Automobilismo japonês: quem é o exótico? (parte II)

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           Crédito: Super GT Series/divulgação

Prestou atenção nas fotos? Esta é mais uma característica do automobilismo japonês, especialmente depois dos tempos de crise que tiraram uma legião de fãs dos autódromos – não por acaso, um período que coincidiu com a perda de Ayrton Senna, verdadeiro mito na terra do Sol Nascente. Séries como o campeonato do Grupo C (protótipos) desapareceram, outras viram os grids encolher; a atração de jovens europeus e brasileiros de talento com salários tentadores (foi assim com Tom Kristensen, Ralf Schumacher, Michael Krumm, Pedro de la Rosa, Benoit Trèluyer, entre vários outros) diminuiu junto, mas continua sendo um panorama único, por conta da importância da competição para as montadoras locais. Não sem motivo, hoje o Japão é o único país com um campeonato nacional de monopostos com 550cv – e os novos carros da Super Formula (ex-Fórmula Nippon), desenhados pela Dallara, são de cair o queixo.

Pois voltando às fotos acima, trata-se de mais uma atração das provas do Super GT. Imagine você a chance de acompanhar a passagem dos carros a uma certa velocidade, de dentro da pista, percorrer o traçado e ter uma ideia razoável do que é acelerar máquinas assim… Os organizadores japoneses pensaram, e oferecem a atração ao público durante as voltas de alinhamento dos carros. Prato cheio para milhões de fotografias (que os nipônicos são especialistas) e vídeos. E mais uma prova de que é bom oferecer mais do que “apenas” as corridas para atrair fãs. Pode ser com voltas de ônibus, com sessões de autógrafos, apresentações nos grandes centros. Pode soar exótico, mas é, na verdade, bastante inteligente…

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