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Ricardo Kertzman nasceu em 1967. Um homem inquieto, irrequieto e inundado de sentimentos.

Quem quer rir, tem que fazer rir.

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Ai, ai… Vou apanhar como um cão sarnento. De novo! Mas já me acostumei. A casca é dura e a chibata não dói. Mãos à obra, portanto.

Cena do filme Tropa de Elite

A vida não é um parque de diversões, infelizmente. Nem ninguém veio ao mundo a passeio. Gente rica trabalha muito mais. Por que conosco tem de ser diferente? Por que o Brasil, um país pobre para miserável, sem poupança interna (nem pública nem privada), carente de absolutamente tudo, acha que seu povo tem de trabalhar menos que a média inferior dos países desenvolvidos e ricos? Por que os tais socialistas pensam que devemos passar a vida trabalhando muito menos do que estudando e descansando? Pessoalmente, adoraria que a vida fosse assim: De uma média de 75 anos de vida, estudar-se-ia por cerca de 20; trabalhar-se-ia por aproximadamente 30; divertir-se-ia por outros 25. Só que a conta não fecha.

O Brasil envelheceu pobre. Perdeu a vantagem histórica do “bônus demográfico” e não acumulou riqueza. Ao contrário. Endividou-se ainda mais. Pior! Endividou-se e não construiu nada. Apenas consumiu. Assim, chega à velhice sem patrimônio, endividado e sem renda para sobreviver. Resultado: Ou trabalha-se mais ou morre. O sistema previdenciário não só não é capaz de manter quem já está dentro, como também será incapaz de suportar quem estará adentrando nos próximos anos. A quebra é certa. Mais certo ainda é o resultado: Mais gente desamparada pelo Estado que tira tudo e não devolve nada.

A reforma da previdência foi criminosamente adiada pelos últimos três governos petistas: Dois de Lula e um de Dilma. FHC iniciou a reforma possível à época, mas foi tragado pela crise cambial de 99. Lula, por sua vez, surfou na maior onda de tranquilidade e prosperidade da recente história mundial. Tinha obrigação moral de tocar a reforma. Tinha capital popular e cacife político para tanto. Mas deixou pra lá e resolver abraçar o populismo irresponsável. Dilma, por sua vez, mesmo pegando um país carcomido por dentro, pela corrupção e pelo déficit deixado pelo bravateiro anterior, teve ao menos duas grandes oportunidades para mexer na merda. Preferiu tapar o nariz e fingir que estava tudo bem. Somente na campanha eleitoral de 2014 voltou ao tema. Prometeu — e não cumpriu — uma reforma que equilibrasse o sistema.

Michel Temer poderá entrar para a história como o presidente que salvou o país. Basta enfiar a mão no vespeiro e verdadeiramente reformar o sistema previdenciário. Mas para valer! Nada de acomodar este ou aquele setor, esta ou aquela categoria. Os sinais, até agora, são dúbios. Diz-se uma coisa, pratica-se outra. Pelo menos foi assim na tal reforma ministerial e no rascunho das novas leis orçamentárias. O Brasil terá de trabalhar mais e de contribuir mais, sim. Ao mesmo tempo em que os senhores governantes terão de roubar menos, as castas perderem seus privilégios imorais e o sistema previdenciário, como um todo, sair da incapacidade absoluta para algo minimamente eficaz e funcional. Se for assim, o rolo será bom para todos. É o tal ditado do título: Quer rir….

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10 comentários em “Quem quer rir, tem que fazer rir.

  1. Hoje, no meu trabalho, me olharam como se eu fosse louca quando defendi isso. E completei: rezem pra Temer fazer isso ou vocês não terão como aposentar. E a louca sou eu.

  2. Excelente. Sem medo do politicamente (in)correto, falou e disse tudo! Não se preocupe com os comentários dos jovens, a grande maioria só quer cursar Direito e fazer concurso pra ficar “tranquilo” (medíocre)!! Abraços

  3. Infelizmente esta é a verdade e acrescido que a população cada vez mais velha, sem possibilidade de emprego pois este pais não dá valor ao conhecimento, ficando doente sem saúde pública.Vamos sofrer e rumo ao caos. Só um governo sério poderá refletir para tentar melhorar esta situação. Melhor chorar……..

  4. Pela primeira vez não concordo contigo. “Reforma da previdência” é só o titulo para politicos rirem da cara do contribuiente (seja público ou privado, aliás o público é o que mais paga e o que nas ultimas 2 reformas foi o msis sangrado). Legislativo, judiciário e algumas carreiras do executivo, só pagam sobre o q convém e/ou tem regras específicas de aposentadorias. Fora isso temos uma questão técnica. PQ nunca consultam um ou mais Atuarios sobre o que está errado no sistema? Baseiam suad reformas em “achometro” de politicos que não sabem a tabuada e vivem pendurados nas tetas do poder. PREVIDENCIA é seguro tem q ter arrecadação certa e específica. ASSISTENCIA Social é atribuição unicamente do governo de puder fazer faz senão corte outros gastos supérfluos para atender os necessitados. É preciso separar o segundo S do INSS o social tem que ir osra o orçamento com verba especifica proveniente dos impostos, jamais sair de encargos previdenciarios. Outro ponto. Metade dos fiscais do governo tirem a bunda de suas cadeiras reclináveis e vão fiscalizar as empresas qto ao cumprimento da legislação ja existente e q se imponha a esses conduta ilibada sob penas severas.

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