Super-heróis no combate ao câncer infantil

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Para as crianças, não há nada que os super-heróis não consigam vencer. No mundo mágico das animações, tudo se torna possível e bem mais fácil de lidar.  Foi pensando nesse universo que a radio-oncologista Bruna Bonaccorsi, do Centro de Tratamento de Radioterapia – Cetus Oncologia, encontrou uma maneira lúdica para ajudar crianças a enfrentarem o tratamento do câncer infantil. Ela e sua equipe começaram a personalizar as máscaras do tratamento de radioterapia com personagens de filmes e desenhos infantis.

O pequeno Arthur Henrique, de apenas cinco anos, diagnosticado com leucemia linfoide aguda, foi o grande motivador da ação. “Quando fizemos a avaliação e mostramos como seria a sessão, ele ficou bastante assustado. Logo percebemos que não seria fácil prosseguir e que talvez ele precisasse até mesmo de anestesia para ficar quieto durante o tratamento”, explica Bruna Bonaccorsi. Segundo ela, nos casos em que a radioterapia é direcionada para a cabeça ou pescoço, como é a situação do Arthur, a criança precisa usar uma máscara que geralmente fica bem justa no rosto para garantir que a cabeça se mantenha imóvel. “As crianças ficam apavoradas, até mesmo porque precisam ficar sozinhas dentro da sala e, muitas vezes, necessitam de sedação para não se moverem durante o procedimento”, conta.

Para evitar que com o Arthur também fosse assim, ela teve a ideia de pintar a máscara para distraí-lo. Ao perguntar sobre qual super herói mais admirava, o garoto contou que não tinha nenhum específico, mas que amava o filme “Carros”. Assim, foi feita uma arte com a imagem do personagem Relâmpago McQueen em cima da máscara. “Quando ele viu, foi emocionante. Ficou super encantado e agora, chega à clínica muito bem humorado, abraçando os profissionais e, o melhor, entra sozinho na sala de tratamento e fica quietinho durante todo o procedimento”, conta Dayane Márcia, mãe do Artur.

A ideia

A inspiração para criar veio do INCA, onde Bruna trabalhou por três anos. ”Essa iniciativa ajuda a criança a passar por essa etapa do tratamento sem traumas e contribui para que ela se sinta segura no ambiente clínico”, afirma a médica. A máscara é composta por material termoplástico e a pintura é feita com guache hipoalergênico, que não oferece nenhum tipo de risco a saúde. A ideia dos profissionais da clínica é que, daqui pra frente, todas as crianças que forem tratadas lá possam escolher um super herói. “Uma atitude simples que faz muita diferença. Tornamos o que era difícil e doloroso em algo fácil. Hoje, ele mesmo pega a máscara e coloca no rosto, como se ela o fortalecesse”, finaliza Bruna.

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