Amamentação é possível em casos de barriga solidária

Publicado em Dicas, fertilização, FIV

Há 18 anos, o Brasil e diversos países comemoram a Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM) entre os dias 1º e 7 de agosto, com ações de conscientização sobre o tema. Recentemente, o Congresso Nacional sancionou uma lei que instituiu o Agosto Dourado: o mês do aleitamento materno. O objetivo é dar mais visibilidade à importância da amamentação para o desenvolvimento infantil saudável. É uma oportunidade para reforçar que é possível amamentar após uma gravidez solidária.

Mães que não engravidaram e tiveram seus bebês com auxílio da reprodução assistida podem amamentar

Não restam dúvidas dos inúmeros benefícios do aleitamento materno nos primeiros meses de vida de um bebê. Esses benefícios são igualmente importantes para os bebês que são adotados ou que nasceram de uma barriga solidária. Muitos casais que não conseguem ter filhos da forma tradicional, procuram ajuda da medicina reprodutiva para realizar o desejo de serem pais.

Nos casos em que o casal tem algum obstáculo que os impede de engravidar, a reprodução assistida é a indicação. Se o problema de fertilidade for por ausência de útero, o casal vai precisar de uma outra mulher para ser a “barriga solidária”. Nesse caso, realiza-se uma fertilização in vitro com os óvulos da paciente e sêmen do pai. Após a fecundação, os embriões formados serão transferidos para o útero da outra mulher, que será a barriga solidária.

Após o nascimento, para continuar os cuidados com a saúde do bebê, a mãe que não engravidou tem a possibilidade de amamentar por meio da técnica de relactação ou lactação induzida. Os bebês devem ser estimulados a realizar as sucções na mama. A princípio, é usado leite artificial durante a técnica, até que a mulher passe a produzir seu próprio leite e o bebê faça as sucções sem precisar desse estímulo.
Como é feito o procedimento

Uma ponta de uma sonda é fixada na região areolar da mãe. A outra extremidade da sonda fica dentro de um recipiente contendo o leite. O bebê é posicionado na mama, de forma que abocanhe a região areolar e a sonda. A sonda funcionará como um “canudinho”. À medida que o bebê sugar a mama, ele receberá o leite que está no recipiente. O bebê fará a sucção que estimulará a produção de leite pela mãe. Com o tempo, a produção de leite da mãe será suficiente para que o bebê consiga se alimentar . Assim, ele não precisará mais da sonda para manter a sucção. Este método, associado a medicamentos específicos para estimular a produção de leite, podem funcionar em alguns casos.

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