Big Little Lies é a nova atração da HBO

por Marcelo Seabra

Seguindo a tradição de Game of Thrones e Westworld, para ficar nas mais recentes, a HBO volta a atacar com uma nova série, pronta para fazer barulho. Big Little Lies é uma espécie de mistura de Desperate Housewives e Twin Peaks: é estrelada por famílias de classe alta em uma cidadezinha idílica, onde todos parecem perfeitos, mas há segredos que indicam o contrário. Logo no primeiro episódio, descobrimos que alguém foi morto. O curioso é que a questão principal não fica só no habitual “quem matou?”, mas também no “quem morreu?”.

O produtor David E. Kelley, responsável por marcos da TV como O Desafio (The Practice) e Ally McBeal, criou a série baseando-se no livro homônimo de Liane Moriarty, lançado em 2014. Os roteiros dos sete episódios da primeira temporada são assinados por Kelley e a direção ficou por conta de Jean-Marc Vallée, dos elogiados Clube de Compras Dallas (Dallas Buyers Club, 2013) e Livre (Wild, 2014). Também no projeto desde o início, a atriz Reese Witherspoon, que trabalhou com Vallée em Livre, é creditada como produtora executiva.

A atração tem como protagonistas três mulheres fortes, cada uma com seus problemas familiares, e elas têm em comum a idade dos filhos, todos na mesma escola. Madeline (Witherspoon) tem duas filhas de maridos diferentes e precisa lidar com a proximidade do ex, que tem uma filha na mesma sala da mais nova e outra esposa. Celeste (Nicole Kidman, de Lion, 2016) largou a família e sua bem sucedida carreira de advogada para se casar e se mudar para longe, onde vive com um marido rico e abusivo e dois filhos pequenos. E Jane (Shailene Woodley, da franquia Divergente), recém chegada na cidade, é uma mãe solteira que cai nas graças de Madeline e as três fecham um laço de amizade. A outra figura proeminente da comunidade é Renata Klein (Laura Dern, mãe de Witherspoon em Livre), com quem Madeline bate de frente e a briga toma proporções enormes.

Uma suposta agressão, no primeiro episódio, coloca as duas dondocas em lados opostos e aflora o lado briguento de Madeline, que mal precisa de uma desculpa para querer mandar em todo mundo. Renata também está acostumada a vencer e não deixa barato os ataques. Desde o início, sabemos que uma pessoa foi morta e diversos depoimentos dos cidadãos, assim como uma coletiva da polícia, vão jogando informações que demoram um tanto a fecharem. Por isso, o público fica a maior parte do tempo no escuro, imaginando o que teria acontecido. Enquanto isso, podemos acompanhar ótimas interpretações das quatro, além de nomes como Adam Scott (de Krampus: O Terror de Natal, 2015), Alexander Skarsgård (o novo Tarzan, de 2016) e Zoë Kravitz (de Animais Fantásticos e Onde Habitam, 2016), que estão entre os coadjuvantes.

Exibida no domingo à noite, horário que a HBO reserva para suas grandes produções, Big Little Lies já vai para seu quarto episódio. Mas, para quem não pegou o início, ou se perdeu durante o Carnaval, o canal reprisa com frequência, é só consultar a programação. Aonde vai chegar, não sabemos, mas a jornada, com uma belíssima fotografia e uma trilha sonora bem interessante, tem sido promissora.

Não se preocupe, no fundo elas são todas amigas

Sobre opipoqueiro

Marcelo Seabra - Jornalista e especialista em História da Cultura e da Arte, é o criador de O Pipoqueiro. Tem matérias publicadas esporadicamente em sites, revistas e jornais. Foi redator e colunista do site Cinema em Cena por dois anos e colaborador de sites como O Binóculo, Cronópios e Cinema de Buteco, escrevendo sobre cultura em geral. Pode ser ouvido no Programa do Pipoqueiro e nos arquivos do podcast da equipe do Cinema em Cena. Twitter - @SeabraM
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