Zona de recuperação de energia. Manja?

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A.C.O./divulgação

Novos tempos no automobilismo. Se as zonas de ativação do DRS, a asa traseira móvel, já fazem parte do vocabulário moderno das pistas (na F-1), a chegada dos sistemas de recuperação de energia às provas de longa duração trouxe desafios no mínimo insólitos. Caso o leitor não se lembre, as 24h de Le Mans deste ano serão marcadas pelo duelo entre o Audi R18 e-Tron Quattro e o Toyota TS030, ambos com volantes de inércia capazes de acumular o calor dissipado nas frenagens, convertê-lo em potência extra e devolvê-lo às rodas. No caso da máquina alemã, o eixo escolhido foi o dianteiro, o que a converte, ainda que por momentos, num 4×4 (daí o sobrenome pomposo e tradicional). Os japoneses preferiram mandar mais força às rodas traseiras mesmo.

Pois domingo será dia de treinos extraoficiais nos mais de 13 quilômetros do circuito completo da Sarthe (que inclui trechos de estrada) e o Automobile Club d’Ouest (ACO), organizador da maratona e do Mundial de Endurance resolveu criar regras para disciplinar os híbridos. Imaginava-se que, a exemplo do que ocorre na F-1, o KERS versão endurance pudesse se recarregar em toda e qualquer freada. Não será bem assim. O calor dos freios só poderá ser acumulado nos pontos identificados da foto. Sim, são as freadas mais fortes da pista, com certeza, mas a decisão obrigará os times a mexer em seus equipamentos, o que poderá ter efeitos na corrida. É esperar para ver. Ademais, só por curiosidade, entre os inscritos para os treinos (não para a corrida, já que o foco de ambos está em 2013), estão o octacampeão mundial de rali Sebastien Loeb e o goleiro campeão do mundo com a França na Copa de 1998, Fabien Barthez.

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