria uma roça para quem descesse na Pampulha vindo de Porto Alegre, Curitiba, Fortaleza, Salvador, Brasilia, Manaus, onde existem aeroportos muito mais descentes. Aliás as distancias dos aeroportos destas cidades até o centro são tambem grandes. Vamos voltar no tempo sim, quem sabe também não voltam os bondes, os Fuscas, os Fiats 147…

    1. A380???? Nem Confins tem capacidade para operar essa aeronave! Somente agora é que Guarulhos recebeu liberação para tal! Sem nem 747, A340, 777 tem operabilidade em Confins! De onde tu tirou isso??? Cada um que aparece!

  24. O brasil não é mesmo um país sério. Quem vai querer investir num país que não respeita o que foi acordado? E aí adeus investimentos, empregos….

  25. EU DISSE RECENTEMENTE NA INTERNET, PARABÉNS PELA TARDIA DECISÃO. AGORA, SE VOCÊ MORA NO ENTORNO DO AEROPORTO DA PAMPULHA, ESTÁ E SENTE-SE INCOMODADO, QUE MUDE IMEDIATAMENTE PARA OUTRO LUGAR QUALQUER PORQUE ANTES DE VOCÊ AÍ MORAR O AEROPORTO JÁ EXISTIA E TEM MAIS, VOCÊ É APENAS UM QUE RECLAMA E NÓS SOMOS CENTENAS DE MILHARES DE USUÁRIOS E QUE ESTAMOS FELIZES PELO RETORNO …

  26. O grau de insegurança jurídica no país chega a ser grosseiro. Durante o processo de elaboração das licitações para as concessões dos aeroportos do país, o Governo Federal contratou inúmeros estudos de previsão de demanda para determinar a magnitude dos investimentos a serem feitos. O estudo de CNF foi feito, tendo como produto a evolução anual do número de passageiros até o fim do período de concessão, considerando um cenário no qual CNF seria o único terminal a receber aeronaves acima de 100 passageiros na RMBH. Isso, além de determinar todos os investimentos e seus devidos prazos a serem cumpridos, gera uma expectativa de receita anual, o que é imprescindível para que qualquer empresa faça investimentos arrojados como fez a BH Airport (que em 3 anos de concessão, já desembolsou mais de R$1 bi com a construção do Terminal 2 e a modernização do Terminal 1, além do valor da outorga de R$1,8 bi, que vão, gradualmente, sendo pagos). De repente, com uma canetada de um presidente que negociava assuntos de interesse nacional de forma sórdida, em troca de votos para enterrar uma investigação contra si próprio, a regra do jogo muda. O Aeroporto da Pampulha é liberado, as previsões de demanda e receita são rasgadas. Quem, em sã consciência, sentiria-se confortável em submeter-se a esse ambiente de negócios? Sem contar o fato de que a Infraero (empresa do Governo Federal), que administra 100% do Aeroporto da Pampulha, é acionista de 49% de CNF. Isso não representaria um conflito de interesses? Em um momento é seu sócio, no outro te deixa a ver navios. Realmente não soa como algo vindo de um país sério.

    Basear-se em uma argumentação liberal para justificar a abertura da Pampulha é pura ingenuidade, neste caso. Sem dúvidas a concorrência é algo imprescíndivel para o bom funcionamento da economia, e deve ser estimulada. A questão é que não se trata de uma concorrência entre PLU e CNF em prol de um serviço melhor para os mineiros. A real concorrência é entre Belo Horizonte e os demais terminais no Brasil (VCP, BSB, REC, SSA…), que têm passado por melhorias (reformas, ampliações, modernizações, fruto das concessões) para se tornarem cada vez mais atrativos para investimentos diversos, atraindo companhias aéreas, voos nacionais e internacionais, consolidando-se como hub. Se não há uma demanda por passageiros suficiente para manter 2 aeroportos operando jatos de mais de 100 passageiros sem que se canibalizem (como não há, no cenário atual), a competição serve apenas para canibalizar a aviação em Belo Horizonte, prejudicando na concorrência com outras capitais. Liberar a Pampulha é a síntese do pensamento provinciano que o mineiro sempre teve.

    A concentração de voos em um terminal, com infra-estrutura de primeiro mundo; espaço para crescer; conforto; ótimo mix de pontos de venda para os passageiros; o torna atrativo para que companhias aéreas usem CNF como um centro de distribuição de voos entre capitais, interior e exterior (como a Azul faz hoje e a Gol já o fez, até o começo de 2016). Com isso, podemos esperar alta movimentação de passageiros, novos voos, melhoria constante na infra-estrutura (que por sinal, é ociosa: CNF deve fechar 2017 com aproximadamente 10,5 mi pax, tendo capacidade para 22 mi pax/ano), geração de empregos e receita, atração de investimentos, além de colocar BH em papel de protagonismo a nível nacional. Com a abertura dos voos na Pampulha e a fragmentação do fluxo, CNF perderá esse banco de conexões atual, que viabiliza voos para destinos que antes eram impensáveis. No médio prazo, isso representará cancelamento de voos, redução abrupta no número de destinos, fechamento de pontos de venda em CNF. PLU, no outro lado, com o Governo Federal quebrado, além do alto grau de impossibilidade técnica de se fazer grandes melhorias estruturais, continuará sem investimentos, com apenas 3 portões de embarque, apenas 2 lanchonetes, apenas 2 esteiras de bagagem, saguão acanhado (sujeito a alagamentos na ocorrência de chuva forte), ausência de pontes de embarque, filas de check-in saindo do terminal, estacionamento quase inexistente, além de todas as deficiências de infraestrutura urbana nas áreas em torno do aeroporto, que geram trânsito, e criam dificuldades de acesso e estacionamento para passageiros. Resumindo: teremos 2 aeroportos médios, com demanda reprimida, baixa conectividade, com serviços e conforto geral do passageiro extremamente comprometidos e alto grau de dependência de SP, RJ e BSB para se conectar ao restante do Brasil.

    Para ilustrar, em 2005, antes da transferência dos voos, BHZ (CNF+PLU) não tinha sequer 10 destinos, todos nacionais. Hoje são 46, sendo 5 internacionais. O movimento somado dos dois aeroportos pré transferência, teve seu auge em 2004, quando a soma dos pax de CNF+PLU foi de aproximadamente 3,5 mi pax; já no período após a transferência, esse número chegou a aproximadamente 12 milhões de pax em 2015, pré crise, com prognóstico de expansão agressiva nos próximos anos.

    Tanto se questiona hoje sobre o tempo de deslocamento até CNF, que é aproximadamente 30 minutos distante de PLU. Antes da transferência dos voos, não se ia para praticamente lugar algum no Brasil sem passar por SP, RJ, e BSB para fazer conexão, o que (ironicamente) tornava as viagens mais longas e cansativas.

    Considerando que CNF hoje é um terminal de alto nível, infra-estrutura invejável, planejamento até 2040 realizado com seriedade e profissionalismo, espaço enorme para futuras expansões (com a segunda pista na eminência de ser construída), o que realmente deveria estar em pauta é “Como viabilizar cada vez mais o acesso até Confins?” em vez de ressuscitar a Pampulha em momento tão inoportuno (com a crise econômica e a queda no fluxo de passageiros). Eventualmente, em algumas décadas, quando a concessão de CNF estiver em um estágio mais maduro, com movimentação anual consideravelmente maior que a atual e estiver consolidado como um hub, é interessante que se pense na Pampulha como um aeroporto complementar (desde que feitas as devidas adequações no terminal), de modo que ambos possam operar sem se prejudicar. Não adianta colocar o carro na frente dos bois, demanda não se inventa, todo trabalho sério leva tempo para ser consolidado. Qualquer coisa diferente disso seria gambiarra, e pode ceifar o futuro da aviação em BH. Esse é um momento muito importante na aviação brasileira: os aeroportos estão sendo substancialmente aprimorados com as concessões, a concorrência entre os novos terminais por mercado é uma realidade. Com a retomada do crescimento do país em alguns anos, muitas aeronaves chegarão, companhias estrangeiras virão e novas rotas serão criadas. A aviação crescerá muito, e os aeroportos que estiverem mais bem preparados e engajados para absorver esse crescimento se consolidarão na prateleira de cima do país, trazendo investimentos, desenvolvimento e visibilidade para as cidades e estados atendidos por eles. Essa especulação interminável sobre a volta dos voos à Pampulha só afasta os grandes investimentos em aviação de BH. A aviação envolve muito dinheiro e planejamento sério, ninguém pode se dar ao luxo de apostar em um futuro incerto, fruto dessa novela interminável. Resta saber se BH olhará para o futuro e se adequará para atrair todo o investimento e desenvolvimento que a aviação comercial pode proporcionar, ou se olhará para o passado, abraçará a Pampulha e jogará anos de trabalho e planejamento na sarjeta.

  27. Morei muito tempo em São Paulo e retornei a BH. Reativar PLU é o pior que se possa fazer. Porque não fazer dali um lindo parque com um kartódromo? Tem muita gente aqui que adora gambiarra e coisa remendada. Quando vim para BH e descemos em Pampulha, fiquei com vergonha dos meus amigos paulistas, eles riram tanto do aeroporto, ridículo, sem conforto, ultrapassado, parece um aeroportinho do interior… Rapaziada, estamos no século 21.

    1. Melhor resposta.

      Aquela área deveria ser parcelada e ocupada. Residencial, comercial. Um longo parque linear ao longo do Onça, com a sua recuperação. É uma área extremamente bem localiza, entre Antônio Carlos e Cristiano Machado. É SURREAL aprovarem essa reativação. Povo só anda pra trás, tá difícil.

  28. Toda mudança tem seus prós e contras. Não adianta, cada um terá uma visão diferente, com vantagens e desvantagens. Agora é fato que PLU não tem estrutura para receber uma carga excessiva de vôos da noite p dia, principalmente pela falta de estrutura dos terminais, estacionamento, alimentação, espaço físico, etc. Da mesma forma que Confins, precisa passar por um processo de modernização e ampliação, claro que em proporção menor. Mas para investir PLU precisa receber novos vôos, de preferência os mais procurados. Será que não poderiam iniciar com determinado número de vôos?! Escolherem os trechos mais procurados para dar a opção aos passageiros de embarcar por PLU e Confins?! Todos nós podemos ter emergências e precisarmos desembarcar rapidamente em SP ou RJ. Por exemplo, de início PLU poderia receber vôos de algumas capitais como Rio, São Paulo, Brasília, que são mais procurados. Com tempo o aeroporto pode se estruturar, ai sim, lá na frente a questão será reavaliada. E com isso Confins também não sofreria um impacto tão grande. Não adianta gerar emprego de um lado e demissão de outro. A ampliação de Confins foi enorme e cara, não podemos desprezar e prejudicar os profissionais que lá estão empregadas. Se tiverem boa vontade, tenho certeza que há uma maneira de achar um meio termo nisso ai. Tudo é questão de desprezar os interesses políticos, pessoais e priorizar o bom senso. Com isso não precisa estender e complicar muito esta discussão.

  29. Toda mudança tem seus prós e contras. Não adianta, cada um terá uma visão diferente, com vantagens e desvantagens. Agora é fato que PLU não tem estrutura para receber uma carga excessiva de vôos da noite p dia, principalmente pela falta de estrutura dos terminais, estacionamento, alimentação, espaço físico, etc. Da mesma forma que Confins, precisa passar por um processo de modernização e ampliação, claro que em proporção menor. Mas para investir PLU precisa receber novos vôos, de preferência os mais procurados. Será que não poderiam iniciar com determinado número de vôos?! Escolherem os trechos mais procurados para dar a opção aos passageiros de embarcar por PLU e Confins?! Todos nós podemos ter emergências e precisarmos desembarcar rapidamente em SP ou RJ. Por exemplo, de início PLU poderia receber vôos de algumas capitais como Rio, São Paulo, Brasília, que são mais procurados. Com tempo o aeroporto pode se estruturar, ai sim, lá na frente a questão será reavaliada. E com isso Confins também não sofreria um impacto tão grande. Não adianta gerar emprego de um lado e demissão de outro. A ampliação de Confins foi enorme e cara, não podemos desprezar e prejudicar os profissionais que lá estão empregadas. Se tiverem boa vontade, tenho certeza que há uma maneira de achar um meio termo nisso ai. Tudo é questão de desprezar os interesses políticos, pessoais e priorizar o bom senso. Com isso não precisa estender e complicar muito esta discussão.

  30. O Monopólio de Confins só interessa uma meia dúzia de empresários que exploram comercialmente aquela região em detrimento de milhões de pessoas que necessitam de rapidez para desenvolverem as suas atividades ou mesmo usufruir do merecido lazer. E o pior patrocionado por uma minoria de políticos arcaicos e decadentes que fazem de tudo para sustentar este monopólio.

  31. Tantos comentários, tantos especialistas palpitando, cada um mais entendido que o outro, mas ninguém tem esse empenho para falar sobre: BR-381, Anel Rodoviário, Metrô! Por isso é que BH e Minas vivem a margem do país!

  32. Afinal, quem tem medo da Pampulha?
    Deixem a população que usa aviões decidir!
    A concorrência beneficia o passageiro, que ganha o direito da opção.
    E vai decidir não porque GOSTA mais de um aeroporto, como gosta de seu time de futebol, e sim pelo que lhe for mais conveniente. Se tiver um compromisso às 8 horas da manhã em SP vai possivelmente preferir Pampulha, porque não precisará acordar às 5 da madrugada. E seguramente levará em conta na sua decisão o preço da passagem, que com certeza será mais cara , e também o deslocamento até o aeroporto.
    Se o voo for para Fortaleza a passeio, o critério de escolha pode ser outro: vai optar pelo que lhe seja mais interessante em custo, em número de conexões, etc.
    Repito: vamos deixar de ser passionais: isso aqui não é futebol! É conveniência de momento do passageiro.

  33. Eu acho que o caminho está no meio termo. Coloque-se três chegadas e três partidas de manhã e três chegadas e três partidas à noite para Rio, São Paulo e Brasília. O resto do tempo, se alguma empresa quiser, deveria ser usado para aviação regional. Pronto. Atenderia quem quer se deslocar menos (pagando por isso, obviamente, uma passagem de avião mais cara em razão da menor oferta), mas tendo o poder de escolha, de saber o que lhe é mais conveniente. Acho que se for assim, a estrutura do aeroporto atende e também não prejudica Confins.

  34. Quero apenas parabenizá-lo pela matéria publicada no site UAI sobre o aeroporto da Pampulha.
    Sou de BH e moro em outro estado há 3 anos. Recentemente fui “obrigado”a terminar um namoro de 4 anos em razão do cansaço exaustivo pelo deslocamento constante que fazia entre esse outro estado e BH por Confins.
    Sou Procurador e atuo na área de Direito Urbanístico e Ambiental. Após terminar de ler a matéria, logo percebi que se tratava de um especialista na área, já que atua no SOS Mobilidade Urbana. Precisamos simplificar e Confins vai exatamente na contramão disso. Quem puder dispender um valor (provavelmente) maior para ir e voltar pela PLU, que o faça. Agora, obrigar que tenhamos que nos levantar 3h antes de um vôo em razão do deslocamento é demais.

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