ESSA HISTÓRIA PROMETE…

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Junte um cineasta talentoso, um argumento interessante envolvendo o automobilismo e o resultado promete ser um filmaço, na linha daqueles que deixaram saudades, como Le Mans, Winning (500 Milhas) ou Grand Prix, realizações da década de 1960, capazes de mostrar com grande dose de realismo e dramaticidade um período fantástico do esporte.

Pois eis que os irmãos Ridley (de Blade Runner, para não me alongar nos exemplos) e Tony Scott estão começando a adaptação, para as telas, do livro “Shelby : The Man, The Cars, The Legend”, de Wallace Wyss. Que tem, como personagem principal, o norte-americano Carrol Shelby, o menino que, com um problema cardíaco, passou boa parte da infância na cama, de onde saiu para se transformar numa lenda (felizmente) viva do esporte motor. O que dizer de alguém que foi instrutor de voo na Segunda Guerra e, mais tarde, atravessou o Atlântico para vencer as 24h de Le Mans de 1957, ao lado do britânico Roy Salvadori, numa Aston Martin, além de largar em oito GPs de F-1?

E que, ao ser forçado a abandonar as pistas, mais uma vez por problemas de saúde, criou uma fábrica que criaria ícones sobre quatro rodas, como o Shelby Cobra, o Daytona e a versão especial do Mustang, além de desenvolver, para a Ford, o GT40, que pôs fim à hegemonia da Ferrari nas 24 horas mais famosas do planeta?

Bom, o filme não será apenas sobre Shelby mas sobre “um grupo de rapazes vindos de vários países movidos pelo risco e pelo gosto da velocidade”. Melhor deixar para que o próprio Ridley explique o que moveu a iniciativa. “Cresci no Norte da Inglaterra numa época em que Stirling Moss era um herói. Todos queríamos ser pilotos de corridas. É um projeto cheio de significado contar a história desses homens emblemáticos que arriscaram tudo para ganhar Le Mans”. É ou não é para esperar um clássico?

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