A nova onda de Nelsinho…

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Os caminhos dos herdeiros da família Piquet têm algo de diferente e interessante, considerando que Nelsinho conseguiu chegar à F-1, se desiludiu e acabou engolido pelo circo; depois optou pelos EUA; enquanto Pedro, irmão mais novo, encara a F-3, não mais na equipe paterna, mas dá pinta de que quer seguir trajetória semelhante – e nem vamos considerar os casos de Laszlo, que preferiu acelerar sobre duas rodas, disputando provas de Supermoto; ou Geraldo, que estreou diretamente na F-Truck.

       Red Bull GRC/divulgação

Enfim, o importante é que cada um se divirta e ganhe a vida onde preferir, e tanto melhor se a tradição do sobrenome seguir em alta, como é sempre bom ver. Pois o assunto deste post é justamente Nelsinho, e a nova orientação de sua carreira, depois da passagem mais que razoável pela Nascar. Acontece que a Stock Car norte-americana é extremamente hostil aos estrangeiros, a não ser que eles tenham um passado esportivo nos EUA – talvez por isso nomes como Christian Fittipaldi, Juan-Pablo Montoya ou Marcus Ambrose tenham conseguido se estabelecer, enquanto outros como Max Papis vivam numa gangorra – são chamados para acelerar nos mistos, ajudam a acertar os carros nos treinos mas, temporada completa que é bom, nada. Se dependesse do espírito reinante na categoria, lugar de gringo seria na Camping World Truck Series (como Nelsinho, Räikkönen, Karthikeyan e Villeneuve bem mostraram), no máximo na Nationwide Series.

Pois eis que o filho do grande Nelson resolveu, ao menos por enquanto, deixar de lado o sonho de se tornar piloto da Sprint Cup, e encontrou um nicho numa categoria incomum para alguém formado no asfalto: depois das primeiras experiências ano passado, resolveu se dedicar de cabeça ao Global Rallycross Championship, o Norte-Americano da modalidade que começou em Barbados (sim…), e no qual ele conseguiu uma animadora quarta posição, com o Ford Fiesta ST da equipe SH Racing. Tudo bem que o formato das provas do esporte nos EUA não me agrada tanto (tem saltos, obstáculos artificiais e um quê de gincana), mas eis que ele surpreende novamente e decide encarar os melhores do mundo na etapa inglesa do Mundial, domingo, em Lydden Hill, na categoria RX Lites. Aí é Rallycross de verdade, com nada menos que 35 Supercars inscritos em busca de um dos seis lugares na grande final. E por mais que muita gente jogue pedra, é sim uma alternativa e tanto, basta ver o nível das competições. Tomara que se dê bem e passe a disputar toda a temporada entre os Supercars, se não este ano, em 2015…

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