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Eduardo de Ávila
Araxaense e belo-horizontino; Advogado e Jornalista; caçula e temporão; 60 anos vagando pela vida nas ruas do interior e da metrópole observando o comportamento de pessoas e da própria sombra. Debater e discutir – de maneira saudável e com leveza – situações que vivemos no nosso dia a dia.

 - Daniela Piroli
Psicóloga clínica, graduada também em terapia ocupacional, curiosa sobre a vida e o mundo humano.

Jesus apaga a luz! O caos do trânsito em BH começou precocemente

Divulgação/ Web

Dias atrás, aqui neste blog, prevíamos o transtorno nas ruas e avenidas de Belo Horizonte com o excesso de veículos transitando pela cidade nesta fase de Natal e Ano Novo.

Acreditávamos que a situação seria agravada com a proximidade das duas datas. Que nada! Quem saiu no sábado, durante o correr do dia, especialmente à noite pode experimentar a falta de organização e planejamento das autoridades e responsáveis pelo trânsito.

Minha experiência foi terrível. Descrevê-la-ei, seguro de que outros leitores em outros trajetos viveram a mesma situação, quiçá ainda pior. Tendo de ir ao aeroporto de Confins e saindo do BHShopping, evidentemente que peguei o anel rodoviário, com as opções da Catalão, Antônio Carlos e Cristiano Machado. Escolhi a segunda e para meu azar, do viaduto do São Francisco até nas proximidades do aeroporto da Pampulha, a lentidão irritante anunciava o que seria aquele sábado.

Isso, ainda por volta de 13h30m até 14 horas. Na volta, aí já em torno de 16 horas, peguei o mesmo anel rodoviário desde a Cristiano Machado no sentido contrário indo em direção à Cidade Industrial. Entre as avenidas Antônio Carlos até a saída para Brasília, novamente o trânsito não fluía com o que poderia sugerir o horário.

Afinal, fim de semana, com feriado em Belo Horizonte, imaginava diferente. Até aí, apesar do desgaste, ainda seguia meus caminhos deixando os dois contra tempos que aconteceram em via de fiscalização federal.

Mas o pior estava por vir

Inadvertidamente, pois me esqueci da iluminação da Praça da Liberdade, ao descer a Alagoas – por volta de 20h30m – a partir das proximidades da Avenida Getúlio Vargas, fiz conversão à esquerda na Avenida Cristóvão Colombo. Que vontade de sair voando.

Seguramente foram mais de trinta minutos para cruzar a pomposa Praça onde está instalado o Palácio do Governo de Minas Gerais. Diga-se, que depois de uma obra de metade de um ano, pouco ou nada se nota de diferente do que era antes de fechar com os tapumes que isolaram o acesso do público.

UAI/EM

Livre desse desconforto e indo em direção à Floresta, fiz o caminho – que seguramente – seria o mais apropriado. Descer Bias Fortes e pegar a Rua Espírito Santo. Fui bem, até cruzar a Avenida Augusto de Lima. Depois disso, e sem rota de fuga, fiquei preso naqueles dois quarteirões por algo em torno de 20 minutos.

Menor sorte teve uma noiva, no carro ao lado (um vistoso “Bel Air”, de placa preta). Coitada, aflita, não saia do celular sozinha no banco de trás com o motorista tentando furar o bloqueio imposto pelo mal tratado trânsito de Belo Horizonte. Seguramente, os convidados já estavam esperando a um bom tempo a chegada da jovem nubente.

Nem sei se a igreja seria aquela de São José. Tomara que sim, pois se fosse outra seria ainda pior. Nos perdemos no meio dessa confusão, onde cada um quer passar o carro por cima do outro.

Após vencer o segundo quarteirão e tomar a Rua Tupis à direita, aí sim a coisa fedeu. Foram quase trinta minutos para cruzar a Avenida Afonso Pena e pegar Tamoios em direção ao viaduto de Santa Tereza. Naquele quarteirão, ao som infernal de uma igreja do lado direito do tráfego de veículos, o trânsito parou.

Um ônibus, parece que de turismo, estacionado do lado esquerdo da descida. Concomitante, os carros da Afonso Pena, fechando o cruzamento com o sinal vermelho.

Lógico que todo esse enredo contou com a participação de duas autoridades, com uniforme de trabalho, iguais a dois perus tontos no meio da Avenida. Alí estavam um ônibus – este urbano – que pegou a lateral de um carro de passeio com toda valentia que o seu tamanho impõe.

Ao invés de atuar para fazer o trânsito fluir, ambos estavam no meio da rua, impedindo a passagem dos veículos. Um deles, que tomou bronca de um motorista, por pouco não desvia os carros para subir a Afonso Pena. E ainda faltam duas semanas para o Natal e três para o Réveillon. “Jesus apaga a luz!” Essa expressão era usada pela Yasmim, de Malhação, interpretada pela conterrânea Mariana Rios, filha do casal amigo Adriana e Alonso.

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4 comentários em “Jesus apaga a luz! O caos do trânsito em BH começou precocemente

  1. Muito fácil comentar somente daquilo que presencia.
    O trânsito tá ferrado HÁ MUITO TEMPO.
    Aos sábados, os “bermudinhas” que tem dinheiro para comprar carro caro e habilitação, mas não tiveram dinheiro para aprender a dirigir tiram os carros da garagem… nos dias de semana, a praga urbana conhecida como “motorista de aplicativo” sai das cidades conurbadas para ficarem “boiando” pelas ruas da capital.
    Ah! se estes comentários aceitassem um link para os posts que já escrevi sobre o tema !

  2. BH não tem metrô: temos um trenzinho que, numa ponta, vai até uma parte da periferia e, na outra, se aproxima tangencialmente de um canto periférico do centro da cidade. Ridículo!
    Nosso atual prefeito, um típico jacú interiorano, parece que como todos os anteriores está a serviço dos lobbies dos donos de empresa de transporte.
    Nos últimos 15 anos, BH não teve nenhum centímetro e nenhum centavo de investimento em metrõ.

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