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Sou jornalista e meu gosto por aventuras já me levou a lugares extremos! Com vontade e estratégia superei desafios artificiais e selvagens que se interpunham às histórias que buscava, acumulando experiência e técnicas. No Rotas do Explorador mostro expedições e dicas outdoor.

Disfarçado! Uma noite no abrigo de moradores de rua. Sobrevivência urbana

Gesso que usei para parecer uma pessoa mais frágil em vez de ameaça (Foto: Mateus Parreiras)

Uma das minhas veias aventureiras e que me compõe como expedicionário vem da sobrevivência. Mas como a cultura sobrevivencialista no Brasil ainda engatinha, todos pensam em sobrevivência em selva, mas se esquecem que nós, brasileiros, somos praticamente especialistas em sobrevivência urbana. E uma das minhas aventuras mais duras se deu justamente na selva de pedras. Encarar uma noite no abrigo onde mais moradores de rua reclamaram.

Assista ao vídeo que fiz dentro do abrigo para o meu canal do YouTube, o Missão Carcará. Se curtir, não esqueça de se inscrever no canal!

Foi, talvez, a aventura que mais medo me deu. Na selva e na mata, você ainda tem algum controle, por pior que pareça. Nessa empreitada, estava praticamente à mercê dos grupos de albergados que formavam gangues e grupos que impunham suas regras dentro daquele ambiente.Veja a reportagem completa neste link: https://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2016/07/03/interna_gerais,779475/risco-de-contagio-de-doencas-e-percevejos-transformam-em-drama-a-perno.shtml

Tive uma grande ajuda do meu pai, que é médico, para confeccionar um braço de gesso para que aparentasse uma pessoa fraca, debilitada. Ou seja: alguém que poderia entrar e ser acolhida e não representaria ameaças contra os grupos que dominavam os espaços.

No pátio se fuma e se negocia drogas

Consegui convencer o assistente social a me deixar entrar (sugiro que você assista ao vídeo, pois lá a narrativa é bem melhor com as cenas captadas no local), mesmo ele tentando me alertar sobre os riscos de contrair tuberculose e de ser picado por uma infestação de percevejos.

No refeitório, um dos albergados furou a fila e o deixei passar, mas acabei pagando por isso com um pito do cozinheiro, porque a comida é contada e essa pessoa comeu duas vezes.

Cozinheiro que tentou me intimidar e foi atrás do senhor que furou fila

Na hora de dormir, algo que não consegui fazer, não pude deitar na cama que me foi designada pois os grupos que controlam a sociedade naquele albergue já dominam alguns quartos e te impedem de dormir lá e de ficar com as cobertas melhores. Tudo isso está no vídeo acima, um relato bem mais completo do que essas escassas palavras minhas.

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