OLHA O VILLENEUVE AÍ DE NOVO…

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Goste-se dele ou não, Jacques Villeneuve é um personagem que não passa despercebido. Muita gente considera uma heresia o fato de que ele conquistou o título mundial que o pai, Gilles, não conseguiu, mas é indiscutível o talento de alguém que soube aproveitar as oportunidades, venceu em todas as categorias que disputou e ajudou a F-1 a sair do marasmo. Afinal, acessível nas entrevistas, o canadense sempre disse o que pensava, coisa cada vez mais rara numa categoria em que tantos interesses se sobrepõem. Saiu do circo quase pela porta dos fundos, mas merece um lugar numa categoria de ponta. Só não paga para correr, no que está muito certo. Me lembro de um GP de Miami da F-Indy, em 1997, quando, de repente, passou um baixinho de camiseta, bermuda e chinelo. Outro jornalista comentou: “puxa, é a cara do Jacques Villeneuve”. Era o próprio.

Pois Jacques tem corrido esporadicamente, enquanto administra o restaurante que abriu em Montreal (que tem o nome de Newtown, ou Villeneuve, que quer dizer nova cidade, em inglês). Além disso, gravou um CD, uma história que já contei. Mas não desiste, com razão, de acelerar. No fim de semana, voltou a disputar uma etapa da Nascar Nationwide (a categoria de suporte à Sprint Cup), no misto de Road America, pista que conhecia dos tempos da Indy. Largou em segundo, brigou longamente com Carl Edwards, estrela da categoria, e só deu adeus ao bom resultado por um problema no alternador. Mas, como costumam dizer nos países de língua inglesa, segue “alive and kicking” (vivo e chutando). Para a alegria dos fãs do automobilismo.

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