VALE PELA TENTATIVA, AINDA QUE NÃO VÁ FUNCIONAR

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Reunião do Conselho Mundial da FIA, Pirelli escolhida como fornecedora de pneus pelos próximos três anos, volta da regra dos 107% (na teoria, porque na prática vai ser complicado tirar cinco, seis carros do grid a cada GP, se as novatas não melhorarem em 2011) e… mais uma proposta para favorecer as ultrapassagens. A enésima: a partir da próxima temporada os carros contarão com asas traseiras móveis, acionadas quando o piloto estiver a menos de um segundo do adversário, nas retas. Com isso, será possível ganhar 15, 20 quilômetros por hora e, teoricamente, favorecer as brigas por posição.

Sinceramente? Vale pela tentativa, mas não dará certo. Primeiro de tudo: será mais uma traquitana, mais um dispositivo, um botãozinho, como se os pilotos já não tivessem inúmeros para dar conta. Segundo, toda iniciativa recente com o mesmo objetivo não trouxe o efeito esperado. Senão vejamos: fim dos apêndices aerodinâmicos, retorno dos pneus slicks, aumento da largura dos carros, diminuição da largura dos pneus dianteiros, asas dianteiras móveis, adoção do Kers, que por sinal vai retornar. Por falta de ideia não é. Só que com o nível atual de segurança das pistas, o equilíbrio entre os motores e as estratégias Ctrl C/Ctrl V das equipes (uma igualzinha à outra, exceção feita ao Canadá), o mais rápido larga e termina na frente, e assim por diante. Como as máquinas estão cada vez mais próximas em desempenho, mesmo a ajuda da aerodinâmica não será o suficiente. Enfim…

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