E ENTÃO…

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Terminada a cerimônia, marcada pelo bom humor e pela descontração, fica claro, até mesmo nas palavras dos projetistas Aldo Costa e Nikolas Tombazis que a Ferrari F150 só foi mostrada tão em detalhes porque vai mudar muito até o GP do Barein. Costa, o principal pai da criança, falou abertamente que as asas dianteira e traseira não serão essas, e que muita coisa ainda está, ou em desenvolvimento, ou guardada dos olhos indiscretos da concorrência.

Scuderia Ferrari/divulgação

E o que dá para concluir numa primeira olhada? As formas da F150 são bem mais quadradas que as das antecessoras, especialmente no bico e nas laterais (os “pontoni”, como se diz na língua do time de Maranello). Em boa parte devido às regras mais rígidas para a proteção do piloto na dianteira; em boa parte devido à volta das baterias do Kers. Que o difusor duplo não existe mais nem precisava dizer, mas a saída dos escapamentos segue próxima ao assoalho, tentando criar, dentro do possível, maior pressão aerodinâmica no assoalho. Curioso é que a entrada de ar para o V8 ganhou formas arredondadas, que lembram as da McLaren (pode ser influência de Pat Fry, que sequer subiu ao palco ou teve o nome citado), e o conduto que leva o oxigênio ao motor foi alongado.

A carroceria perde, ao menos por enquanto, aquela protuberância que levava o ar até a asa traseira – o F-Duct foi banido, é verdade, mas a peça também tinha função de aumentar a estabilidade, especialmente nas curvas. Se as linhas permanecerão limpas como na apresentação ou se é apenas para despistar, logo se saberá. O bico está bem mais alto e fica clara a preocupação em direcionar o ar corretamente na parte dianteira da máquina. Que ficou bonito, ficou, embora o próprio comendador Enzo Ferrari fizesse questão de dizer que carro bonito é o que vence corridas. A bandeira da Itália aparece em destaque na parte posterior da asa traseira mas, tanto quanto um toque patriótico (a máquina celebra os 150 anos da unificação política do país da bota), foi uma forma de disfarçar a saída de um patrocinador importante, a compania aérea Ettihad, do Catar. Só os testes e o andar da temporada vão dizer se, como costumam apregoar os italianos, o bom dia se vê já pela manhã…

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