Grid definido pela galera

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Já dediquei vários posts ao TCR – não o autorama que quem é do meu tempo é capaz de se lembrar – mas a série alternativa de turismo idealizada por Marcello Lotti, o mesmo que “criou” o WTCC para ter o tapete puxado pela Eurosport, emissora que detém os direitos da competição. Começando pela série internacional, que é a mais importante; o conceito, que é de reunir modelos vendidos a quem se interessar pelos departamentos de competição de Seat, VW, Honda e Opel (Subaru e Alfa Romeo participam de forma privada); e as várias séries nacionais e regionais surgidas do mesmo regulamento – Ásia, Alemanha, Itália, Portugal e Benelux (Bélgica/Holanda/Luxemburgo).

Pois é da última que vem o assunto para mais um post da categoria. A TCR International Series tem lá seu regulamento desportivo, mas os demais campeonatos podem inovar em termos de número de corridas por etapa, participação de duplas num só carro, duração das provas, entre outros aspectos. Pois a turma da terra das cervejas, das batatas fritas e dos moinhos de vento resolveu inventar moda. O campeonato da região começou semana passada, em Spa-Francorchamps, e prevê cinco corridas a cada fim de semana, a primeira delas de qualificação, no formato endurance, com troca de piloto.

Até aí nada demais, você há de dizer. Só que… a definição do grid para esta primeira prova nada tem a ver com cronômetro, tempo de volta ou coisa parecida. Prevalece o voto do internauta, num aplicativo do campeonato no Facebook. Que, em Spa, premiou Stephane Lemeret e Tiago Monteiro (ele mesmo, o português que foi pódio no GP dos EUA de 2005, com a Jordan e tem Vagaroso como o sobrenome do meio). Olha que tinha bastante gente boa inscrita, como Tom Coronel, Alexis van de Poele (filho de Marc) e Vincent Radermecker. A parceria da Honda aproveitou bem a deixa e recebeu a bandeirada na frente, o que valeu alguns pontos mas, principalmente, a pole para o primeiro dos quatro sprints. Fico pensando como seria se a moda pegasse e os pilotos fossem obrigados a se desdobrar nas redes sociais para angariar fãs, além de todo o trabalho que já têm, ou no caso daqueles em que não há extremo, são amados ou odiados. Até vale pelo inusitado, mas só enquanto não interferir no andamento das provas e falsear a realidade da pista. Ainda acho que tem modos melhores de brincar com o espetáculo e embaralhar um pouquinho as cartas, o que não faz tão mal assim…

TCR

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