As tarefas de Mano e Roger

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Mano Menezes apostou alto e se deu bem. Ao garantir, após a derrota para o Atlético, que o Cruzeiro não voltaria a tomar três gols diante do Palmeiras, arriscou não só o cargo no time celeste, mas também o próprio prestígio.

Foi uma verdadeira aposta de risco. Mostrou confiança em seus comandados em um momento em que eles estavam pressionados, como explicou depois da vitória por 3 a 1 no Verdão. Mas também poderia ter sido demitido caso alguns jogadores desejassem vê-lo longe da Toca da Raposa II. Pela vontade demonstrada pela equipe celeste, aos menos os que estiveram em campo mostraram estar “fechados” com o professor, como gostam de dizer por aí.

Assim, pôde deixar o Mineirão satisfeito, com a certeza que tem o controle das coisas no clube azul. E ganhou respeito de parte daqueles que já começavam a criticá-lo.

Mais que a confiança, valeu muito o trabalho feito durante a semana, umas das poucas livres neste nosso calendário cada vez mais apertado. E também a mudança de esquema, já que apostou em três volantes, que deram maior proteção à zaga. Foi assim que o Cruzeiro jogou melhor sob o comando do gaúcho, ainda que, em muitos momentos, não tenha encantado tanto como desejariam os mais radicais.

Mas todos na Toca II sabem que a boa vitória sobre os palmeirenses não servirá de nada se for sucedida por novos tropeços. Por isso é fundamental conseguir uma boa sequência de triunfos, ganhando confiança e também o respeito dos adversários.

Pelo lado atleticano, o empate por 1 a 1 com o Botafogo, no Engenhão, teve sabor amargo. Afinal, dominou as ações na maior parte do tempo, teve pênalti a favor quando estava 1 a 0 e ainda pelo menos mais três chances claras de “matar” o jogo. Não aproveitou nenhuma das situações citadas e acabou castigado com o gol de Roger já nos acréscimos.

Roger Machado certamente vai precisar conversar com seus jogadores – se é que já não o fez. Como bem lembrou um irritado Marcos Rocha ao deixar o gramado, é preciso mais espírito coletivo e menos “fomeagem”, para usar uma expressão das mais conhecidas por qualquer peladeiro de Minas Gerais. E também mostrar que todos os jogos são importantes. Afinal, a irregularidade permite ao torcedor achar que tem jogador que joga bem quando quer.

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