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Jornalista e Sommelier de Cervejas formada pela Doemens Academy de Munique através do Senac SP. Criadora e apresentadora da coluna Pão e Cerveja na Rádio CDL FM. Colunista do jornal Estado de Minas e da Revista PQN Notícias. Sócia-fundadora e professora da Academia Sommelier de Cerveja.

Cerveja combina com música… qualquer música?

Hoje escrevo  uma pauta encomendada! Engraçado isso. O leitor deste blog, Victor Antinossi, depois do meu último post sobre cerveja descomplicada ( leia aqui) me pediu que falasse da relação  exclusiva dos eventos de cerveja com Rock. Parece que há uma certa ditadura de estilo musical sendo imposta, será? Não sei bem explicar o que rola. Fato é que há uma relação íntima entre Cerveja e Rock, em suas mais variadas vertentes. Pessoalmente falando, eu gosto. É o estilo musical que escuto e frequentar eventos em que se unem cerveja e bandas roqueiras me fala alto.

A pergunta é: todos os apreciadores de cerveja artesanal gostam de rock? Ou será que muitos consumidores deixam de frequentar eventos cervejeiros porque a linha musical adotada não tem nada a ver com eles?

Uma das características que mais apregoo na cerveja é sua versatilidade e, principalmente, o seu lado democrático, que acolhe a todos. Por isso, pensando bem, por que não rechear rodas de samba, por exemplo, com cervejas especiais? Por que não juntar forró, frevo, outros ritmos ouvidos pelos brasileiros às excelentes cervejas artesanais produzidas no país? Acho que as cervejarias podem estar perdendo clientes e belas oportunidades de venda ao se limitarem a um gosto musical somente.

Provavelmente eu não frequentaria um evento em que se tocasse pagode, ou funk, ou sertanejo. Isso, no entanto, não me dá o direito de supor que ninguém frequentaria. Muito menos o direito de tutelar o paladar de quem frequentasse, como se cerveja fosse restrita a uma casta de iluminados que tiveram a epifania do rock! Seria muita arrogância.

Este post é uma proposta de se repensar a cerveja, como têm feito Maíra e Bernardo,da Cervejaria 2 Cabeças. Uma proposta de discussão sem a pretensão de vomitar verdades, porque disso o brasileiro já está cheio!

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23 comentários em “Cerveja combina com música… qualquer música?

  1. Deixei de frequentar eventos cervejeiros justamente por isso. Não me sinto representado pelo Rock, ainda pela “regra” do cover das bandas. Tenho a impressão que os eventos (e cervejarias) estão se comunicando sempre com as mesmas pessoas! Nasci e cresci no samba. Descobri o Hop-Hop, o samba soul, samba rock… Vertentes musicais que tem muito em comum com a democracia da cerveja. Boa reflexão esse post.

    1. Correto, embora curta muito o Rock, cerveja combina com tudo. Existe um público enorme de todas as vertentes. Pessoal da cerveja está deixando de atender muita gente. Nunca pensei nisso, talvez por gostar do Rock.

      1. Confesso que também nunca havia pensado nisso, pelo mesmo motivo, gosto de Rock. Por isso fiz questão de trazer o assunto sugerido aqui. Rende boas reflexões!

    2. Procure ir ao Hiper Frios (bem próximo do Minas Shopping e Ouro Minas). Aos domingos há uma excelente roda de samba, a qual você pode apreciar com inúmeras cervejas distintas. Lugar muito bom!

  2. Achei muito interessante o artigo. Talvez por gostar muito de Rock nunca parei para pensar sobre o assunto, porém, além de gostar muito de cerveja e deste estilo musical sou apaixonado pela viola caipira. Inspirado nisso eu, como Homebrew, batizei minhas cervejas com temas inspirados na viola caipira. O resultado ficou muito legal. Quem tiver um tempinho e quiser conferir pode dar uma olhada no link. https://medium.com/@projeto.experimente/viola-e-cerveja-uma-composi%C3%A7%C3%A3o-musical-d583d7e17cc1

  3. Isso sem contar que os eventos tem se repetido em sua estrutura, quase sempre os mesmos rótulos também. Em alguns eventos que tenho a nítida impressão que os organizadores e produtores organizaram só pra eles como se fosse um evento particular. Confesso que tenho deixado de ir em muitos em função dessa mesmice e optado por bares que já oferecem boa carta, além é claro das lojas de fábrica !! E parabéns por levantar essa discussão Fabiana !

    1. Este é outro ponto a se considerar: o modelo de evento já não está desgastado? Também sinto isso às vezes, como se tivesse repetindo o mesmíssimo programa. Outra discussão boa, hein??

  4. Os eventos com cervejas artesanais seria melhor com uma MPB.O Rock é muito bom a ter certa hora.A faixa de idade que frequenta este eventos está entre 40 a 70….são pessoas resolvidas que gostaria de encontrar velhos amigos e conversar e relembrar as velhas recordações.O rock é muito legal mas espanta a turma.

  5. Um problema que não pode passar batido, é que independente do estilo musical, não se pode perturbar o sossego dos vizinhos. Aqui no Jardim Canadá, Nova Lima, as cervejarias estão acabando com o sossego da comunidade e com apoio da prefeitura e não vejo nem um blogueiro ligado ao tema preocupado com situações como essa. Seria muito bem vindo, que todos na imprensa que trabalham com divulgação deste tema “cervejeiro”, pudessem a pedir respeito a estes empreendedores. Eu adoro cerveja e ainda não fui a uma cervejaria artesanal exatamente por conta deste problema. Sobre o tema é o seguinte: não sendo Funk e respeitando o sossego alheio tá valendo qualquer estilo de musica.

    1. Isso é um problema do qual eu não estava a par… realmente, é duro não ter sossego em horário em que a Lei do Silêncio vigora. Ao mesmo tempo, eventos cervejeiros movimentam a economia e rendem algum tipo de renda ao município, tanto assim que têm apoio da Prefeitura. Tudo deve ser considerado, não é mesmo? Prós e contras.

      1. O problema não reside nos eventos que a Prefeitura promove. O problema está dentro de algumas cervejarias que mesmo em área residencial não estão nem ai para os vizinhos. Perturbação do sossego é tema pra lá de pacificado e o que se espera destas cervejarias é um minimo de respeito e investimento em projetos de tratamento acústico de forma a não prejudicar a comunidade do bairro. A situação aqui no Jardim Canadá é tão gritante que o segmento cervejeiro do bairrro já está antipatizado com a população. Vocês da imprensa cumprem papel relevante demais e podem nos ajudar, aqui ou em outro lugar qualquer. Ser politicamente correto neste caso é algo que seria muito bem vindo e incentivar o cumprimento das leis seria crucial para que possamos coexistir pacificamente.

  6. Eis aí uma coisa realmente interessante. De fato, depois de ter lido seu post, busquei na memória e não me recordo de nenhum evento no qual o estilo não fosse rock.

    Acredito que a razão seja simples: o público desse gênero deu, digamos assim, o ponta-pé no seguimento e dele tomou conta.

    Pessoalmente, eu aprecio bastante o gênero e não iria a nenhum evento no qual tocasse sertanojo universitário, funk axe ou qualquer coisa parecida. Tais músicas já desfrutam sobremaneira de espaço em tudo que bar. Acho que merecemos o nosso reduto. Nada impede, naturalmente, que se façam eventos para atender aos que querem ouvir Michel Teló sorvendo bons sucos de ceveja e malte.

    Abraços!

  7. Acho que sua linha de raciocínio esta corretíssima Fabiana. os promotores de eventos cervejeiros tem que repensar esta mania de se atrelar a cerveja ao rock. Assisti ao último show do Black Sabbath no Rio sem tomar um gole sequer de cerveja. Acho que o fato de escutar uma boa música não está, necessariamente, vinculado ao consumo de álcool. Mas confesso que, por mais de uma vez, já abreviei minha saída de determinado evento cervejeiro por causa da música.
    Na minha opinião, a escolha de um determinado estilo de música para um momento específico depende, única e exclusivamente, do nosso estado de espírito naquele momento. E isto independe do consumo ou não de uma boa cerveja ou qq outra bebida de boa qualidade.

  8. Creio que essa junção rock e cerveja artesanal ocorreu naturalmente. Em certa medida, os eventos partiram de uma demanda por cervejas diferenciadas e rock, que não encontrava espaço no dia a dia dos lugares consolidados. Já havia diversos lugares para ouvir sertanejo universitário, samba, funk, etc. Não havia tanto espaço para rock e blues. E, inicialmente, o gosto por cerveja artesanal, principalmente IPA, estava muito vinculado ao público de rock. Hoje, com a disseminação da cerveja artesanal, podem surgir novos eventos.

  9. Acredito que tem muita boa música que combina bem com cerveja… Moda de Viola como tinha dito na rádio, MPB (onde tem uma riqueza enorme de ritmos), pop rock, samba de raiz e até mesmo o samba rock. Agora eu gosto de rock e me sinto bem nos eventos, mas diversificar é muitooo bom. Se não vai acabar como tudo se acaba por aqui…

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