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PCAlmeida é Cruzeirense, publicitário fanático, jornalista teimoso.

Reforços e coragem

Ontem, durante o jogo contra o Palmeiras, minha querida amiga Paola Laredo postou no twitter:

“Se vocês entendessem que o time do Cruzeiro é ruim e achou essa Copa do Brasil na temporada, aceitariam mais fácil as coisas (Sic)”

No ato, eu respondi que achava aquilo uma semiverdade.

Mas a afirmação merece a nossa reflexão. Qual é a real qualidade do elenco celeste? Será que a conquista da Copa do Brasil vai esconder os problemas?

A resposta para a primeira pergunta me parece ser: Sim, o elenco é bom, pero no mucho. Tem excesso de opções para um setor e carência em outros.

As laterais, por exemplo. No atual elenco, há um lateral de fato bom, o esquerdo Diogo Barbosa. No mais, há uma terra de cegos. A nova diretoria precisa priorizar a busca por um lateral-direito que venha para ser dono da posição e mais dois, sendo um para cada banda para fazer sombra aos titulares.

O ataque sofre com a falta de um homem-gol. Sobis é, pra mim, uma enorme decepção. Sassá é uma bomba-relógio ambulante. Raniel é muito jovem pra herdar a pesada camisa 9 celeste.

Laterais e ataque são os problemas mais urgentes. Creio que o Cruzeiro também precisa de mais um zagueiro e um meia-direito.

Será necessário investir para resolver estes problemas pontuais. E dinheiro é um problema crônico. A verdade é que a gestão Gilvan teve um ótimo resultado em campo, mas fora dele deixará a nova diretoria em apuros, com uma plantação de pepinos para descascar.

Em meio a tudo isso, a resposta da segunda pergunta é não. A Copa do Brasil não escondeu os principais problemas do time. Tanto Mano, quanto a diretoria de futebol têm consciência das fraturas expostas do Cruzeiro.

Paola, minha querida, a semiverdade que respondi está na atitude do Cruzeiro. E isso perpassa pela filosofia do treinador. O Cruzeiro tem bons valores individuais que, orientados a mostrar o seu talento em campo, podem se tornar um time muito bom, candidato natural a tudo.

Comemoramos a permanência de Mano Menezes num dia, mas no outro já vimos que 2018 será aquele sufoco. Tudo em função da falta de coragem em alguns momentos.

Com uma dose de ambição, talvez hoje teríamos chances de levar também o Brasileiro. Entendo que o relaxamento do elenco pós-conquista é natural, tudo bem. Porém, a queda do líder Corinthians deixa aquele gosto de “ah se não tivessem desistido tão cedo…”

Reforços e coragem. É “apenas” isso que o Cruzeiro precisa para alçar voos mais altos em 2018.

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