Skip to main content
 -
Graduação em Medicina na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Membro Titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – SBOT , Membro Titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia Pediatrica – SBOP, Advanced Trauma Life Support – ATLS, Ortopedista Pediátrico Assistente da Rede Mater Dei de Saúde - BH/MG. Primeiro vereador Suplente na Câmara Municipal de Belo Horizonte pelo Partido Novo (4.541 votos). Pré-Candidato a Deputado Federal em 2018

SUS: do sonho ao pesadelo!

Surgiu na Assembleia Constituinte de 1987/1988 um sonho. Esse sonho se chamava SUS: Sistema Único de Saúde! Baseado no sistema de saúde britânico, atualmente também em crise, foi construído em cima de três pilares de universalidade, equidade e integralidade.

Universalidade: a saúde é um direito de cidadania de todas as pessoas e cabe ao Estado assegurar este direito, sendo que o acesso às ações e serviços deve ser garantido a todas as pessoas, independentemente de sexo, raça, ocupação, ou outras características sociais ou pessoais.

Equidade: o objetivo desse princípio é diminuir desigualdades. Apesar de todas as pessoas possuírem direito aos serviços, as pessoas não são iguais e, por isso, têm necessidades distintas. Em outras palavras, equidade significa tratar desigualmente os desiguais, investindo mais onde a carência é maior.

Integralidade: este princípio considera as pessoas como um todo, atendendo a todas as suas necessidades. Para isso, é importante a integração de ações, incluindo a promoção da saúde, a prevenção de doenças, o tratamento e a reabilitação. Juntamente, o princípio de integralidade pressupõe a articulação da saúde com outras políticas públicas, para assegurar uma atuação intersetorial entre as diferentes áreas que tenham repercussão na saúde e qualidade de vida dos indivíduos.

Com o passar dos anos, o SONHO se transformou em um grande pesadelo. O ESTADO enfim mostrou seu poder de Midas a avessa. Corrupto, conseguiu DESTRUIR tudo. Ou quase tudo, salvo raríssimas exceções. Com mais um exemplo de péssima gestão administrativa e financeira, começamos a observar uma insatisfação crescente na população. Principalmente nos menos favorecidos que são dependentes do “almoço grátis” mas indigesto. Infraestrutura sucateada. Profissionais da saúde desmotivados, mal remunerados e desamparados. Filas infindáveis. Prazo de atendimento absurdo. Sofrimento desnecessário. Mortes inaceitáveis.

Um país continental não entendeu o erro crasso de centralizar atendimentos nas grandes cidades. Estrutura e profissionais se aglomerando e disputando oportunidades nas capitais enquanto o interior, a míngua, sofre pela ausência. Pacientes graves precisando transcorrer milhares de quilômetros para tentarem salvar suas próprias vidas. Abro aspas para acentuar a gravidade do problema levando em consideração as péssimas condições das estradas brasileiras bem como dos carros/ambulâncias das prefeituras ribeirinhas dos grotões desse país. Isso quando existe vontade política de trazer os doentes para atendimento.  Um país que ainda não entendeu a importância da tecnologia. De integrar sistemas. Seja para facilitar o “dialogo” entre todos os prestadores de serviço, seja para otimizar utilização de equipamentos, seja para evitar o desperdício, seja para controlar adequadamente estoques de medicamentos, seja para salvar uma vida.

Vimos na última década o número de médicos aumentar de forma absurdamente desproporcional ao crescimento da população do país. Observamos uma abertura indiscriminada de Faculdades de Medicina com a alegação que o problema era a falta de profissionais. Financiamento. Dívidas. Menos humanidade. Menos conhecimento. Desespero. Na medicina, como sabido, diagnósticos errados levam a tratamentos medíocres. Logo, essa medida esdruxula não trouxe o resultado esperado. Não se traduziu em uma melhor distribuição dos colegas pelo interior afora. Vimos um governo populista errar de novo e expor seus pacientes ao risco de serem atendidos por profissionais sem a devida comprovação de capacitação. Tivemos o “Mais Médicos”. Financiamento de ditaduras. O problema persistiu. Nada mudou.

Basta! Precisamos de uma boa anamnese. Examinar o doente. Fazer um diagnóstico preciso. Estamos no CTI. Respirando com ajuda dos aparelhos. Urge a mudança de foco. Da doença para a vida. Do tratamento para a prevenção.  Da educação do cidadão brasileiro e do saneamento básico até a ampla vacinação e valorização das tão importantes equipes de PSF. Focar 100% na SAÚDE!

É preciso repensar o sistema como um todo. Pagar pelo serviço valorizando a performance. Desburocratizar o sistema. Reduzir impostos sobre medicamentos e serviços de saúde. Fiscalizar com qualidade toda a rede. Dos atendimentos básicos aos complexos. Minimizar a corrupção já que ela é INERENTE a gestão pública. Definir metas claras em todas as esferas (administrativas e executivas). Otimizar o fluxo dos pacientes, os leitos ociosos, os equipamentos sem utilização, a mão-de-obra. Começar a tratar o público da maneira correta. Como NOSSA empresa. Afinal é o NOSSO dinheiro que paga TODAS as contas! TODAS! Inclusive as diversas contas de um novo problema que adoece ainda mais o sistema de uma forma geral. A judicialização da saúde! Nefasto como um tumor maligno, vai deixando suas metástases por onde passa. Inviabilizando a vida! Inviabilizando qualquer sonho de cura!

Vamos acordar! Não podemos mais assistir esse “paciente” morrendo sem sequer tentarmos ajuda-lo. Desestatizar a GESTÃO é o primeiro passo! Essa obesidade pública só agrava a situação! Precisamos impedir que o ouro nas mãos do Estado se transforme em sangue nas mãos dos médicos! Vamos começar um NOVO tratamento!

 

https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2835

https://g1.globo.com/mundo/noticia/servico-de-saude-britanico-sofre-crise-humanitaria-diz-cruz-vermelha.ghtml

 

 

2 comentários em “SUS: do sonho ao pesadelo!

  1. Por que não fazer do SUS o Plano de saúde do governo? Pagariam, adequadamente, quem pudesse e quem não pudesse, estivesse desempregado, não pagaria. Sairia mais acessivel para nós que pagamos planos de saúde abusivos. O SUS dá os remédios nos postos da jurisdição do cliente, não exige carência e outras vantagens. O que não pode continuar são os abusivos planos de saúde. A gente teria duas opções, caso reestruturassem o SUS. Como falei acima, pagaria quem estivesse trabalhando – de uma maneira racional, sem exploração, como os planos de saúde.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.