Devagar com o andor…

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Tenho acompanhado alguns grupos de discussão sobre a Fórmula 1 nas redes sociais e me chamou a atenção como tem gente querendo tirar conclusões dos resultados dos quatro dias de uma das sessões de treinos coletivos mais atípicas e estranhas da história recente da categoria. Gente que fica tentando interpretar tempos de volta ou ficar presa à realidade rasteira dos fatos, como se o fato (perdão pela redundância) de Felipe Massa ter sido superior a Fernando Alonso nos dois dias em que andou em Jerez dissesse alguma coisa. Ou, por outro lado, quem se apressa em tirar o mérito do brasileiro e do que fez ontem e hoje.

Antes de mais nada, os tempos só refletem quem conseguiu, ou não, ter um conjunto adequado às várias mudanças de regra, a maior delas no coração das máquinas, com as “Engine Units” substituindo os motores. Mercedes e Ferrari saíram na frente em termos dos propulsores, enquanto Williams, Ferrari, McLaren e Mercedes terão menos trabalho que as rivais até os treinos do Barein. E nem estamos falando ainda do consumo: andar rápido é relativamente fácil, o problema é encarar os 300 quilômetros de um GP com 100 quilos de gasolina no tanque, o que ainda não se sabe quem conseguirá. Simulações de corrida são, por enquanto, um sonho distante.

Por outro lado, não dá para ignorar a rapidez de adaptação de Massa ao ambiente da Williams, depois de uma vida com o Cavallino no macacão (pela Sauber ou pela Ferrari). E a sensação de que ele está a vontade num conjunto com menos potência, mais botões e a necessidade de maior inteligência ao gerir o carro é mais que positiva sim. Se será suficiente para levá-lo ao pódio, ou o lugar do time de Grove este ano será o que vinha sendo é cedo para dizer. Eu sou obrigado a discordar de Bernie Ecclestone quando fala que a nova F-1 é uma farsa. Basta ver a quantidade de novidades que os times desenvolveram para manter a pressão aerodinâmica e driblar as proibições das regras 2014, a principal delas a suspensão traseira carenada (e com elementos verticais) da McLaren. É cedo para tirar conclusões, mas tá ficando bom. E até o ronco é interessante, diferentemente do que Mr. E pensa…

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