O VOLANTE SERVE ATÉ PARA VIRAR O CARRO

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O volante de um carro de Fórmula 1 serve para inúmeras coisas, inclusive para virá-lo. Parece inacreditável, mas, basta lembrar como eram os modelos dos tempos de “19…. e Ayrton Senna”, para não ir muito longe – dois pequenos botões para o rádio e a água, e nada mais – e comparar com peças que hoje, além de não serem mais redondas (ou não caberiam no cockpit), custam verdadeiras fortunas e mais parecem consoles de videogames, tamanha a quantidade de botões.

Pois um piloto, e não um qualquer, deu o grito, e deixou claro que não se sente nada confortável tendo que operar tamanha traquitana eletrônica. Fernando Alonso pediu, à Ferrari, que o volante de seu carro fosse simplificado ao máximo. Depois de muito quebrar a cabeça, os técnicos de Maranello não conseguiram menos de 20 botões, e o projetista Aldo Costa resolveu criticar o regulamento, que acrescentou novidades como a volta do Kers e a asa traseira móvel.

Será que o problema está aí ou na quantidade de regulagens que podem ser feitas por meio da botoeira? O piloto regula a mistura ar/combustível, a sensibilidade da embreagem para a largada, o regime de giros do motor, a distribuição da frenagem entre as rodas dianteiras e traseiras, o funcionamento do diferencial, sem contar o acionamento do limitador de velocidade ou da luz traseira para corridas na chuva. Basta impedir mudanças em vários desses parâmetros e fazer as feras se virarem com o que têm. Tira-se metade dos botões e a coisa fica bem mais emocionante – até que provem o contrário, o melhor deve ser quem sabe usar as mãos para virar o volante e os pés para o balé acelerador/freio, não quem sabe apertar mais botões na hora certa.

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