Dr. Responde: Fertilização in vitro

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“Como funciona a fertilização in vitro?”

Foto: Shutterstock

A Fertilização in vitro (FIV) é uma das técnicas mais conhecidas da reprodução assistida. Desde o nascimento do primeiro bebê de proveta no mundo, há quase 40 anos, muito se fala sobre o procedimento, mas é preciso desmistificar alguns pontos. Vamos lá!

– Como funciona?
Indução da ovulação: A mulher recebe uma dosagem de diferentes hormônios. Eles estimulam o crescimento de vários folículos – que contém um óvulo em seu interior -, impedem a ovulação (rompimento dos folículos) e induzem o amadurecimento dos óvulos. Assim, haverá uma maior disponibilidade de óvulos para inseminação e posterior fertilização, aumentando o número de embriões. Isso permite uma melhor seleção para transferência e congelamento, além de potencializar, consequentemente, as taxas de gestação por ciclo e acumulada.

Acompanhamento: O acompanhamento do crescimento dos folículos é feito por meio de ultrassom seriado e por exames de dosagem de hormônios no sangue. As doses hormonais administradas são adequadas de acordo com a resposta dos ovários, analisadas por meio desses exames.

Aspiração: Quando os folículos atingem o tamanho adequado, é realizada a aspiração (punção) para coleta dos óvulos. Esses são identificados em microscópio e classificados de acordo com o grau de maturidade.

Coleta do sêmen: O sêmen é colhido no mesmo dia dos óvulos, por meio de masturbação ou da punção do epidídimo e, se necessário, do testículo, dependendo de cada caso.

Inseminação: Os espermatozóides são colocados um a um dentro de cada óvulo, por meio de uma injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI).

Fertilização: No dia seguinte, os óvulos são examinados para se confirmar se houve uma fertilização normal dos óvulos inseminados (injetados por ICSI).

Avaliação: Os embriões são avaliados por 2 a 5 dias até serem transferidos para o útero materno. Essa avaliação permite selecionar aqueles com a maior capacidade de se implantar (fixar) e desenvolver uma gravidez.

Transferência: A transferência dos embriões para o útero acontece por meio de um procedimento não invasivo. Os embriões são transportados, por meio de um cateter muito fino e delicado, através do colo do útero. Como a transferência é um processo direto, espera-se obter uma maior chance de gravidez. Não há necessidade de cortes, anestesia ou internação médica. A paciente é liberada no mesmo dia.

– Taxas de gravidez
A taxa de gestação está diretamente relacionada à qualidade dos embriões, à idade materna, à causa da infertilidade e ao número de embriões transferidos. Em mulheres com idades de até 36 anos, a chance pode chegar a 50% por ciclo de tratamento.

– Gestação múltipla
A transferência de um número excessivo de embriões poderá determinar um aumento no risco de gestação múltipla, sem que haja um aumento na chance de gravidez. Desta forma, o número ideal de embriões deverá ser adequado à idade da paciente e aos resultados de cada centro. Em mulheres mais jovens, com boas condições de saúde, a indicação é implantar dois embriões por tentativa. Enquanto em mulheres com idade superior a 36 anos, o recomendado é implantar três embriões, pois assim aumentam as chances de obter sucesso, sem aumento o risco de múltiplos.

– Acesso à FIV
A técnica vem se tornando cada vez mais popular. Com o avanço dos estudos e a quebra de alguns preconceitos que envolviam o tema, o número de indicações clínicas tem crescido e as pessoas têm buscado esta opção, quando apresentam alguma dificuldade de engravidar. Outra vantagem é a relação investimento X taxa de gravidez, já que essa técnica tem um bom índice de sucesso.

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